quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo - Cântico da Esperança


Para todos Leitores do Blogue ofereço esta Tela de Palavras pintada por Rabindranath Tagore, o primeiro escritor não europeu a receber o Prémio Nobel da Literatura.

Cântico da Esperança

Não peça eu nunca
para me ver livre de perigos,
mas coragem para afrontá-los.

Não queira eu
que se apaguem as minhas dores,
mas que saiba dominá-las no meu coração.

Não procure eu amigos
no campo da batalha da vida,
mas ter forças dentro de mim.

Não deseje eu ansiosamente ser salvo,
mas ter esperança para conquistar pacientemente a minha liberdade.

Não seja eu tão cobarde, Senhor,
que deseje a tua misericórdia no meu triunfo,
mas apertar a tua mão no meu fracasso!

Rabindranath Tagore



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

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Maria e Jesus Menino

Vamos entoar Graças a Deus.



LITANIA DO NATAL

A noite fora longa, escura, fria.
Ai noites de Natal que dáveis luz,
Que sombra dessa luz nos alumia?
Vim a mim dum mau sono, e disse: «Meu Jesus…»
Sem bem saber, sequer, porque o dizia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Na cama em que jazia,
De joelhos me pus
E as mãos erguia.
Comigo repetia: «Meu Jesus…»
Que então me recordei do santo dia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Ai dias de Natal a transbordar de luz,
Onde a vossa alegria?
Todo o dia eu gemia: «Meu Jesus…»
E a tarde descaiu, lenta e sombria.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

De novo a noite, longa, escura, fria,
Sobre a terra caiu, como um capuz
Que a engolia.
Deitando-me de novo, eu disse: «Meu Jesus…»

E assim, mais uma vez, Jesus nascia.

José Régio

domingo, 19 de dezembro de 2010

Porto d'Ave despede-se de 2010 com uma derrota


Não foi da melhor forma que o Porto d’Ave se despediu de 2010 e depois do resultado moralizador da última jornada a nossa equipa deslocou-se a Prado com confiança para alcançar a quinta vitória do campeonato, mas apesar da excelente atitude dos nossos jogadores regressamos a casa sem qualquer ponto na bagagem. Pela frente estava um candidato à subida que vinha duma derrota no terreno do líder da classificação e encarou os três pontos em disputa neste desafio como imprescindíveis para manter vivo o sonho da promoção.

Além do excelente futebol praticado por ambas as equipas todo este espectáculo ficou ainda mais enriquecido por ser desenrolado sobre um verdíssimo piso sintético que nos deixou com água na boca enquanto imaginávamos o nosso pelado, ora poeirento ora enlameado. Talvez um presente no sapatinho do Porto d’Ave neste Natal torne possível que o nosso adversário de hoje encontre condições idênticas no nosso recinto quando nos visitar para disputar o jogo da segunda volta do campeonato.

Mas o espectáculo que se desenrolou hoje no Complexo Desportivo do Faial não se resumiu a um jogo de futebol, e também um pequeno número de adeptos afectos à equipa da casa quiseram chamar para si todas as atenções ao tentarem expulsar da bancada coberta os adeptos do Porto d’Ave. Uma clara demonstração de ignorância e total ausência de fair-play ao que a instituição G. D. Prado reprovou prontamente visto tratar-se de casos isolados de pessoas sem responsabilidade no clube e já rotuladas por este tipo de comportamentos. A intervenção dos agentes da GNR que se encontravam no local foi imediata evitando males maiores. No entanto não deixa de ser estranho que encostado à terceira maior cidade de Portugal e que recentemente se candidatou a Capital Europeia da Cultura existam comportamentos terceiro-mundistas como este a que assistimos em que os adversários são recebidos por algumas pessoas como se de inimigos se tratassem. Não me vou alongar na descrição deste acontecimento, mas fica a garantia que não será pela falta da mesma tecnologia utilizada em Belém há mais de dois milénios que as cabanas dos presépios na casa dos protagonistas deste triste episódio ficarão sem aquecimento neste natal.

Quanto à partida dentro das quatro linhas, a crónica deste jogo seria bem diferente se perto do fim da primeira parte não tivesse sido inventado um penalty contra o Porto d’Ave. A equipa de casa abria o placar na sequência duma falta assinalada dentro da área que só o árbitro da partida viu. Passados dois minutos e com os nossos jogadores ainda não recompostos do desaire, o mesmo goleador Barroso aproveita uma defesa incompleta de Abreu e faz o segundo. O Porto d'Ave foi sempre a melhor equipa em campo mas na sequência dum erro grave era o Prado quem levava a vantagem de dois golos para intervalo.

Na segunda parte os nossos jogadores subiram para o sintético determinados a inverter o resultado mas a bola teimava em não entrar na baliza adversária. A equipa da casa apenas conseguia responder em lances de contra-ataque e acaba por beneficiar de mais um penalty pintado com o mesmo tom do primeiro ao vigésimo minuto. Na sequência de mais esta deturpação das regras de futebol, Abreu defende e nega o terceiro a Barroso que acabou mesmo por fazer o hact-trick ao beneficiar de mais um castigo máximo a dez minutos do apito final, desta vez numa falta que existiu mesmo.

O Porto d’Ave perde por três bolas a zero numa partida em que nunca foi inferior ao adversário. Os nossos jogadores realizaram uma exibição positiva e mereciam outro desfecho mas a falta de eficácia e a actuação do trio de arbitragem influenciaram o resultado final que não espelha o que se passou dentro das quatro linhas.

O resultado no desafio de hoje não foi positivo, mas as exibições da nossa equipa nas últimas jornadas permitem-nos encarar o próximo ano com confiança. Apesar do nome do Porto d'Ave não constar na primeira metade da tabela classificativa, a nossa equipa já demonstrou que pode dar continuidade aos lugares obtidos nas épocas anteriores ou mesmo supera-los e a presença na final da Taça da Associação de Futebol de Braga é outro objectivo que está ao nosso alcance. Ambas as competições só irão regressar no próximo ano e até lá temos a magia da Quadra Natalícia para viver. E é com essa mensagem que termino esta crónica.

Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de alegria e concretização de sonhos são os votos que a Administração do Blogue dirige a todos os leitores.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Prado ___G. D. Porto d'Ave
Domingo, 19 de Dezembro pelas 15.00 horas
No Complexo Desportivo do FaialInterior da 8ª Capela "Calvário": JESUS entre os doutores da lei

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

João Fernando é Treinador do C.C.D. Santa Eulália

João Fernando é agora nosso adversário. Não estava no activo desde a sua saída do Porto d’Ave mas o seu nome foi recentemente anunciado pelo C.C.D. Santa Eulália para tomar o leme da equipa sénior deste histórico da Divisão de Honra substituindo Tozé Fonseca que não resistiu à onda de maus resultados. Conta com a colaboração de Moreira, outro elemento que fez parte da equipa técnica do Porto d’Ave.

Recordo que João Fernando esteve nas últimas três épocas no comando da nossa equipa sénior onde alcançou a subida na época 2007/2008 e de seguida consolidou o nome do Porto d’Ave na mais alta divisão do futebol distrital alcançando os quinto e sétimo lugares respectivamente que são as melhores classificações de sempre do nosso clube. Já na sua primeira passagem pelo Porto d’Ave tinha feito história ao terminar o campeonato sem conhecer o sabor da derrota levando também nessa época o nosso clube à de Divisão de Honra quando ainda era disputada em duas series.

Para estes Amigos a Administração do Blogue endereça uma mensagem de felicidades e deseja que alcancem os maiores êxitos desde que esses não colidam com os interesses do Porto d’Ave.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Lugar de Porto d'Ave goleia concelho de Celorico


Foi quase há um mês que assistimos à última partida de futebol da equipa principal do Grupo Desportivo de Porto d’Ave no nosso Parque de Jogos mas nem esse factor contribuiu para que as bancadas se vestissem de adeptos para assistir ao encontro de hoje. Pela frente estava o Celoricense, um velho rival que tantas vezes ombreou connosco e houve mesmo uma época em que ambos subimos ao mais alto escalão de do futebol distrital, nessa altura disputado ainda em duas séries. Adivinhava-se uma grande partida com duas equipas equilibradas onde o frio e a chuva também contribuíram para o espectáculo ao decidirem não marcar presença.

O Porto d’Ave a jogar em casa e com a possibilidade de igualar o adversário de hoje e fugir aos lugares do fundo da tabela classificativa demonstrou desde cedo que só os três pontos interessavam e entrou em campo decidido a alcançar a quarta vitória no campeonato. O Celoricense que ainda não conseguiu vencer fora de portas entrou mais retraído e demonstrava poucos argumentos para manter a bola longe sua área.Estava ainda presente o eco do apito inicial quando surgiu a primeira jogada de perigo na baliza adversária. Freitas isolado permite a defesa do guardião e na recarga Gonça remata em jeito com o golo a ser evitado desta vez por um defesa que tira de cabeça em cima da linha. A bola ainda sobrou para Zé Beto que remata ao lado a um palmo do poste. As oportunidades continuaram a surgir mas a desafinação da pontaria dos nossos jogadores ia dando esperanças à equipa de Celorico que acabou por abrir o placar numa jogada que parecia inofensiva, mas um desvio involuntário de Neves a trair o guardião Abreu ditou o primeiro golo da partida.

Os nossos jogadores não baixaram os braços e o perigo não abandonava a baliza adversária, mas os festejos do golo da igualdade só chegaram ao minuto trinta e cinco. Do pé esquerdo de Pimenta sai um potente remate na execução dum livre obrigando a uma defesa apertada e a bola sai pela linha de cabeceira. O nosso número nove aponta o canto e Neves de cabeça na pequena área envia a bola para o fundo das redes.

A reviravolta não se fez esperar, e passados três minutos Peixoto na sua estreia com a camisola do Porto d’Ave faz o dois a um.

O Pai Natal chegou mais cedo ao nosso balneário e fomos surpreendidos pela presença deste reforço no onze inicial. O médio Peixoto tinha decidido abandonar o futebol depois de na época passada ter alinhado pelo Terras de Bouro, mas as saudades de calçar as chuteiras falaram mais alto e respondeu positivamente ao convite que lhe foi endereçado pela direcção vestindo hoje pela primeira vez a camisola do Porto d’Ave. A sua estreia não podia ser mais positiva ao apontar este golo que colocou o Porto d'Ave em vantagem e foi determinante para a conquista da goleada. A administração do blogue endereça as boas vindas ao jogador e deseja que seja feliz no nosso clube, certos estamos que grande parte dessa felicidade advém das vitórias que ansiamos ver alcançadas.

No regresso dos balneários os nossos jogadores continuaram a remar para ampliar a vantagem e o terceiro para o Porto d’Ave surgiu ao sexto minuto da segunda parte com Zé Beto mais uma vez a fazer uma grande jogada e enviar a bola para o fundo das redes.

Com meia hora jogada na segunda parte foi a vez de Pimenta fazer jus ao número que ostenta na camisola e apontar o nono golo na época. Este jogador com pouca visibilidade dentro do campo e estranhamente a ser alvo de algumas depreciações, obrigou já por nove vezes os guardiões adversários a ir buscar a bola ao fundo das redes quando ainda falta disputar uma jornada para a paragem do campeonato. Caso faça o gosto ao pé em Prado chegará ao Natal com uma dezena de golos, uma marca pouco habitual no nosso clube e é ainda mais considerável se tivermos em conta a onda de maus resultados que não nos largava desde a quinta jornada. A época não tem sido feliz para o Porto d'Ave, e se não fosse a pontaria deste jogador seria ainda mais negativa. Para alguns, para ser merecedor dos maiores elogios teria que usar tranças amarelas ou calçar chuteiras fotoluminescentes. Para nós, equipa que colabora e administra o blogue, basta que continue a enviar a bola para o fundo das redes adversárias e dar pontos ao Porto d’Ave para merecer destaque pela positiva, por isso enviamos os parabéns e também a nossa gratidão ao jogador em questão pelo excelente serviço que está a prestar ao Porto d’Ave durante este Outono que está para terminar. Se repetir a proeza no Inverno que está à porta e também na Primavera, isto é, continuar com a mesma média de 10 golos por estação, o seu nome perdurará na memória de todos Portodavenses por ser o primeiro atleta da equipa sénior a chegar às três dezenas de golos numa só época. Eu acredito.

Mas o placar ainda não tinha fechado e Bife acabado de entrar volta a beneficiar duma excelente assistência de Zé Beto e faz o quinto para o Porto d’Ave. Durante os noventa minutos da partida foram incontáveis as situações desperdiçadas pelos nossos jogadores, e não vou citá-las todas aqui porque me comprometi a terminar esta crónica antes do Natal. Fica o registo duma importante vitória e a melhor exibição da época.

No próximo Domingo o Porto d’Ave vai disputar a última partida oficial de 2010. O adversário é o Prado que ocupa o quinto lugar da tabela e desde a primeira hora assumiu que a subida ás competições nacionais está nos seus horizontes. A tarefa de pontuar neste recinto não será fácil, até porque aliada à qualidade da equipa que vamos defrontar está uma massa associativa ímpar no apoio aos seus jogadores e esse é mais um obstáculo que vamos ter pela frente. Mas os adeptos do Porto d’Ave também tem uma palavra a dizer, até porque em caso de derrota a Fava dos lugares perto da linha de água durante as Festas Natalícias corre o risco de ser uma realidade que não queremos viver. Por isso todos juntos não seremos demais na deslocação a Prado para dar continuidade ao bom momento que atravessamos, pois a nossa equipa ainda hoje apresentou argumentos para escalar para os lugares cimeiros da tabela. Força Porto d'Ave.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave ___ C. D. Celoricence
Domingo, 12 de Dezembro pelas 15.00 horas
No Parque de Jogos do Porto d'Ave

Interior da 7ª Capela "Calvário". Fuga para o Egipto

sábado, 4 de dezembro de 2010

Jogador dos Juvenis revoltado com arbitragens


"Vamos mostrar quem realmente somos contra os arbitros e contra todos ...força equipa!!!!
"

É com estas palavras que termina um comentário em tom de revolta enviado por Tiko, jogador do Porto d'Ave actualmente a representar os Juvenis, referindo-se a situações estranhas com que nos deparamos constantemente no futebol, onde nem os Escalões de Formação são poupados ao desrespeito pelo esforço e mérito dos atletas e dessa forma tantas vezes constatamos resultados obtidos em obscuros gabinetes, situações que as quatro linhas do rectângulo do jogo não são suficientes para esconder. Por ser um testemunho na primeira pessoa dum Jogador que sente na pele as injustiças deste fenómeno vergonhoso, passo a citar na integra e em primeira página a mensagem que nos foi enviada:

"Peeço a todos para lerem isto com muita atenção !!!(sobre juvnis)

a AFBraga neste momento está uma palhaçada...eu sou jogador do porto d´ave e quero dizer desde ja que assim jogar futebol não vale a pena...Santa maria Vs porto d´ave (no jogo para a taça) o porto d´ave perdeu 3 - 2, como é normal o porto d´ave completamente roubado... recebemos neste jogo o palmeiras em casa e a história repete se...nao vale a pena estar a lutar dentro de campo para acontecer sempre a mesma coisa...AFBraga acordai os vossos arbitros sao uma palhaçada!!!!
Mas vamos lá porto d´ave contra tudo e contra todos !!!!tá visto como isto é sempre a mesma roubalheira ....
Nós somos fortes PORTO D´AVE!!!...
agora falando sobre o jogo, na primeira parte jogo muito equilibrado, em que o palmeiras estava mais concentrado e conseguiu ir a ganhar para o intervalo...o porto d´ave nao desistiu e logo nos primeiros minutos da segunda parte deu a volta ao resultado para o 3-2 , o palmeiras empata e um minuto depois o Porto D´ave faz o 4-3...isto continuou até ao fim, só que como é normal nos minutos finais os arbitros inventarem e o palmeiras conseguiram chegar ao empate... Força equipa merecia mos ganhar...Vamos mostrar quem realmente somos contra os arbitros e contra todos ...força equipa!!!!"

Sá Carneiro não morreu, mataram-No


Faz hoje trinta anos que à hora do jantar a televisão portuguesa interrompia a emissão para nos dar notícia duma tragédia. Na noite de Quatro de Dezembro de Mil Novecentos e Oitenta quando faltavam três dias para as eleições presidenciais, o Primeiro Ministro Francisco Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa agendaram uma ida à cidade do Porto para participar no comício de encerramento da campanha eleitoral do General Soares Carneiro, mas um ataque terrorista ao estilo de Hollywood faz explodir um avião que transportava além dos dois governantes mais cinco pessoas, perdendo todos a vida neste atentado que ainda tentaram fazer passar por um acidente, mas não foi possível apagar todas as provas de mão criminosa. Desta forma foi silenciado algo de comprometedor que podia colocar em causa muito mais que o resultado nas urnas. Passados trinta anos, apesar da confissão de José Esteves, aquele a quem foi encomendado o fabrico do engenho explosivo que vitimou toda a tripulação, as investigações para encontrar os autores morais deste acto terrorista depararam-se com todo tipo de impedimentos para avançar e o caso nunca foi a julgamento. Estávamos já na Terceira República.

sábado, 27 de novembro de 2010

Porto d'Ave segue na Taça em dia de Aniversário

Em dia de aniversário o Grupo Desportivo de Porto d'Ave recebe a passagem para os oitavos de final da Taça da Associação de Futebol de Braga. No Parque Desportivo de Cabreiros estava pela frente uma equipa que lidera a Serie A do campeonato da Segunda Divisão Distrital e apenas por uma vez conheceu o sabor da derrota nessa competição na presente época. Mesmo assim o Porto d'Ave era favorito e os nossos jogadores entraram decididos a confirmar esse factor dentro das quatro linhas e apesar da eliminatória ter ficado praticamente decidida no jogo da primeira mão não quiseram deixar de presentear o clube com uma vitória no dia em que completa trinta e dois anos.Ao intervalo o placar anunciava um golo para cada lado. O primeiro foi apontado por Zé Beto à passagem da meia hora. O nosso avançado ganha uma bola a mais de trinta metros da baliza e com vários jogadores da equipa adversária pela frente consegue inventar um caminho para se isolar e na cara do guardião finaliza da melhor forma uma grande jogada individual.Em cima do intervalo foi a vez do Sporting de Cabreiros arrancar um grande aplauso dos seus adeptos. Junto à linha lateral, um jogador da casa faz um cruzamento e a bola bate nas malhas laterais no interior da baliza após sobrevoar a pequena área fora do alcance das mãos de Pedro que nada podia fazer para evitar o golo do empate.
Ao minuto quinze da segunda parte o Porto d'Ave coloca-se novamente em vantagem em mais uma grande jogada pelo lado direito desenhada por Zé Beto. Bife que tinha acompanhado a corrida recebe de a bola de bandeja e envia-a para o fundo da baliza. Passados dez minutos o mesmo jogador volta a fazer das suas e assiste Freitas que desperdiça o terceiro.Mas quando faltavam dez minutos para o apito final a bola voltava a cair nas redes da baliza adversária. O guardião da casa nega o golo a Freitas que se preparava para a recarga e sofre penalty prontamente assinalado pelo árbitro da partida. Pimenta chamado a converter fecha a contagem com o seu oitavo golo com a camisola do Porto d'Ave.
A nossa equipa realizou uma exibição muito positiva onde importa destacar dois jogadores que se vestiram de gala para o aniversário do Porto d'Ave. Zé Beto que além de abrir o placar e assistir Bife no segundo esteve em quase todas as jogadas de ataque e no sector mais recuado Nandinho foi uma muralha quase intransponível e também determinante na conquista desta vitória. Este jogo marca também o regresso aos bons resultados.

32º Aniversário Grupo Desportivo Porto d'Ave




DEUS quer, o homem sonha, a obra nasce


Aos 27 de Novembro de 1978 o Grupo Desportivo de Porto D’Ave torna-se o mais jovem clube desportivo inscrito na Associação de Futebol de Braga. Este foi um grande passo na vida da colectividade mas não foi aqui que tudo começou. O Porto D’Ave nesta altura já era grande. Antes desta data, ninguém da nossa freguesia ficava em casa nos dias de jogo nos torneios que se realizavam em Castelões e Brunhais. Lembro-me de grandes tardes e manhãs de futebol nessa saudosa década de setenta como se fossem ontem. Na abertura dum torneio contra uma “potência” do futebol daquela altura, o Serafão, em que vencemos por 5 a 0. Também num jogo em Castelões contra o Gonça, quando antes do intervalo o resultado já era favorável aos “nossos” por 2 a 0 com ambos os golos apontados por Tuxa (da D. Laura) e de repente um “Tsunami” protagonizado pelos adeptos de ambas equipas impediu que o jogo chegasse ao fim. Aquela final contra o Travassos em que vencemos por 2 a 1 sendo este o único golo sofrido em toda a competição. O Guardião quase imbatível desse torneio era o senhor Carlos Rufino, naquela altura “Caló”. Sempre que olho para a taça de campeões desse torneio recordo todas as emoções que sentia. Apesar de nessa altura existirem ainda poucos carros na freguesia as caravanas eram enormes. As camionetas também eram necessárias para levar todos os adeptos e os que iam na carroça eram sempre os mais ruidosos. Haviam duas bandeiras enormes com quadrados pequenos e mal feitos que estavam sempre presentes e o apoio à equipa era feito a cantar as lindas canções da nossa terra. O Porto D’Ave não era ainda federado mas já era muito grande, e eu ainda criança olhava para os rapazes das outras freguesias cheio de vaidade, pois eu era de Porto D’Ave e eles não. Já se cultivava o orgulho Portodavense.

Neste tempo contavam-se histórias do passado que me fascinavam e me fazem crer que nesta altura o Porto d’Ave além de grande já era antigo. Falavam de jogos em que iam a pé e descalços e só calçavam as botas “quem as tivesse” para jogar. O resultado era sempre o mesmo, os “nossos” ganhavam. Às vezes também perdiam, mas esses episódios contavam-se em dois segundos, as vitórias é que importava recordar repetidamente sem que nada ficasse esquecido. Enquanto escrevo estas linhas recordo imagens de homens que já não estão cá a festejar os golos e as vitórias. Quando a taça era nossa, e era quase sempre, enchia-se de champanhe e todos bebiam por ela. A festa durava até ao dia seguinte. Apesar de se repetirem em cada torneio, aqueles momentos eram únicos. Enquanto a festa durava estavam esquecidas as amarguras da vida que afectavam grande parte da população, pois eram tempos difíceis.

Uma das razões que tornavam o Porto D’Ave mais vencedor que os adversários era o facto de nessa altura já treinar todos dias, pois não havia um final de tarde em que a bola não saltasse no terreiro até ao anoitecer. Todos estavam convocados, e depois dum dia de trabalho árduo a ninguém faltava energia para dar o litro atrás da bola.

E foi graças a todo este entusiasmo que um grupo de homens da nossa terra reuniu para passar à fase seguinte e assim nasceu o Grupo Desportivo de Porto D’Ave. Presto a minha homenagem e deixo aqui os meus agradecimentos enquanto Portodavense a estes homens e muitos outros que sem sair do anonimato ajudaram na criação do nosso clube. Penso que estes homens há mais de trinta anos já sabiam que estavam a criar o grande clube que todos amamos. Foram ambiciosos na aquisição dos terrenos que com dificuldade lá se foram pagando e que tão importantes foram para que se construíssem aquelas magnificas instalações. Os primeiros anos foram os mais difíceis, mas a união era tal que todas as barreiras foram ultrapassadas.

Os jogadores do Porto D’Ave passaram a ser os ídolos das crianças da escola. No recreio quando jogavamos à bola, marcávamos golos à Guilherme e à Gito, dávamos cabeçadas à Quim Moreira, fazíamos fintas á Peão, carrinhos à Firo, passes à Santos, caneladas à Araújo, defesas á Chico Fininho, etc.etc..

Há uma história que se passou na minha sala de aula que demonstra o significado que o Porto D’Ave tinha para as crianças. Um dia a professora D. Graça mandou-nos fazer uma redacção sobre o que tínhamos feito no último Domingo. Cerca de metade da turma escreveu sobre a difícil vitória no complicado campo do Cavêz em que houve invasão de campo quando o árbitro validou um golo de Nano, um chapelão ao guardaião adversário. O resultado foi 1 a 2 a nosso favor. A professora quando corrigiu os nossos trabalhos não acreditava que miúdos de nove anos tivessem ido todos acompanhar o nosso clube tão longe e achou que tínhamos copiado o tema. Com os desenhos e os trabalhos manuais passava-se a mesma coisa. Tanto em barro como nos têxteis ou em metal, tudo dava para fazer o emblema do Porto D’Ave.

Nos primeiros anos a equipa de futebol sénior era a única a competir em toda a colectividade, mas com o passar dos anos foram-se reunindo esforços para que fosse possível ter escalões de formação começando por uma camada de Juniores. Como os resultados eram positivos, outros escalões se foram acrescentando ao ponto a que chegamos há quase dez anos em que nos orgulhamos de ter Escolinhas, Infantis, Iniciados, Juvenis, Juniores e Seniores. Na formação tivemos algumas prestações brilhantes, a referir uma conquista da Taça da Associação de Futebol de Braga em Juvenis, Campeões de série em Iniciados, na penúltima época conseguimos a subida de divisão de Juniores com o titulo de campeão de série onde conseguiram acrescentar uma brilhante prestação na Taça quando quebraram apenas na final e a época que acabou de terminar não ficou aquém da anterior ao conseguir mais uma subida de divisão num escalão de formação, desta vez os Iniciados a escrever mais uma página dourada na história do Porto d’Ave.

Importa dizer que para o nosso clube, a primeira finalidade da formação não é a conquista de taças ou campeonatos, mas sim proporcionar a prática de desporto a tantos jovens e ao mesmo tempo desvia-los de outros caminhos que a juventude hoje tantas vezes envereda se não existirem estas oportunidades. É sobretudo nesta área que obtivemos os melhores resultados na formação, pois os jovens da nossa comunidade são detentores de valores que não são fáceis de encontrar nos tempos que correm e ninguém duvide que a este fenómeno tão importante o grande nome do Grupo Desportivo de Porto d’Ave está directamente ligado.

Também na época que terminou o Porto d’Ave deu mais um grande passo rumo ao crescimento, com a integração do Futsal Feminino a tornar o Porto d’Ave mais rico e muito mais bonito. À volta desta nova equipa nasceu uma enorme onda de apoio retribuída pela forma brilhante com que estas jogadoras dignificaram a camisola do Porto d’Ave. Na presente época esta modalidade foi suspensa, mas a saudade dos mais aficionados já se faz sentir e adivinha-se o seu regresso num futuro próximo.

Hoje, com quase duas centenas de jogadores de várias idades o nosso clube já não é só de Porto D’Ave, pois são muitos os sócios e adeptos das freguesias vizinhas. Possuímos um dos melhores parques desportivos de todos os clubes do futebol distrital bracarense, pois não houve até hoje uma direcção que não o melhorasse. Sem grandes saltos o Porto d’Ave nunca parou de crescer, tanto no património como no plano desportivo e assim irá continuar.

A grandiosidade do Grupo Desportivo de Porto d’Ave é hoje reconhecida por todos, pois ombreamos com clubes que representam cidades e sedes de concelho. Isto só é possível porque a nossa camisola tornou-se de tal forma honrada que muitos jogadores preferem vesti-la em troca de avultados salários pagos por clubes que outrora tiveram nomes mais sonantes que o nosso. A massa associativa do nosso clube tem características ímpares no apoio aos seus jogadores e quando há mobilização para jogos mais importantes os adeptos do Porto d’Ave tornam-se os melhores do mundo.

Apesar de termos um parque de jogos que nos orgulhamos pelas condições que possui para o público, na parte desportiva o Porto d’Ave depara-se com enormes limitações, pois só um campo pelado torna difícil a missão de proporcionar a prática de desporto a tantos jovens. No entanto temos a promessa que parte do problema será resolvido num futuro próximo com a aquisição do tão desejado tapete verde, mas o segundo campo, um pavilhão gimnodesportivo e meios de transporte para as deslocações das nossas equipas são necessidades que também sonhamos ver resolvidas para que a desvantagem em relação aos nossos adversários não seja tão acentuada.

Já muito foi feito mas há ainda muito a fazer no nosso clube. O Porto d’Ave nasceu para ser grande, e a forma de encontrar forças para continuar o trabalho iniciado pelos nossos pais e avós passa por seguir o seu exemplo, que o ajudaram a nascer e a crescer, principalmente dos que nunca se colocaram na primeira fila. A todos temos o dever de demonstrar gratidão, mas principalmente a esses de quem o nome não consta em nenhuma acta e muito menos numa lápide.

Que todos que fazem parte do nosso emblema e os que a ele se juntarem no futuro saibam que em cada palmo daquele recinto estão lágrimas de suor de homens, alguns de idade bastante avançada e com pouca saúde, mas que tratando-se do Porto D’Ave conseguiam inventar forças para trabalhar com o intuito apenas de ver o nome do clube do seu coração cada vez maior. Sem esses o nosso clube seria muito mais pobre, e a maior homenagem que lhes podemos fazer é seguir o seu exemplo e nunca deixar de os recordar. A eles dedico estas palavras.


Tília Maior


“Enquanto os rios corram, os montes façam sombra e no céu haja estrelas, deve durar a memória do bem recebido na mente do homem grato.

Virgílio

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vamos Apoiar o Porto d'Ave


Taça da Associação de Futebol de Braga
2ª jornada da 2ª eliminatória

S. C. Cabreiros ___ G. D. Porto d'Ave
Sábado, dia 27 de Novembro
Pelas 15,00 Horas

Interior da 6ª Capela "Calvário" Apresentação de JESUS no Templo

domingo, 21 de novembro de 2010

Infantis Somam Terceira Vitória Consecutiva

Os nossos Infantis, equipa constituída por jogadores com onze e doze anos defrontaram na manhã de hoje o Academia Futebol de Amares. O Porto d’Ave vinha de duas vitórias consecutivas e pela frente estava um adversário que ainda não venceu na presente competição. Apesar de se tratar de uma tarefa teoricamente fácil, os nossos jogadores não perderam fulgor e entraram na partida precavidos para não serem surpreendidos e remaram do primeiro ao último minuto para conquistar mais três pontos. São ainda crianças mas algunsvão na quarta época a jogar federados, daí que seja possível notar já alguma experiência, rigor táctico e sentido de responsabilidade na forma como encaram um desafio. Uma grande união e orgulho na camisola que vestem são outras características que saltam à vista de quem os acompanha.

Bruno Peixoto e Luís “Manel” compõem a equipa técnica. Trata-se duma dupla muito jovem mas com exacta noção da enorme responsabilidade a que se submeteram ao assumirem as funções de orientar mais de duas dezenas de crianças na idade dos sonhos. Além dos treinadores, esta equipa é ainda acompanhada pelo director Artur Maia “Tuxa” que é ainda o jogador que mais vezes vestiu a camisola do Porto d’Ave na sua já longa história, e por isso é também uma referência para estes jovens jogadores. Todos sabem que as suas funções vão muito além de ensinar a jogar futebol e quando vemos a dedicação que depositam nas mais variadas tarefas podemos dizer que estes miúdos tem muita sorte, e o Porto d’Ave também.

A equipa escolhida para alinhar de início na partida de hoje foi constituída pelo guardião Pedro Gaio enquanto Nuno, Marco Fernandes, Kalu, Luisinho, Mendanha e João Soares preenchiam as restantes posições no rectângulo de jogo. Sentados no banco de suplentes estavam Tipi Júnior, Cabreira, João Carvalho, Tuxa e Rui, mas com as substituições que foram decorrendo durante os sessenta minutos do encontro todos acabaram por dar o seu contributo na conquista dos três pontos.

Apesar da chuva que se fazia sentir, o público compareceu mais uma vez e as vozes de incentivo para dentro das quatro linhas só pararam no apito final. Os jogadores por sua vez retribuíam o apoio com um festival de golos para todos os gostos com o placar a anunciar que a bola entrou na baliza adversária por sete vezes enquanto o guardião Pedro "Gaio" apenas por uma vez a foi buscar ao fundo das redes naquele que foi o ponto de honra da equipa de Amares.

Os golos foram apontados por Marco Fernandes que bisou ainda na primeira parte, de seguida Mendanha não quis ficar atrás do colega e faz um poker elevando de dois para seis a zero e Kalu fechou a contagem ao apontar o sétimo para o Porto d’Ave.

Antes de regressarem aos balneários estes jovens jogadores foram protagonistas duma grande demonstração de fair-play, com vencedores e vencidos com intermináveis cumprimentos onde também árbitro da partida foi alvo de tão gratificante gesto. São também estes momentos que fazem do futebol o desporto rei.

Parabéns miúdos, continuem a evoluir com a mesma alegria e disciplina sem se esqueceram que há outras actividades durante a semana que obrigatoriamente terão que ser prioritárias. Se não conseguirem vencer o jogo da formação enquanto homens em que se estão a tornar, será impossível triunfar dentro das quatro linhas.

Para toda esta equipa, jogadores, directores, treinadores e também os familiares que acompanham toda a caminhada durante a época, a administração do blogue deixa aqui o reconhecimento pelo excelente trabalho que estão a desenvolver.

"educai as crianças hoje para não terem que punir os adultos amanhã"

Pitágoras