
Depois de dois dias de intenso Inverno que chegou logo que o Verão disse adeus, visto que no presente ano Portugal trocou o Outono por um segundo aumento de impostos, a tarde de hoje embora cinzenta ofereceu condições para a realização dum jogo de futebol, e o Porto d’Ave defrontou em casa a equipa de Cabreiros que milita na segunda divisão distrital num jogo referente à primeira mão da segunda eliminatória da Taça da Associação de Futebol de Braga.
O Porto d’Ave entrou decidido apagar uma imagem menos conseguida na partida anterior, e logo no primeiro minuto esteve perto de inaugurar o marcador através de Pivas. Ao quinto minuto foi a vez de Pimenta assustar o guardião adversário ao enviar a bola ao poste. Mas no segundo quarto de hora da primeira parte a pontaria dos nossos jogadores ficou mais afinada e enviaram por quatro vezes a bola para o fundo da baliza. Um bis de Pesca, um golo de Pimenta e outro de Carlinhos colocaram o placar em quatro a zero à passagem da meia hora, resultado que não sofreu alterações até ao intervalo.
Na segunda parte e equipa forasteira entrou com outra postura e conseguiu reduzir a desvantagem com um golo obtido através dum livre e passados dez minutos Pimenta voltava a fazer o gosto ao pé fixando o resultado em cinco a um. 
As oportunidades continuaram a surgir para ambos os lados sendo facilmente visível superioridade dos nossos jogadores que realizaram uma excelente partida apesar das condições do terreno estarem longe de ser as adequadas para a prática de futebol. 
O jogo terminou com uma vantagem considerável para o Porto d’Ave, mas esta eliminatória ainda vai no intervalo. No entanto estamos confiantes que no final dos noventa minutos que faltam jogar em Cabreiros o nosso passaporte receberá o carimbo para seguir em frente na prova e manter vivo o velho sonho de marcar presença numa final da Taça da Associação de Futebol de Braga.
Quando o desafio terminou estava a Noite das Bruxas à porta, mas desta vez elas revelaram-se ainda de dia. Estávamos no início da tarde quando se apresentaram no nosso Parque de Jogos. Ninguém notou que eram “elas” porque estavam disfarçadas. Em vez utilizarem uma vassoura voadora como meio de transporte chegaram numa Mercedes escura e substituíram os tradicionais chapéus altos e vestidos compridos por equipamentos amarelos com um emblema da Associação de Futebol de Braga ao peito, mas o som dum apito mágico e algumas coreografias com umas bandeirolas denunciaram a sua presença. Houve quem escutasse dentro do balneário gritos numa linguagem desconhecida, sendo possível decifrar algumas palavras como caldeirão ou asa de morcego em pó. Desconheço essas bizarras receitas, mas o que é certo é que um estranho cozinhado foi transportado para dentro das quatro linhas fazendo desaparecer e aparecer regras de futebol perante atletas e adeptos de ambas equipas que assistiam boquiabertos a todo aquele espectáculo sombrio e paranormal. Eu também era dos que não acreditava, mas hoje vi com os meus olhos. Que as há…há!

































