G. D. Porto d'Ave - 3
A. D. Terras de Bouro - 1
O Porto d’Ave confirmou o favoritismo no jogo referente aos oitavos de final da Taça da Associação de Futebol de Braga e venceu sem dificuldades o Terras de Bouro numa partida que só teve um sentido. Depois do desgaste na última jornada em que os nossos jogadores realizaram uma grande exibição frente ao Taipas, com apenas dois dias de descanso votaram a entrar em campo equipados de vontade de vencer e carimbaram a passagem aos quartos de final da competição.
O placar podia ter sido aberto bem cedo mas a falta de pontaria adiou o golo quase até ao intervalo. Aos quatro minutos Zé Beto falha em frente ao guardião na primeira grande oportunidade para o Porto d'Ave. Este jogador pouco mais tempo esteve em campo, saindo lesionado após uma entrada violenta que o árbitro não quis ver., ficando uma falta por assinalar e um cartão vermelho por mostrar. Passados cinco minutos o perigo volta a rondar a baliza do Terras de Bouro num cabeceamento de Luís Manuel, mas a bola pára nas mãos do guardião forasteiro. Ao minuto onze o fiscal
de linha escorrega e arranca uma grande gargalhada naquele que foi o primeiro sinal de embriaguês que este sujeito demonstrou na partida. Ao minuto vinte a bancada preparava-se novamente para festejar mas a bola passa rente ao poste num remate de Neves. Adivinhava-se o golo a qualquer momento, mas foi preciso esperar até ao minuto quarenta e cinco para ver a bola no fundo da baliza, num livre de Paulinho que ainda contou com a tabela dum defesa.
Na segunda parte a equipa de Terras de Bouro continuava a ver jogar e as oportunidades eram todas dos nossos jogadores. O golo esteve nos pés de Vitinha por duas vezes. Perto da meia hora a envia a bola à trave na marcação dum livre e ao minuto quarenta volta a estar em boa posição para arrumar com a eliminatória mas remata rente ao poste. O Porto d’Ave desperdiçava e o inesperado aconteceu aos noventa minutos em que o único remate do nosso adversário leva o jogo para prolongamento.
Ninguém contava que numa partida em que só uma equipa estava a jogar fosse necessário o desempate no período suplementar, nem mesmo o adversário que nesta fase não conseguiu dar mais de dois toques seguidos na bola, e os golos da vitória surgiram com naturalidade. O dois a um foi apontado por Victor que finalizou da melhor forma uma excelente jogada e o terceiro foi apontado pelo Manaus. Pelo meio assistimos a várias oportunidades que podiam dar um resultado muito mais expressivo num jogo de tal forma desnivelado que parecia que estavam em campo equipas de divisões muito mais afastadas.
Mas o nosso adversário não aceitou da melhor forma a humilhação de que estavam a ser alvo e começaram a expressar a frustração através duma covarde violência. Por sua vez, a equipa de arbitrage
m ao aperceber-se que era o Porto d’Ave que ia seguir em frente na prova começa a preparar o terreno para o Vilaverdense e não só permitiu entradas à margem das regras de futebol sobre os nossos jogadores como também expulsou nos últimos momentos os dois avançados normalmente utilizados pelo treinador João Fernando. E desta forma o Porto d’Ave vê-se privado de Zé Beto, Vitinha e Manaus para o jogo dos quartos de final da Taça da Associação de Futebol de Braga que o sorteio (ou lá o que foi aquilo) ditou que se realize




















