sábado, 27 de novembro de 2010

Porto d'Ave segue na Taça em dia de Aniversário

Em dia de aniversário o Grupo Desportivo de Porto d'Ave recebe a passagem para os oitavos de final da Taça da Associação de Futebol de Braga. No Parque Desportivo de Cabreiros estava pela frente uma equipa que lidera a Serie A do campeonato da Segunda Divisão Distrital e apenas por uma vez conheceu o sabor da derrota nessa competição na presente época. Mesmo assim o Porto d'Ave era favorito e os nossos jogadores entraram decididos a confirmar esse factor dentro das quatro linhas e apesar da eliminatória ter ficado praticamente decidida no jogo da primeira mão não quiseram deixar de presentear o clube com uma vitória no dia em que completa trinta e dois anos.Ao intervalo o placar anunciava um golo para cada lado. O primeiro foi apontado por Zé Beto à passagem da meia hora. O nosso avançado ganha uma bola a mais de trinta metros da baliza e com vários jogadores da equipa adversária pela frente consegue inventar um caminho para se isolar e na cara do guardião finaliza da melhor forma uma grande jogada individual.Em cima do intervalo foi a vez do Sporting de Cabreiros arrancar um grande aplauso dos seus adeptos. Junto à linha lateral, um jogador da casa faz um cruzamento e a bola bate nas malhas laterais no interior da baliza após sobrevoar a pequena área fora do alcance das mãos de Pedro que nada podia fazer para evitar o golo do empate.
Ao minuto quinze da segunda parte o Porto d'Ave coloca-se novamente em vantagem em mais uma grande jogada pelo lado direito desenhada por Zé Beto. Bife que tinha acompanhado a corrida recebe de a bola de bandeja e envia-a para o fundo da baliza. Passados dez minutos o mesmo jogador volta a fazer das suas e assiste Freitas que desperdiça o terceiro.Mas quando faltavam dez minutos para o apito final a bola voltava a cair nas redes da baliza adversária. O guardião da casa nega o golo a Freitas que se preparava para a recarga e sofre penalty prontamente assinalado pelo árbitro da partida. Pimenta chamado a converter fecha a contagem com o seu oitavo golo com a camisola do Porto d'Ave.
A nossa equipa realizou uma exibição muito positiva onde importa destacar dois jogadores que se vestiram de gala para o aniversário do Porto d'Ave. Zé Beto que além de abrir o placar e assistir Bife no segundo esteve em quase todas as jogadas de ataque e no sector mais recuado Nandinho foi uma muralha quase intransponível e também determinante na conquista desta vitória. Este jogo marca também o regresso aos bons resultados.

32º Aniversário Grupo Desportivo Porto d'Ave




DEUS quer, o homem sonha, a obra nasce


Aos 27 de Novembro de 1978 o Grupo Desportivo de Porto D’Ave torna-se o mais jovem clube desportivo inscrito na Associação de Futebol de Braga. Este foi um grande passo na vida da colectividade mas não foi aqui que tudo começou. O Porto D’Ave nesta altura já era grande. Antes desta data, ninguém da nossa freguesia ficava em casa nos dias de jogo nos torneios que se realizavam em Castelões e Brunhais. Lembro-me de grandes tardes e manhãs de futebol nessa saudosa década de setenta como se fossem ontem. Na abertura dum torneio contra uma “potência” do futebol daquela altura, o Serafão, em que vencemos por 5 a 0. Também num jogo em Castelões contra o Gonça, quando antes do intervalo o resultado já era favorável aos “nossos” por 2 a 0 com ambos os golos apontados por Tuxa (da D. Laura) e de repente um “Tsunami” protagonizado pelos adeptos de ambas equipas impediu que o jogo chegasse ao fim. Aquela final contra o Travassos em que vencemos por 2 a 1 sendo este o único golo sofrido em toda a competição. O Guardião quase imbatível desse torneio era o senhor Carlos Rufino, naquela altura “Caló”. Sempre que olho para a taça de campeões desse torneio recordo todas as emoções que sentia. Apesar de nessa altura existirem ainda poucos carros na freguesia as caravanas eram enormes. As camionetas também eram necessárias para levar todos os adeptos e os que iam na carroça eram sempre os mais ruidosos. Haviam duas bandeiras enormes com quadrados pequenos e mal feitos que estavam sempre presentes e o apoio à equipa era feito a cantar as lindas canções da nossa terra. O Porto D’Ave não era ainda federado mas já era muito grande, e eu ainda criança olhava para os rapazes das outras freguesias cheio de vaidade, pois eu era de Porto D’Ave e eles não. Já se cultivava o orgulho Portodavense.

Neste tempo contavam-se histórias do passado que me fascinavam e me fazem crer que nesta altura o Porto d’Ave além de grande já era antigo. Falavam de jogos em que iam a pé e descalços e só calçavam as botas “quem as tivesse” para jogar. O resultado era sempre o mesmo, os “nossos” ganhavam. Às vezes também perdiam, mas esses episódios contavam-se em dois segundos, as vitórias é que importava recordar repetidamente sem que nada ficasse esquecido. Enquanto escrevo estas linhas recordo imagens de homens que já não estão cá a festejar os golos e as vitórias. Quando a taça era nossa, e era quase sempre, enchia-se de champanhe e todos bebiam por ela. A festa durava até ao dia seguinte. Apesar de se repetirem em cada torneio, aqueles momentos eram únicos. Enquanto a festa durava estavam esquecidas as amarguras da vida que afectavam grande parte da população, pois eram tempos difíceis.

Uma das razões que tornavam o Porto D’Ave mais vencedor que os adversários era o facto de nessa altura já treinar todos dias, pois não havia um final de tarde em que a bola não saltasse no terreiro até ao anoitecer. Todos estavam convocados, e depois dum dia de trabalho árduo a ninguém faltava energia para dar o litro atrás da bola.

E foi graças a todo este entusiasmo que um grupo de homens da nossa terra reuniu para passar à fase seguinte e assim nasceu o Grupo Desportivo de Porto D’Ave. Presto a minha homenagem e deixo aqui os meus agradecimentos enquanto Portodavense a estes homens e muitos outros que sem sair do anonimato ajudaram na criação do nosso clube. Penso que estes homens há mais de trinta anos já sabiam que estavam a criar o grande clube que todos amamos. Foram ambiciosos na aquisição dos terrenos que com dificuldade lá se foram pagando e que tão importantes foram para que se construíssem aquelas magnificas instalações. Os primeiros anos foram os mais difíceis, mas a união era tal que todas as barreiras foram ultrapassadas.

Os jogadores do Porto D’Ave passaram a ser os ídolos das crianças da escola. No recreio quando jogavamos à bola, marcávamos golos à Guilherme e à Gito, dávamos cabeçadas à Quim Moreira, fazíamos fintas á Peão, carrinhos à Firo, passes à Santos, caneladas à Araújo, defesas á Chico Fininho, etc.etc..

Há uma história que se passou na minha sala de aula que demonstra o significado que o Porto D’Ave tinha para as crianças. Um dia a professora D. Graça mandou-nos fazer uma redacção sobre o que tínhamos feito no último Domingo. Cerca de metade da turma escreveu sobre a difícil vitória no complicado campo do Cavêz em que houve invasão de campo quando o árbitro validou um golo de Nano, um chapelão ao guardaião adversário. O resultado foi 1 a 2 a nosso favor. A professora quando corrigiu os nossos trabalhos não acreditava que miúdos de nove anos tivessem ido todos acompanhar o nosso clube tão longe e achou que tínhamos copiado o tema. Com os desenhos e os trabalhos manuais passava-se a mesma coisa. Tanto em barro como nos têxteis ou em metal, tudo dava para fazer o emblema do Porto D’Ave.

Nos primeiros anos a equipa de futebol sénior era a única a competir em toda a colectividade, mas com o passar dos anos foram-se reunindo esforços para que fosse possível ter escalões de formação começando por uma camada de Juniores. Como os resultados eram positivos, outros escalões se foram acrescentando ao ponto a que chegamos há quase dez anos em que nos orgulhamos de ter Escolinhas, Infantis, Iniciados, Juvenis, Juniores e Seniores. Na formação tivemos algumas prestações brilhantes, a referir uma conquista da Taça da Associação de Futebol de Braga em Juvenis, Campeões de série em Iniciados, na penúltima época conseguimos a subida de divisão de Juniores com o titulo de campeão de série onde conseguiram acrescentar uma brilhante prestação na Taça quando quebraram apenas na final e a época que acabou de terminar não ficou aquém da anterior ao conseguir mais uma subida de divisão num escalão de formação, desta vez os Iniciados a escrever mais uma página dourada na história do Porto d’Ave.

Importa dizer que para o nosso clube, a primeira finalidade da formação não é a conquista de taças ou campeonatos, mas sim proporcionar a prática de desporto a tantos jovens e ao mesmo tempo desvia-los de outros caminhos que a juventude hoje tantas vezes envereda se não existirem estas oportunidades. É sobretudo nesta área que obtivemos os melhores resultados na formação, pois os jovens da nossa comunidade são detentores de valores que não são fáceis de encontrar nos tempos que correm e ninguém duvide que a este fenómeno tão importante o grande nome do Grupo Desportivo de Porto d’Ave está directamente ligado.

Também na época que terminou o Porto d’Ave deu mais um grande passo rumo ao crescimento, com a integração do Futsal Feminino a tornar o Porto d’Ave mais rico e muito mais bonito. À volta desta nova equipa nasceu uma enorme onda de apoio retribuída pela forma brilhante com que estas jogadoras dignificaram a camisola do Porto d’Ave. Na presente época esta modalidade foi suspensa, mas a saudade dos mais aficionados já se faz sentir e adivinha-se o seu regresso num futuro próximo.

Hoje, com quase duas centenas de jogadores de várias idades o nosso clube já não é só de Porto D’Ave, pois são muitos os sócios e adeptos das freguesias vizinhas. Possuímos um dos melhores parques desportivos de todos os clubes do futebol distrital bracarense, pois não houve até hoje uma direcção que não o melhorasse. Sem grandes saltos o Porto d’Ave nunca parou de crescer, tanto no património como no plano desportivo e assim irá continuar.

A grandiosidade do Grupo Desportivo de Porto d’Ave é hoje reconhecida por todos, pois ombreamos com clubes que representam cidades e sedes de concelho. Isto só é possível porque a nossa camisola tornou-se de tal forma honrada que muitos jogadores preferem vesti-la em troca de avultados salários pagos por clubes que outrora tiveram nomes mais sonantes que o nosso. A massa associativa do nosso clube tem características ímpares no apoio aos seus jogadores e quando há mobilização para jogos mais importantes os adeptos do Porto d’Ave tornam-se os melhores do mundo.

Apesar de termos um parque de jogos que nos orgulhamos pelas condições que possui para o público, na parte desportiva o Porto d’Ave depara-se com enormes limitações, pois só um campo pelado torna difícil a missão de proporcionar a prática de desporto a tantos jovens. No entanto temos a promessa que parte do problema será resolvido num futuro próximo com a aquisição do tão desejado tapete verde, mas o segundo campo, um pavilhão gimnodesportivo e meios de transporte para as deslocações das nossas equipas são necessidades que também sonhamos ver resolvidas para que a desvantagem em relação aos nossos adversários não seja tão acentuada.

Já muito foi feito mas há ainda muito a fazer no nosso clube. O Porto d’Ave nasceu para ser grande, e a forma de encontrar forças para continuar o trabalho iniciado pelos nossos pais e avós passa por seguir o seu exemplo, que o ajudaram a nascer e a crescer, principalmente dos que nunca se colocaram na primeira fila. A todos temos o dever de demonstrar gratidão, mas principalmente a esses de quem o nome não consta em nenhuma acta e muito menos numa lápide.

Que todos que fazem parte do nosso emblema e os que a ele se juntarem no futuro saibam que em cada palmo daquele recinto estão lágrimas de suor de homens, alguns de idade bastante avançada e com pouca saúde, mas que tratando-se do Porto D’Ave conseguiam inventar forças para trabalhar com o intuito apenas de ver o nome do clube do seu coração cada vez maior. Sem esses o nosso clube seria muito mais pobre, e a maior homenagem que lhes podemos fazer é seguir o seu exemplo e nunca deixar de os recordar. A eles dedico estas palavras.


Tília Maior


“Enquanto os rios corram, os montes façam sombra e no céu haja estrelas, deve durar a memória do bem recebido na mente do homem grato.

Virgílio

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vamos Apoiar o Porto d'Ave


Taça da Associação de Futebol de Braga
2ª jornada da 2ª eliminatória

S. C. Cabreiros ___ G. D. Porto d'Ave
Sábado, dia 27 de Novembro
Pelas 15,00 Horas

Interior da 6ª Capela "Calvário" Apresentação de JESUS no Templo

domingo, 21 de novembro de 2010

Infantis Somam Terceira Vitória Consecutiva

Os nossos Infantis, equipa constituída por jogadores com onze e doze anos defrontaram na manhã de hoje o Academia Futebol de Amares. O Porto d’Ave vinha de duas vitórias consecutivas e pela frente estava um adversário que ainda não venceu na presente competição. Apesar de se tratar de uma tarefa teoricamente fácil, os nossos jogadores não perderam fulgor e entraram na partida precavidos para não serem surpreendidos e remaram do primeiro ao último minuto para conquistar mais três pontos. São ainda crianças mas algunsvão na quarta época a jogar federados, daí que seja possível notar já alguma experiência, rigor táctico e sentido de responsabilidade na forma como encaram um desafio. Uma grande união e orgulho na camisola que vestem são outras características que saltam à vista de quem os acompanha.

Bruno Peixoto e Luís “Manel” compõem a equipa técnica. Trata-se duma dupla muito jovem mas com exacta noção da enorme responsabilidade a que se submeteram ao assumirem as funções de orientar mais de duas dezenas de crianças na idade dos sonhos. Além dos treinadores, esta equipa é ainda acompanhada pelo director Artur Maia “Tuxa” que é ainda o jogador que mais vezes vestiu a camisola do Porto d’Ave na sua já longa história, e por isso é também uma referência para estes jovens jogadores. Todos sabem que as suas funções vão muito além de ensinar a jogar futebol e quando vemos a dedicação que depositam nas mais variadas tarefas podemos dizer que estes miúdos tem muita sorte, e o Porto d’Ave também.

A equipa escolhida para alinhar de início na partida de hoje foi constituída pelo guardião Pedro Gaio enquanto Nuno, Marco Fernandes, Kalu, Luisinho, Mendanha e João Soares preenchiam as restantes posições no rectângulo de jogo. Sentados no banco de suplentes estavam Tipi Júnior, Cabreira, João Carvalho, Tuxa e Rui, mas com as substituições que foram decorrendo durante os sessenta minutos do encontro todos acabaram por dar o seu contributo na conquista dos três pontos.

Apesar da chuva que se fazia sentir, o público compareceu mais uma vez e as vozes de incentivo para dentro das quatro linhas só pararam no apito final. Os jogadores por sua vez retribuíam o apoio com um festival de golos para todos os gostos com o placar a anunciar que a bola entrou na baliza adversária por sete vezes enquanto o guardião Pedro "Gaio" apenas por uma vez a foi buscar ao fundo das redes naquele que foi o ponto de honra da equipa de Amares.

Os golos foram apontados por Marco Fernandes que bisou ainda na primeira parte, de seguida Mendanha não quis ficar atrás do colega e faz um poker elevando de dois para seis a zero e Kalu fechou a contagem ao apontar o sétimo para o Porto d’Ave.

Antes de regressarem aos balneários estes jovens jogadores foram protagonistas duma grande demonstração de fair-play, com vencedores e vencidos com intermináveis cumprimentos onde também árbitro da partida foi alvo de tão gratificante gesto. São também estes momentos que fazem do futebol o desporto rei.

Parabéns miúdos, continuem a evoluir com a mesma alegria e disciplina sem se esqueceram que há outras actividades durante a semana que obrigatoriamente terão que ser prioritárias. Se não conseguirem vencer o jogo da formação enquanto homens em que se estão a tornar, será impossível triunfar dentro das quatro linhas.

Para toda esta equipa, jogadores, directores, treinadores e também os familiares que acompanham toda a caminhada durante a época, a administração do blogue deixa aqui o reconhecimento pelo excelente trabalho que estão a desenvolver.

"educai as crianças hoje para não terem que punir os adultos amanhã"

Pitágoras

sábado, 20 de novembro de 2010

Porto d'Ave derrotado em Santa Eulália


Ainda não foi desta que o Porto d’Ave regressou aos resultados positivos e na deslocação a Santa Eulália soma a quinta derrota da época. Vitória justa da equipa da casa que criou as melhores oportunidades, mas a história desta partida podia ser outra se árbitro e fiscal de linha não fizessem vista grossa a um golo apontado por Pimenta a cinco minutos do intervalo. Na marcação dum livre, a bola sai do pé esquerdo do nosso número vinte e após bater na trave cai claramente dentro da baliza e volta a sair. O homem da bandeirola ainda assinalou o golo, mas perante os protestos do banco de suplentes e adeptos da casa altera a sua decisão. Numa partida em que ambas as equipas marcaram um golo, os três pontos em disputa foram atribuídos ao Santa Eulália porque o deles valeu e o nosso foi anulado.

Antes deste lance apenas há a registar uma grande oportunidade de Filipe Ferreira logo no primeiro minuto em que aparece isolado e perde o duelo com o guardião local.

Ao minuto quarenta e dois a equipa da casa cria perigo pela primeira vez com o guardião Abreu a ver a bola a bater no poste e a ter que intervir na recarga. Na jogada seguinte, a equipa de Santa Eulália fica reduzida a dez unidades num livre em que o jogador infractor vê pela segunda vez a cartolina amarela.

Apesar de estar em inferioridade numérica, foi a equipa da casa quem entrou na segunda parte determinada a vencer a partida e consegue o golo ao oitavo minuto. Antes já Abreu tinha visto a bola bater em ambos os postes. A partir daqui começaram as mexidas na equipa do Porto d’Ave com Bife e Pivas a entrar para os lugares de Nico e Filipe Ferreira. Os nossos jogadores nunca conseguiram desatar o nó para entrar com perigo na área adversária e só com remates de longe quase todos saídos do pé direito de Pimenta é que criaram algum trabalho ao guardião da casa numa partida em que só com mais uma grande exibição de Abreu foram evitados males maiores.

Esta foi mais uma jornada em que a nossa equipa não conseguiu presentear os adeptos com uma exibição ao nível da qualidade que são capazes de demonstrar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
C. C. D. Santa Eulália --- G. D. Porto d'Ave
Sábado, 20 de Novembro pelas 15.00 horas
No Campo Municipal de Santa Eulália

Interior da 5ª Capela "Calvário" : Adoração dos Reis Magos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Campeão do Mundo tem raizes em Porto d'Ave

O Titulo Mundial de Rali na categoria Produção voltou a ser conquistado pelo Piloto Armindo Araújo. A prova que carimbou a revalidação do título foi realizada em Cardiff no País de Gales. O Mitsubishi Lancer do bicampeão atravessou a meta na segunda posição sendo apenas superado pelo estónio Ott Tanak, quando bastava garantir um lugar no lote dos seis primeiros para vencer pela segunda vez o campeonato do mundo desta modalidade. Armindo Araújo foi presença assídua em todos os pódios onde ocupou o mais alto lugar em metade das provas realizadas, e com isso conquistou 133 pontos contra os 100 do segundo classificado, o Sueco Patrick Flodin.
Este bicampeão do Mundo tem as suas raízes mesmo no coração de Porto d'Ave. É sobrinho dos proprietários da extinta Fábrica da Abelheira, os "Araujos" que ainda hoje recordados com saudade não só pelo seu empreendorismo mas sobretudo pela marca da solidariedade que deixaram bem vincada na memória dos nossos pais e avós.
E por se tratar de um filho da nossa terra a conquistar um titulo mundial numa tão exigente competição do desporto motorizado, foi também o nome de Porto d'Ave que esteve no mais alto lugar do pódio e por isso este título é motivo de orgulho para todos nós.

domingo, 14 de novembro de 2010

Tempestade de Golos dá Empate frente ao Louro


Longe de ser o Verão de São Martinho, o dia de hoje nascia com alguns raios de sol que recebemos com agrado depois dum Inverno intenso que se tinha instalado durante toda a semana. Mas como diz o ditado, foi sol de pouca dura, e ao início da tarde a chuva voltava a ameaçar, mas nada que fizesse prever a tempestade de golos que estava reservada para os noventa minutos do jogo que opunha frente a frente as equipas de Porto d’Ave e Louro. Não tinha sido feita qualquer alusão no Boletim Meteorológico a este extremo fenómeno climatérico, mas quem se deslocou na tarde de hoje ao nosso Parque de Jogos pode testemunhar que eles passaram por lá. Antes do intervalo o Furacão Axadrezado quase arrasou a equipa forasteira mas na segunda parte o Furacão Louro voltava a colocar tudo como estava antes do apito inicial.

Após três derrotas consecutivas no campeonato, o calendário colocou-nos no desafio de hoje um adversário que deveria servir para os nossos jogadores darem um grito de revolta e retomar o caminho das vitórias, e isso até deu sinais de estar a acontecer durante a primeira parte. Aos dez minutos de jogo Zé Beto apontava o primeiro da partida com um remate em arco saído do seu pé esquerdo e Pimenta com dois livres que pareciam a fotocópia um do outro bisa na partida aos minutos trinta e quarenta colocando o Porto d’Ave a vencer por três a zero, resultado que se manteve até ao intervalo.

Os nossos jogadores entravam para a segunda parte com uma vantagem confortável e nada fazia prever que os três pontos escapassem, mas ao terceiro minuto a equipa de Louro reduz para três a um e relança o jogo. Aos dez minutos o Porto d'Ave volta a beneficiar dum livre num lance em que o adversário fica em inferioridade numérica, mas desta vez foi Pivas quem tentou a sorte e apenas ganhou um canto. Passados dez minutos também Cabreira viu a cartolina vermelha ao cometer uma falta na zona de castigo máximo que foi prontamente assinalada pelo árbitro da partida e serviu para o adversário reduzir para a margem mínima. Nesta altura só dava Louro e o golo do empate esteve à vista num lance em que Abreu faz uma defesa apertada e ainda vê a bola bater no poste. Logo de seguida também o poste da baliza do Louro tremeu após excelente cabeceamento de Pimenta pouco tempo antes de ser substituído. Faltavam jogar mais de vinte minutos e o nosso adversário tinha razões de sobra para acreditar que podia pontuar no nosso terreno e nunca desistiram de procurar o golo do empate que acabou por chegar em cima do minuto noventa.

Este jogo fica marcado por duas partes distintas. Uma grande exibição do Porto d’Ave e enorme capacidade de concretização antes do intervalo e uma passividade e subserviência a tornar fácil a tarefa no nosso adversário na segunda parte. Com seis golos todos na mesma baliza, onde na tarde de hoje estiveram aqueles que eu considero serem os melhores guardiões do campeonato, o jogo termina com um justo empate.

"o que eu temo não é a estratégia do inimigo, mas os nossos erros"

Péricles


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amigo de Porto d'Ave edita Livro de Poesia


Abel Ribeiro Poças, natural de Sobradelo da Goma é autor dum livro que recentemente me chegou às mãos. Sem estar habilitado a fazer qualquer avaliação duma obra literária, deixo aqui as impressões que soube colher enquanto mero leitor ao folhear as suas 150 páginas.

É notório que o seu autor além dos dedos utiliza também o coração para segurar na esferográfica enquanto escreve os seus poemas, deixando bem vincado o apego às suas origens.

Na apresentação do livro ficamos a conhecer que a criação de poemas e canções não ocupam toda a veia criativa deste artista, pois é também reconhecido como detentor dum ímpar talento na arte de trabalhar a madeira. Envolto numa cortina de simplicidade pouco vulgar, que rasga apenas no arrojo dos sonhos que nos revela e acredita ver um dia realizados, onde entre eles consta uma vitória no Festival da Canção. Tem já doze canções publicadas em CD e não quer parar por aqui.

Actualmente integra o Grupo Coral de Porto d’Ave, um dos seus passatempos preferidos como o próprio relata, mas esse não é o único motivo que me levou a escrever este artigo. Ao folhear as páginas deste livro encontrei várias vezes o nome Porto d’Ave, onde o autor demonstra uma enorme sensibilidade e paixão por todo seu património Religioso, Cultural e Arquitectónico que tanto nos orgulha.

Termino com algumas quadras que poderão encontrar nesta obra que nenhum Portodavense poderá deixar de ter na sua prateleira.

“Senhora do Porto d’Ave

Ao Senhor pede por nós

Com amor cantamos teu nome

Sempre, sempre em alta voz”

Pag. 142

“Porto d’Ave é muito lindo

Tem mosteiro e os calvários

Com um belo escadario

E também seus fontanários”.

Pag. 143

“Que é uma bela romaria

Com seus usos e tradições

Por isso mesmo se chama

Dos bifes e dos melões”

Pag. 144

“Senhora do Porto d’Ave

És a alegria do povo

Ajuda-nos a construir

Um mundo mais justo e novo”.

Pag. 145

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave ___G. D. Louro
Domingo, 14 de Novembro pelas 15.00 horas
No Parque de Jogos do G. D. Porto d'Ave

Interior da 4ª Capela "Calvário" : Cincuncisão do Menino JESUS

domingo, 7 de novembro de 2010

Porto d'Ave derrotado em Terras de Bouro


Uma semana após a grande exibição realizada no nosso Parque de Jogos num desafio a contar para a Taça da Associação de Futebol de Braga, a equipa sénior do Porto d'Ave deslocou-se a Terras de Bouro determinada a dar continuidade ao excelente futebol praticado, mas a estratégia para surpreender a equipa local foi forçosamente alterada nos momentos iniciais com a expulsão do central Neves. Além deste jogador também Pesca foi obrigado a abandonar mais cedo o desafio por força da cartolina. Em inferioridade numérica e no terreno dum adversário que goza da fama de praticar um futebol razoável dentro das quatro linhas mas muito poderoso fora delas, a tarefa de alcançar um resultado positivo tornou-se praticamente impossível. Desta forma o Porto d'Ave regressa a casa sem somar qualquer ponto nesta jornada.

1º Aniversário www.portodeave.blogspot.com


Foi há um ano que nasceu o Blogue www.portodeave.blogspot.com. Promover e defender o Grande Nome Porto d’Ave onde se incluem as suas instituições e toda a sua história foram as principais razões que me levaram a criar este espaço e desde esse dia nem uma linha foi desviada na rota do compromisso que interiormente assumi. Não me cabe a mim enquanto autor e administrador do blogue fazer uma avaliação do trabalho desenvolvido, mas sei traduzir o aumento de visitas que noto semana após semana. Miguel Torga disse um dia que nenhuma árvore explica os seus frutos, mas gosta que lhos comam.

Levar alguma informação da nossa terra aos seus filhos espalhados pelo mundo foi outra das razões que me levou a desenvolver este trabalho, e é precisamente aqui que sinto a maior gratificação. De mais de trinta países onde esta página já foi aberta, agrada-me notar que é raro o dia que não sejam registadas visitas da França, Suíça, Espanha, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Angola, Moçambique, e embora com menos assiduidade sejam também frequentes as visitas de Luxemburgo, Reino Unido, Canadá, Marrocos e Tunísia. Também elas são uma grande motivação para continuar com a missão a que me propus há um ano. Para todos estes amigos envio um grande abraço esperando retribuir a vossa visita ajudando a minorar a dor da saudade provocada pela distância desta terra bendita.

Não menos motivador, e digo-o sem qualquer ironia, são os insultos anónimos “alguns pouco anónimos” que constantemente são dirigidos ao Blogue e a quem o serve. A par destes coloco as depreciações descabidas, curiosamente tantas vezes vindas de quem não lhes é conhecida tampouco competência para consultar a caixa de mensagens no telemóvel, muito menos para aceder a este espaço. Para esses que devido à ausência das faculdades necessárias para formar opinião própria aguardam-na de outros para se pronunciarem, e como lhes é ditada uma avaliação por quem em vez de analisar um projecto pela sua qualidade e utilidade fazem-no em função de quem está por trás dele, fico com a satisfação de constatar que, apesar de ruidosos, são poucos e fáceis de notar. A sua revelação apenas vem demonstrar a tenuidade da linha que separa o ridículo do sensato.

Nesta data vou pela primeira e única vez dirigir algumas palavras aqueles que cobardemente se escondem, ou tentam esconder, por trás da cortina do anonimato para me insultar estendendo por vezes esses ataques a outras pessoas que partilham comigo o orgulho de pertencer a Porto d’Ave onde se inclui todo o seu Património criado e enriquecido ao longo de séculos. Aceitem um conselho e protejam melhor a vossa identidade tendo atenção que a conta google esteja fechada antes de enviarem os comentários. Só dessa forma serão realmente anónimos, permanecendo cobardes obviamente.

Criei também este espaço acreditando que ele pudesse contribuir para o melhor funcionamento das nossas instituições recolhendo opiniões em diversas áreas, mas esse objectivo não foi conseguido. Escrever em vez de falar seria incómodo para alguns, pois não seria fácil inverter um discurso com a facilidade tantas vezes constatada. Segundo recentes revelações, muitos há que optam por outro tipo de órgãos de comunicação onde durante as tardes e noites vão dando e escutando opiniões em que o sentido das mesmas tantas vezes muda conforme quem entra ou sai. Durante este ano em que administrei este espaço tornei-me mais conhecedor da comunidade em que estou inserido e não deixo de me surpreender com invulgares posições de pessoas, algumas que até se apresentam impecavelmente vincadas, deslumbre que se desmorona quando dão uso à palavra.

Registar os acontecimentos mais marcantes na vida das instituições e pessoas que representam e elevam o nome da nossa terra foi outro importante proposto de que me incumbi há um ano. Tenho consciência nem tudo que era merecedor de relevância ficou aqui registado. Além da falta de disponibilidade para estar presente em algumas ocasiões, outras houve em que me deparei com as portas fechadas. No entanto, dentro duma área que por direito me é acessível nunca deixei de registar alguns acontecimentos apesar das barreiras estranhamente erguidas.

Estou orgulhoso daquilo que criei e não tenho dúvidas que Porto d’Ave precisa dum espaço não como este mas muito mais abrangente, mas para isso será necessário um trabalho de equipa. Não que isso signifique que eu tenha estado sozinho neste barco, pois desde a primeira hora que este blogue dependeu da colaboração de alguns amigos. A esses dirijo as últimas palavras deste post: Muito Obrigado.


Tília Maior


Benjamins do Porto d'Ave Lideram Campeonato


A equipa mais jovem do Grupo Desportivo de Porto d’Ave realizou na manhã de hoje uma partida no nosso Parque de Jogos referente à segunda jornada do campeonato. Depois duma vitória no jogo inaugural os nossos Benjamins, antes denominados Escolinhas, tiveram pela frente a equipa de Barco Academia que também levaram de vencido.

Com idades entre os oito e dez anos, estes jovens jogadores já sentem o peso da camisola axadrezada que demonstram um enorme orgulho em vestir. Disciplina, Alegria, Vontade de Vencer e uma Grande União são características que saltaram à vista de quem acompanha a esta equipa.

A estratégia transportada para dentro das quatro linhas é transmitida pelo Mister Rique Maia, um treinador que contabiliza quase duas décadas ligado ao futebol e conta com a colaboração de Rafael Carvalho que apesar de ser ainda bastante jovem demonstra enorme sentido de responsabilidade. Desta forma estes miúdos começam a dar os primeiros toques na bola sob a orientação duma dupla competente e detentora dos valores indispensáveis para o exercício de tão exigentes funções. Além da equipa técnica, estes jogadores são acompanhados durante as actividades da semana pelos directores Filipe Silva e José Filipe Vale.

E como não podia deixar de ser, também os pais e outros familiares marcam presença sempre que podem e são a verdadeira “torcida” que lhes transmite a força e determinação necessária para que os objectivos traçados sejam alcançados. No fundo, todos juntos são Equipa.

Num plantel constituído por mais de duas dezenas de crianças que trabalham durante a semana para merecer a confiança do “Mister”, e como a convocatória para cada partida não pode ultrapassar doze jogadores sendo que desses apenas sete podem alinhar de cada vez, directores e equipa técnica tem a difícil missão de gerir as mais diversificadas emoções na véspera e durante cada jogo. Nenhum merece ficar de fora, mas as regras exigem que quase metade do plantel não conste na ficha de cada jogo. Apesar disso, todos vão tendo oportunidades ao longo da época para demonstrar o seu potencial.

Além dos jogadores inscritos na Associação de Futebol de Braga, os responsáveis por este escalão tem nas suas fileiras mais quatro crianças ainda mais jovens que não estando federados também já fazem parte da grande Família Portodavense. Quando se pergunta o que querem ser quando forem grandes a resposta é a mesma em todos: Jogador de Futebol, e se já o são ainda em pequenos porque não manter o sonho. No entanto, não se conhece até hoje um único caso dum futuro risonho num futebolista profissional sem que o êxito dentro das quatro linhas caminhasse a par doutro muito mais importante que é o o aproveitamento na escola e em todas as actividades formadoras do ser humano. Essa é que tem que continuar a ser a grande prioridade e por enquanto a bola deverá servir apenas para se divertirem sem estarem obcecados pelas vitórias.

As chaves das redes da baliza são confiadas ao guardião Rodrigo e entre voar, saltar ou rastejar, não olha a preferências para levar a melhor no difícil duelo que trava com os avançados adversários.

Bruno, Luís, Nuno, Abel Folha, Luís Maia e Mara foram os seis jogadores de campo escolhidos para actuar de início mas nenhum dos que se estavam sentados no banco de suplentes regressou aos balneários com as chuteiras limpas, e com as substituições que foram decorrendo durante os cinquenta minutos de jogo, também Leandro, João, Rodrigo Araújo, Francisco e Marcelo alinharam nesta partida. Todos juntos presentearam uma numerosa plateia com um grande espectáculo de futebol não só pela classe demonstrada mas sobretudo pela determinação na conquista dos três pontos que só parou com o som do apito final.

Com a partida terminada, estes jogadores não se esqueceram do público retribuindo o apoio que receberam com um gratificante gesto.

E não sendo o principal objectivo neste escalão, também importa dizer que no final o placar fazia jus ao que se passou dentro das quatro linhas e anunciava uma vitória do Porto d’Ave pela expressiva vantagem de seis a um. Os golos do Porto d’Ave foram apontados por Luís Maia e Abel Folha que bisaram na partida e também Mara com o golo inaugural e Marcelo a fechar a contagem fizeram o gosto ao pé.

A estes miúdos que honram a camisola do Porto d’Ave e à equipa técnica e directores que os acompanham, a administração do blogue envia-lhes os parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido.

"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade."
( Karl Mannheim )