domingo, 23 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal - 2012


A administração do Blogue deseja um Feliz Natal a todos filhos de Porto d'Ave espalhados pelo mundo, e deixo esta mensagem que João Paulo II nos transmitiu nesta quadra em 1978, no seu primeiro ano de Pontificado.


MENSAGEM   DO PAPA JOÃO PAULO II
 PARA O NATAL DE 1978
BÊNÇÃO URBI ET ORBI

Esta mensagem, quero dirigi-la a todos os homens e a cada um; ao homem, na sua humanidade. Natal é a festa do homem. Nasce o Homem; um dos milhares de milhões de homens que nasceram, nascem e nascerão sobre a terra. Um homem, um elemento componente da grande estatística. Não foi por acaso que Jesus veio ao mundo no período do recenseamento; quando um imperador romano quis saber quantos súbditos tinha o seu país. O homem feito objecto do cálculo, considerado sob a categoria da quantidade, um entre os milhares de milhões. E, ao mesmo tempo, um, único e singular. Se nós celebramos assim tão solenemente o Nascimento de Jesus, fazemo-lo para testemunhar que todo e qualquer homem é alguém, único e que não se pode repetir. Se as nossas estatísticas humanas, as catalogações humanas, os humanos sistemas políticos, económicos e sociais, as simples humanas possibilidades não conseguem assegurar ao homem que este possa nascer, existir e operar como um único e singular, então assegura-lho Deus. Para Ele e perante Ele, o homem é sempre único e singular; alguém que foi eternamente ideado e designado com o seu próprio nome.
Assim como sucedeu com o primeiro homem, Adão; e assim como sucede com este novo Adão, que nasce da Virgem Maria na gruta de Belém: dar-lhe-ás o nome de Jesus (Lc. 1, 31)

Esta mensagem, pois, é dirigida a todos os homens e a cada um, exactamente enquanto homem, à sua humanidade. É a humanidade, de facto, que é elevada com o nascimento terreno de Deus. A humanidade, "a natureza" humana foi assumida na unidade da Divina Pessoa do Filho, na unidade do Eterno Verbo, em que Deus Se exprime eternamente a Si mesmo; esta Divindade Deus a exprime em Deus: Deus verdadeiro; o Pai no Filho e de ambos o Espírito Santo.
Na solenidade do dia de hoje nós elevamo-nos também no sentido deste mistério inscrutável, deste Nascimento Divino.
Ao mesmo tempo, o Nascimento de Jesus em Belém testemunha que Deus exprimiu esta Palavra eterna no tempo, na história. Desta "expressão" Ele fez e continua a fazer a estrutura da história do homem. O Nascimento do Verbo Encarnado é o inicio de uma nova força da mesma humanidade; a força que está ao alcance de todos os homens, segundo as palavras de São João: deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo. 1, 12). É em nome deste singular valor de todos e cada um dos homens, em nome desta força que é trazida para todos e cada um dos homens pelo Filho de Deus ao tornar-se homem, que eu me dirijo nesta mensagem sobretudo ao homem:
A todos os homens e a cada um: onde quer que trabalhe, crie, sofra, lute, peque, ame, odeie e duvide; onde quer que viva e morra; a ele eu me dirijo, hoje, com toda a verdade do Nascimento de Deus; com a Sua mensagem.

O homem vive, trabalha, cria sofre, luta, ama, odeia, duvida, cai e levanta-se em comunhão com os outros homens.
Portanto, dirijo-me a todas as vã rias comunidades. Aos Povos, às Nações, aos Regimes, aos Sistemas políticos, económicos, sociais e culturais e digo-lhes: — Aceitai a grande verdade sobre o homem;
 — Aceitai a verdade plena acerca do homem, que foi pronunciada na Noite de Natal;
— Aceitai esta dimensão do homem, que se patenteou a todos os homens naquela Santa Noite!
— Aceitai o mistério, no qual todos os homens e cada um vive desde quando Cristo nasceu.
 — Permiti a este mistério agir em todos e cada um dos homens!
 — Permiti-lhe que ele se desenvolva nas condições exteriores do seu ser terreno.
 Neste mistério se encerra a força da humanidade. A força que irradia sobre tudo aquilo que é humano. Não torneis difícil uma tal irradiação. Não a destruais. Tudo aquilo que é humano cresce a partir desta força; sem ela debilita-se; sem ela arruina-se.
E por isso, agradeço-vos a todos vós — Famílias, Nações, Estados, Sistemas políticos, económicos, sociais e culturais — por tudo aquilo que fazeis para que a vida dos homens se possa tornar nos seus diversos aspectos cada vez mais humana, isto é mais digna do homem. Auspicio de todo o coração e suplico-vos que não vos canseis nunca em tal esforço, em tal aplicação.

Glória a Deus com mais alto dos céus! (Lc. 2, 14).
Deus aproximou-se, Deus está no meio de nós. É Homem. Nasceu em Belém. Está deitado numa manjedoura porque não havia lugar para Ele na hospedaria (Cfr. Lc. 2.7)
O seu nome: Jesus! A sua missão: Cristo!
É Mensageiro de grande Conselho, Conselheiro admirável (Is. 9. 5); e nós, com tanta frequência, ficamos irresolutos, e os nossos conselhos não produzem os frutos desejados.
É Pai perpétuo (Ibidem) — "Pater futuri saeculi, Princeps pacis"; e, apesar de nos separarem dois mil anos do Seu nascimento, Ele está sempre diante de nós e sempre nos precede. Devemos "correr atrás d'Ele" e procurar alcançá-lo.
É a nossa Paz! A Paz dos homens! A Paz dos homens que Ele ama (Lc. 2, 14). Deus agradou-se do homem por Cristo. Assim, este homem, não se pode destruí-lo; não se pode aviltá-lo; não é permitido odiá-lo!
Paz aos homens de boa vontade! A todos eu dirijo o convite instante a orarem, juntamente com o Papa, pela Paz, em particular hoje e daqui a oito dias, data em que celebraremos o "Dia da Paz".

Feliz Natal a todos os homens e a cada um dos homens!
O meu pensamento — com os meus votos cheios de afecto cordial e de sincero respeito — vai para vós, Irmãs e Irmãos, que vos encontrais presentes aqui nesta Praça; vai para todos vós, os que, através dos meios de comunicação social, tendes a possibilidade de vos pordes em sintonia com esta breve cerimónia; vai para vós todos, os que procurais sinceramente a verdade, os que tendes tome e sede de justiça, os que anelais pela bondade e pela alegria; vai para vós, pais e mães de família; para vós trabalhadores e profissionais; para vós, jovens; para vós adolescentes; para vós crianças; vai para vós, pobres; para vós, doentes; para vós, anciãos; para vós, encarcerados; e para todos vós, enfim, os que vos achais na impossibilidade de passar o Santo Natal em família, na companhia dos vossos entes queridos.
FELLIZ NATAL:

(JOÃO PAULO II)  (Natal de1978) 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Centro Social promove Caminhada Solidária


Organizar eventos, onde o prazer de participar está aliado à angariação de receitas necessárias para proporcionar melhores condições para os utentes, é uma arte a que o Centro Social de Porto d'Ave nos vem habituando. Desta vez, a iniciativa foi mais uma 'Caminhada' com um itinerário de cerca de uma dúzia de quilómetros a ser percorrido por várias dezenas de participantes, onde além dos benefícios para a saúde, todos ficavam contagiados com o ambiente animado que pairava no ar e ainda desfrutamos de algumas paisagens magníficas, que apesar de estarem tão próximas, não tínhamos oportunidade de as admirar se não fossem criadas actividades como esta. Pelo meio, e quando as energias já começavam a escassear, beneficiamos também dum reforço alimentar já incluído no simbólico valor da inscrição.
No final, mesmo sendo evidentes alguns sinais de cansaço, a satisfação era geral e várias vozes se levantavam a perguntar quando vem a próxima caminhada. Aguarda-se ansiosamente a data.
Resta dar os parabéns à 'equipa' do Centro Social por mais esta iniciativa, que juntamente com tantas outras vai estendendo cor e alegria pelas ruas de Porto d'Ave.






































segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Grupo Desportivo Porto d'Ave - 34º Aniversário



DEUS quer, o Homem sonha, a Obra nasce
     Aos 27 de Novembro de 1978, o Grupo Desportivo de Porto D’Ave torna-se o mais jovem clube da Associação de Futebol de Braga. Este foi um grande passo na vida da colectividade, mas não foi aqui que tudo começou. O Porto D’Ave nesta altura já era grande. Antes desta data, ninguém da nossa freguesia ficava em casa nos dias de jogo nos torneios que se realizavam em Castelões e Brunhais. Lembro-me de grandes tardes e manhãs de futebol nessa saudosa década de setenta como se fossem ontem. Na abertura dum torneio contra uma “potência” do futebol daquela altura, o Serafão, em que vencemos por 5 a 0. Também num jogo em Castelões contra o Gonça, quando antes do intervalo o resultado já era favorável aos “nossos” por 2 a 0, com ambos os golos apontados por Tuxa (da D. Laura) e de repente um “tornado” protagonizado pelos adeptos de ambas equipas impediu que o jogo chegasse ao fim. (também aqui eramos os melhores!!!). Aquela final contra o Travassos, em que vencemos por 2 a 1, sendo este o único golo sofrido em toda a competição. O Guardião quase imbatível desse torneio era o senhor Carlos Rufino, naquela altura “Caló”. Sempre que olho para a taça de campeões desse torneio, recordo todas as emoções que sentia. Haviam ainda poucos carros na freguesia, mas para acompanhar o Porto d'Ave as caravanas eram sempre enormes. As camionetas também eram necessárias para levar todos os adeptos e os que iam na carroça eram sempre os mais ruidosos. Haviam duas bandeiras enormes com quadrados pequenos e mal feitos que estavam sempre presentes, e o apoio à equipa era feito a cantar as lindas canções da nossa terra. O Porto D’Ave não era ainda federado, mas já era muito grande, e eu, ainda criança, olhava para os rapazes das outras freguesias cheio de vaidade, pois eu era de Porto D’Ave e eles não. Já se cultivava o orgulho Portodavense.
     Neste tempo, contavam-se histórias do passado que me fascinavam e me fazia compreender que a grandiosidade do Porto d’Ave já vinha de longe. Falavam de jogos em que iam a pé e descalços, e só calçavam as botas, quem as tivesse, para jogar. O resultado era sempre o mesmo, os “nossos” ganhavam. Às vezes também perdiam, mas esses episódios contavam-se em dois segundos, as vitórias é que importava recordar repetidamente sem que nada ficasse esquecido.
     Enquanto escrevo estas linhas, recordo imagens de homens que já não estão cá a festejar os golos e as vitórias. Quando a taça era nossa, e era quase sempre, enchia-se de champanhe e todos bebiam por ela. A festa durava até ao dia seguinte. Apesar de se repetirem em cada torneio, aqueles momentos eram únicos. Enquanto a festa durava, estavam esquecidas as amarguras da vida que afectavam grande parte da população, pois eram tempos difíceis.
     Uma das razões que tornavam o Porto D’Ave mais vencedor que os adversários, era o facto de nessa altura já treinar todos dias, pois não havia um final de tarde em que a bola não saltasse no terreiro até ao anoitecer. Todos estavam convocados, e depois dum dia de trabalho árduo, a ninguém faltava energia para dar o litro atrás da bola.
     E foi graças a todo este entusiasmo que um grupo de homens da nossa terra reuniu para passar à fase seguinte, e assim nasceu o Grupo Desportivo de Porto D’Ave. Presto a minha homenagem e deixo aqui os meus agradecimentos enquanto Portodavense, a estes homens e muitos outros, que sem que o seu nome saísse do anonimato, foram imprescindíveis na criação do nosso clube. Penso que estes homens há mais de trinta anos, já sabiam que estavam a criar este grande clube. Foram ambiciosos na aquisição dos terrenos que com dificuldade lá se foram pagando e que tão importantes foram para que se construíssem aquelas magnificas instalações. Os primeiros anos foram os mais difíceis, mas a união era tal que todas as barreiras foram ultrapassadas.
     Os jogadores do Porto D’Ave passaram a ser os ídolos das crianças da escola. No recreio quando jogávamos à bola, marcávamos golos à Guilherme e à Gito, dávamos cabeçadas à Quim Moreira, fazíamos fintas á Peão, carrinhos à Firo, passes à Santos, caneladas à Araújo, defesas à Chico Fininho, etc.etc..
     Há uma história que se passou na minha sala de aula que demonstra o significado que o Porto D’Ave tinha para as crianças. Um dia a professora D. Graça mandou-nos fazer uma redacção sobre o que tínhamos feito no último Domingo. Cerca de metade da turma escreveu sobre a difícil vitória no complicado campo do Cavêz ,em que houve invasão de campo quando o árbitro validou um golo de Nano, um chapelão ao guardião adversário. O resultado foi 1 a 2 a nosso favor. A professora quando corrigiu os nossos trabalhos, não acreditava que tantos miúdos de nove anos tivessem acompanhado o nosso clube tão longe, e achou que tínhamos copiado o tema. Com os desenhos e os trabalhos manuais passava-se a mesma coisa. Tanto a tinta da china, como em barro, nos têxteis ou em metal, tudo dava para fazer o emblema do Porto D’Ave.
     Nos primeiros anos a equipa de futebol sénior era a única a competir em toda a colectividade, mas com o passar dos anos foram-se reunindo esforços para que fosse possível ter escalões de formação, começando por uma camada de Juniores. Como os resultados eram positivos, outros escalões se foram acrescentando ao ponto a que chegamos há mais de uma dúzia de anos em que nos orgulhamos de ter todos escalões de formação, onde já também já escrevemos muitas páginas douradas na história do nosso clube.
     Hoje, com quase duas centenas de jogadores de várias idades, o nosso clube já não é só de Porto D’Ave, pois são muitos os sócios e adeptos das freguesias vizinhas. Possuímos um dos melhores parques desportivos de todos os clubes do futebol distrital bracarense, pois não houve até hoje uma direcção que não o melhorasse. Avizinha-se agora o tão desejado “tapete verde”, necessidade que também sonhamos ver resolvida para que a desvantagem em relação aos nossos adversários não seja tão acentuada. Sem grandes saltos, o Porto d’Ave nunca parou de crescer, tanto no património como no plano desportivo e assim irá continuar.
     A grandiosidade do Grupo Desportivo de Porto d’Ave é hoje reconhecida por todos, pois temos ombreado com clubes que representam cidades e sedes de concelho. Isto só é possível, porque a nossa camisola tornou-se de tal forma honrada, que muitos jogadores preferem vesti-la abdicando por vezes de avultados salários oferecidos por clubes que outrora tiveram nomes mais sonantes que o nosso. Também a nossa massa associativa tem características ímpares no apoio à equipa, e quando há mobilização para jogos mais importantes, os adeptos do Porto d’Ave tornam-se os melhores do mundo.
     O Porto d’Ave nasceu para ser grande, e já muito foi feito, mas há ainda muito a fazer para se tornar ainda maior, e todos temos o dever de continuar o trabalho iniciado pelos nossos pais e avós, que criaram este clube e o ajudaram a crescer. E a todos temos que demonstrar gratidão, mas principalmente aqueles de quem o nome não consta em nenhuma acta e muito menos numa lápide. Que todos que fazem parte do nosso emblema e os que a ele se juntarem no futuro, saibam que em cada palmo daquele recinto estão lágrimas e suor de homens, alguns de idade bastante avançada e debilidade física, mas quando do Porto d'Ave se tratava, conseguiam inventar forças para trabalhar com o intuito apenas de ver o nome do clube do seu coração cada vez maior. Sem esses, o Porto d'Ave seria muito mais pobre, e a maior homenagem que lhes podemos fazer, é seguir o seu exemplo, e nunca deixar de os recordar. A eles dedico estas palavras.

(Tó de Porto d'Ave)

"Enquanto os rios corram, os montes façam sombra e no céu haja estrelas, deve durar a memória do bem recebido na mente do homem grato."
(Virgílio)


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Única Solução Para Portugal



Foi há cento e dois anos que Portugal deixou de ser uma Monarquia passando a ser um estado Republicano. Esta data está a ser comemorada com muitas festas e inaugurações de Norte a Sul do país, onde abundam palanques enfeitados para acolher notáveis da sociedade e política portuguesa, que se apresentam pomposos e a declamar discursos ornamentados com expressões vitoriosas, como se de um grande dia se tratasse. Na verdade, este foi o maior passo no sentido inverso ao progresso que a nossa nação deu em toda a sua história, e o dia que estamos a comemorar, foi a porta que se abriu para dar entrada aos gravíssimos problemas que hoje afectam quase todos sectores da sociedade portuguesa.

A Implantação da Republica que hoje se assinala, e incompreensivelmente ainda se comemora, foi um acontecimento que na época em que surgiu, estava longe de contar com a vontade da maioria dos Portugueses, e a sua conquista, dependeu dum plano traçado nas mais fedentas entranhas da maçonaria e  da carbonária portuguesas, e teve episódios da maior cobardia e crueldade que se pode imaginar. A ganância duma pequena parcela de oportunistas obcecados pelo poder, deu origem ao sangrento Regicídio abrindo a porta para o actual regime. 
Sem qualquer dó nem piedade, no dia Um de Fevereiro de Mil Novecentos e Oito, foram assassinados no Terreiro do Paço o Rei Dom Carlos e o Príncipe Herdeiro Dom Luís Filipe, escapando a toda esta ira desmedida a Rainha Dona Amélia, que se encontrava na mesma carruagem assistindo a toda aquela crueldade, sendo protagonista dum acto de valentia e coragem ao tentar derrubar os criminosos com um ramo e flores que trazia na mão.
Dom Manuel II foi outro membro da Família Real que não perdeu a vida neste dia. Aquele que veio a ser o último Rei de Portugal, antes da interrupção da Monarquia que ainda perdura, aguardava a chegada de seus Pais e Irmão perto do local onde decorreu toda esta tragédia, e ao ouvir o som dos disparos correu ainda a tempo de poder testemunhar a figura dum homem de barbas e capa preta e aspecto monstruoso, com uma arma apontada à carruagem que transportava a sua Família. Foi esta a descrição do próprio Príncipe, referindo-se a Manuel da Buiça, um dos terroristas que não sobreviveu no ataque à Família Real. Neste dia, Portugal começou a ser roubado aos Portugueses e ninguém deveria ter orgulho, mas sim vergonha de tão infeliz episódio da nossa história, e em vez de comemorar seria muito mais sensato meditar, mas isso não é possível por causa do propositado ruído que se ouve sair dos altifalantes.
Passados pouco mais de dois anos e meio deste horrendo crime, teve lugar a Revolução da República e a partir daqui o nosso país nunca mais parou de dar passos no sentido ao estado em que se encontra actualmente, em que mesmo aqueles que mais persistiram num discurso fantasiado se soluções, também já deixaram de conseguir esconder que a situação é caótica. No entanto, tudo isto passado mais de um século, é motivo para tantos portugueses fazerem uma grande festa. Ironia? Alguma, mas sobretudo muita, muita e outra vez muita mentira.

Se o Regicídio assinala a forma cobarde e cruel como foi roubada a vida aos dois Monarcas, a revolução da república representa também o assassinato da liberdade. Antes dessa data, apesar dos republicanos representarem um peso que embora ruidoso era quase insignificante em termos percentuais na população portuguesa, era-lhes concedido o direito de doutrinar as suas convicções, ao contrário da situação em que ficaram os defensores da Monarquia após a Implantação do novo regime. Aqueles que não se submetiam ao silêncio perante as desvantagens do poder que ilegitimamente e, podemos dizê-lo, criminosamente, acabara de ser instalado pela força das armas, da traição, da cobardia e do terror, passaram a ser perseguidos tendo grande parte que recorrer ao exílio como alternativa à prisão.

Portugal, que até então era considerado um País Modelo, que apesar de geograficamente fazer parte dos países que atravessavam a grave crise económica de finais do século XIX e início do século XX, apresentava argumentos para ultrapassar esta fase com êxito e gozava duma estabilidade que lhe permitia encarar o futuro com prosperidade. Após este trágico acontecimento, passou a viver um período conturbado, conhecendo nove Presidentes nos primeiros dezasseis anos da República sem contar aqueles que se chegaram a ser anunciados como tal sem nunca dar início ao exercício das funções. Foram várias as revoluções e tentativas de revolução na primeira década da república. A confusão era tal, que houve um governo que foi anunciado e passadas três horas já estava derrubado. Os grandes cadeirões não chegavam para a ganância de todos que ansiavam ocupá-los, e assistia-se a esquemas maquiavélicos, com vários jogos obscuros na luta pelos apetecíveis lugares, arquitectados por aqueles que estavam obcecados pelo poder dando origem ao período de maior instabilidade em toda a história de Portugal.

O assassinato do jovem presidente Sidónio Pais na Estação do Rossio, durante o exercício das funções, demonstra bem a ausência de regras daqueles que vendo uma nesga de oportunidade, não olhavam a meios para alcançar os objectivos. Este episódio, em Dezembro de Mil Novecentos e Dezoito, com a Primeira Guerra Mundial recentemente terminada, demonstra que afinal o Regicídio e o derrube da Monarquia não foi levado a efeito por um movimento ideológico, mas sim por homens sedentos de poder e das regalias que dele advém quando usado de forma egoísta e tirana, como nos relata infinitamente a história do último século. Estavam assim ultrapassados os valores que nos identificaram durante oito séculos como a Lealdade, a Verdade, a Justiça, a União, a Solidariedade e o Patriotismo. Quanto ao Patriotismo, não podemos deixar de reconhecer que se trata de uma palavra vã nos tempos que correm, espreitando raramente e de forma muito tímida. Com a excepção dum grande êxito desportivo, mesmo que conquistado graças ao mérito importado de filhos de outra nação como aconteceu no europeu de futebol de 2004, não há registo nos últimos cem anos de qualquer grande manifestação de orgulho nas cores garridas que compõem a bandeira da república portuguesa. Todos esses valores que nos caracterizaram durante oito séculos, desvaneceram-se, dando lugar à corrupção, ao compadrio, à injustiça que estão cada vez mais enraizados numa sociedade que resulta dum poder que tem tanto de ilegítimo destruidor duma nação com um passado que nos enche de orgulho.

Importa referir que a primeira medida com impacto internacional do poder Republicano, aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial, com os nossos soldados a serem obrigados a marchar na frente dos canhões alemães, sendo o seu sangue usado como moeda de troca, de manter viva ainda alguma esperança num Mapa Cor de Rosa, que se sabia que jamais seria pintado. Perderam a vida nas trincheiras deste conflito, perto de uma dezena de milhar de Portugueses, estando a grande parte sepultados no Cemitério La Lys, perto do rio Lys onde as nossas tropas foram praticamente abandonadas num conflito em que os governantes sabiam que não estavam preparadas nem equipadas, em comparação com os soldados alemães que se apresentavam em número dez vezes superior e com armamento muito mais evoluído. O termo “carne para canhão” é frio mas faz todo sentido. Foi para isso que a República Portuguesa enviou milhares de portugueses para a Flandres francesa, perto da fronteira da Bélgica. Só na manhã do dia Nove de Abril de Mil Novecentos e Dezoito, perderam a vida mais de seiscentos militares portugueses que lutavam contra um país, em que a maior parte deles, nem sequer sabia apontar no mapa, muito menos o motivo daquela guerra. Tudo isto em nome de objectivos que acabaram por sair todos gorados.

As perseguições à Igreja Católica, foi outro dos horrores cometidos pelo regime republicano. A Palavra de DEUS que os Navegantes Portugueses levaram aos quatro cantos do mundo, era agora professada dentro das nossas fronteiras como se da prática de um crime se tratasse. A Cruz de Cristo, outrora gravada nas Velas das nossas embarcações que atravessaram oceanos, passou a ser venerada num clima de medo e perseguição. Os Dias Santos passaram a ser dias de trabalho, muitas igrejas foram encerradas com alguns padres a ser objecto de violência, vendo as suas casas espoliadas e a serem expulsos das suas paróquias. Alguns Bispos que recusavam aceitar os impedimentos de professar a Fé Católica, tiveram que recorrer ao exílio. Só em Mil Novecentos e Dezassete, com as grandes manifestações da Virgem Maria na Cova de Iria testemunhadas por multidões, e após um longo período de negação por parte dos governantes da época apesar das evidências daquele fenómeno Divino com que Portugal tinha sido agraciado, é que as igrejas se puderam voltar a encher-se de gente para viver e praticar livremente a Fé.

Toda aquela confusão que se vivia em Portugal, só terminou com a chegada do Estado Novo e o seu braço de ferro, duro mas mais que necessário naquela altura. Passados quase meio século também este regime sucumbiu, dando origem a outro ainda mais injusto e de tal forma intolerável, que veio a ser derrubado no ano seguinte com a Revolução de 25 de Novembro. Não deixa de ser curioso que se comemore o início e não o final deste período, em que durante dezanove meses, tantos portugueses foram vítimas de enormes injustiças. Depois desse Verão Quente de Mil Novecentos e Setenta e Cinco, implantou-se finalmente um regime chamado democrático. Mas será que podemos considerar democrática uma constituição que nos obriga a ser uma república, mesmo que esta tenha sido alcançada pela forma que está aqui relatada sem que alguma vez tenha sido sufragada pelo povo? Não, obviamente que não.

Passados cinco anos, Portugal voltava e estar perante o terror. A três dias das eleições presidenciais de Mil Novecentos e Oitenta, o Primeiro Ministro Francisco Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa agendaram uma ida à cidade do Porto para participar no comício de encerramento da campanha eleitoral do General Soares Carneiro, mas um ataque terrorista ao estilo de Hollywood faz explodir um avião, que além dos dois governantes, transportava mais cinco pessoas, perdendo todos a vida neste atentado que ainda tentaram fazer passar por um acidente, mas não foi possível apagar todas as provas de mão criminosa. Desta forma, foi silenciado algo de comprometedor que podia colocar em causa muito mais que o resultado nas urnas. Passados mais de trinta anos, apesar das inúmeras provas de mão criminosa, as investigações para encontrar os autores morais deste acto terrorista depararam-se com todo tipo de impedimentos para avançar, e o caso nunca foi a julgamento. Estávamos já na Terceira República.
Depois veio a CEE e a UE, os Tratados, a Moeda Única e fala-se em Regionalização e de seguida outra solução mágica há-de ser inventada para nos iludir, mas o que é certo é que são já cem anos e tudo que foi tentado falhou, e não há razão nenhuma para acreditar que será desta vez que vamos voltar a encontrar o rumo do progresso. Anda assim Portugal, de revolução em revolução, de mudança em mudança, e somos uma nação cada vez mais afundada..

Mas não temos que nos resignar, pois somos Portugueses e é de Portugal que se trata. Interroguemos-nos das razões que impedem a abertura deste debate. Porque não se fala aos Portugueses sobre as diferenças. Porque não se explica aos Portugueses que nas vinte nações com melhor qualidade de vida no mundo inteiro, dezanove permanecem num regime Monárquico. Porque não se pede aos Portugueses a sua opinião sobre esta matéria de extrema importância para desenvolvimento de Portugal e qualidade de vida dos Portugueses. Porquê chamar Democracia a um poder que foi conquistado através do terror das armas e do sangue de inocentes e contra a vontade do povo português. Este debate não se abre pelas razões óbvias, as mesmas de há cem anos, Um Grande Jogo de Interesses. E entretanto Portugal vai caminhando com um Chefe de Estado onde o seu nome é escolhido em negociatas dentro de obscuros gabinetes, e após muitos jogos de palavras e milhões de euros gastos em propagandas que pouco ou nada informam, contando com encerramentos de campanhas eleitorais em grandes palcos preenchidos com espectáculos de artistas famosos para atrair multidões, e que são interrompidos para algumas intervenções dos candidatos e os seus apoiantes mais sonantes, em que a palavra de ordem é o ataque ao adversário e aqueles que o seguem, e de vários semelhantes um será eleito pela tantas vezes cega veia político-partidária dos eleitores, que escolhem um símbolo sem olhar a quem está por trás dele. Enquanto isso, a grande parte dos nossos pares Europeus, vão dando passos com um Chefe de Estado preparado desde o berço para o exercício de tão exigentes funções, daí que os resultados sejam tão distantes em comparação com Portugal, com desvantagem para nós como infelizmente se verifica.

Outra grande vantagem dos países Europeus onde vigora a Monarquia, é a diferença de custos que numa tentativa enganosa os adeptos da república tentam usar nas suas propagandas como factor de defesa deste regime. E nada melhor que a nossa vizinha Espanha, com hábitos e culturas idênticas à nossa para fazer esse balanço. É conhecido que temos neste momento três presidentes aposentados e um no activo. Além dos custos de todas as regalias que lhes são atribuídas através da constituição que eles próprios ajudaram a criar, teremos que contabilizar também as regalias daqueles que formaram as suas comitivas, como relações públicas, interpretes, assessores, seguranças e mais um número interminável de homens e mulheres de confiança de cada um (na maior parte das vezes familiares de amigos mais próximos) e que nunca servem para aquele que o vem substituir. A isto, temos ainda que acrescentar os milhões gastos em campanhas eleitorais de cinco em cinco anos. Tudo contabilizado, dá em termos absolutos um orçamento da república portuguesa que duplica o custo da Monarquia Espanhola. Se falarmos em termos relativos, cada cidadão português paga dez vezes mais por um regime ilegítimo e que funciona mal, do que cada nosso vizinho espanhol por um regime que em tempos também abandonaram, mas reconhecendo o erro foram hábeis a reconstrui-lo. Bem, isto em comparação com a Monarquia Espanhola, que é a segunda mais dispendiosa da Europa, apenas superada pela do Reino Unido. E isto não são palavras, são números.

Um ponto que ainda gera alguma confusão, tem a ver com o título Chefe de Estado. Não podemos deixar de ter em conta que não é aquele que ocupa este lugar que governa o país. Em todas as Monarquias Europeias, existe um governo eleito pelos cidadãos, e esses sim, um conjunto de Ministros liderados por um Primeiro Ministro, são, tal como numa República parlamentar, aqueles que formarão governo. O Chefe de Estado, seja Rei ou presidente, é o símbolo de unidade nacional, aquele que garante o cumprimento da constituição dando credibilidade ao funcionamento da legislação nas suas variadas vertentes, zelando ainda pelo equilíbrio e estabilidade. E é precisamente aqui que existe a maior diferença. Um presidente que dependeu duma vontade organizada, onde se incluem partidos políticos para a conquista dum lugar a prazo, estará fragilizado durante o mandato, apresentando inúmeras desvantagens comparativamente a um Rei, que é símbolo de união e representante de todos portugueses por igual, e a partir do momento em que dá início ao exercício do cargo, será até à morte, o que numa situação normal corresponde a décadas, daí a naturalidade e facilidade de desempenho de tão exigentes funções para as quais se foi preparando ao longo de toda a sua vida. Contudo, reparamos que hoje todas as nações europeias que não cometeram o mesmo erro, são muito mais justas e desenvolvidas que Portugal, desvantagem essa que não se verificava durante os primeiros oito séculos da nossa história. Coincidência? Obviamente que não, a causa desta doentia desportugalidade, é sem dúvida a república. E se está identificado o culpado, porquê tanta hesitação na reposição da linha do progresso e da recuperação da nossa identidade? Nunca como hoje fez tanto sentido pensar nisto. A nossa Bandeira, a Bandeira de Portugal ainda pode voltar a ser motivo de orgulho para todos nós. Portugal foi roubado aos Portugueses, e passado um século é mais que tempo de o recuperar. Não tenhamos dúvidas, o rumo do progresso passa pela Restauração da Monarquia.

Termino com um excerto da mensagem, proferida pelo grande Rei que não reinou, Dom Duarte Nuno de Bragança, na Embaixada portuguesa em Berna no dia do nascimento de Dom Duarte Pio, que por sua vez é pai do actual Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria, o Futuro Rei de Portugal.

De todos vós, sou o único a quem as circunstâncias não permitem viver nessa terra bendita que meus Avós tanto dilataram. Quero-lhe, porém, dobradamente e ao seu Povo, na saudade constante a que a separação me força. O vosso coração deve compreender isto. E compreender também que, quanto tenho sofrido no exílio, só me faz desejar que nenhum de vós o sofra.
Unamo-nos todos. Temos de favorecer a harmonia, a ordem de que a Nação precisa. Mas igualmente vos digo que não renuncio nem fujo a nenhuma das minhas responsabilidades históricas. E espero que a vossa consciência colectiva vos mostre, num profundo instinto acordado, que só na Monarquia reencontrará as garantias, direitos e liberdades derivadas dum Poder que, por ser legítimo e natural, não depende de divisões nem de egoísmos”.


( Tó de Porto d'Ave)

domingo, 9 de setembro de 2012


Seiscentos Mil Euros = nada?!!!!


Já lá vão largas semanas, folheava eu uma daquelas revistas que acompanham os jornais ao Domingo (e refiro-me a uma das que traz artigos para ler e não apenas imagens para regalar a vista!!!), e dei comigo a concordar com o cronista António Manuel Pina, que dizia que nós somos os livros que lemos mas também os que não lemos, no sentido de que se os tivéssemos lido, algo em nós teria mudado. Da mesma forma, somos também as viagens que fizemos e as que ficaram por fazer, os filmes que vimos e os que não vimos e por aí adiante.
Seguindo o mesmo raciocínio, o resultado do nosso trabalho depende do que fazemos e também do que deixamos por fazer. E é aí que quero chegar. Nas campanhas eleitorais, somos constantemente invadidos por mensagens começadas por: “eu vou fazer”, e depois, vamos avaliar o trabalho dos eleitos pelo que fizeram e, neste caso, sobretudo pelo que não fizeram. E como em tudo, é necessário tentar perceber porque raio ficaram por realizar obras que estavam planeadas e prometidas.
Aí, vou recuar à década de noventa e início do presente milénio, que recordo, era o tempo chamado das 'vacas gordas' em que de Bruxelas vinham camiões de fundos comunitários para serem distribuídos por quem tivesse mais engenho e arte para os angariar, o que não originou apenas muitas obras públicas e municipais estendidas por Portugal inteiro como fez também catapultar a construção civil, aumentando também aí de forma muito significativa as receitas das autarquias através dos impostos sobre as habitações.
Resultado desse tempo, em que a autarquia do nosso concelho era governada pelo dr. Tinoco de Faria, herdamos obras emblemáticas como aquela na serra do Carvalho, em que ninguém fica indiferente quando passa naquela zona, e nem é necessário abrir os vidros da viatura para sentir o aroma da 'Menina dos Olhos' do então presidente que a idealizou e concretizou.
Mas esse período não fica apenas marcado pela nauseabunda, perdão, aromática obra, (longe de mim querer ferir a sensibilidade de quem por ela se apaixonou) que recordo, está situada em cima das nascentes das águas que abasteciam grande parte da população do nosso conselho, inclusive a vila, e que agora nem para rega é aconselhável. Importa lembrar também a obra que não foi feita, que tal como o livro que não foi lido também a não execução da obra que devia ter sido feita,  tornou a nossa vida diferente do que seria se tivéssemos actuado doutra forma. 
E para percebermos o que devia ter sido feito e não foi, torna-se necessário fazer comparações com outros concelhos, onde alguns pontos nos saltam à vista como a rede viária e parques industriais, factores determinantes para a captação de empresas e os consequentes postos de trabalho, que originaria um acréscimo da população, logo havia mais comércio, mais riqueza e por aí adiante. E como a Póvoa não soube aproveitar as oportunidades e quando devia não deu um único passo nesse sentido, as empresas instalaram-se onde as condições eram favoráveis, e agora, com o sector industrial a atravessar um período de estagnação, as que já existem não vão mudar de local simplesmente por mudar, e novas não as há, como se sabe. Portanto, também aqui, além do que foi feito é bem visível reparar no que não foi feito no período em que não seria necessário grande engenho para dar os passos necessários, pois não é segredo para ninguém que o dinheiro dos fundos comunitários abundava e às vezes até sobrava, e era devolvido à origem devido à falta de projectos apresentados. Infelizmente, o nosso concelho foi um dos poucos que não aproveitou essas oportunidades, fruto do cruzar de braços de quem ocupava o lugar onde se exigia o dinamismo e competência que não se notou.
Mas como se não bastasse a obra que foi mal feita e a que devia ter sido feita e não foi, esse período fica ainda marcado pela obra que deixou para outros 'não' fazer, como todos devem ter conhecimento, nesta recente situação noticiada em vários órgãos de comunicação, em que um acto dessa má gestão há uma dúzia de anos, custa hoje mais de Seiscentos Mil Euros que terão que ser pagos a quem de direito, por culpa duma atitude que não foi apenas irresponsável mas também de mau gosto para a vila.
E quando um pedido de desculpas dirigido à população lesada, que somos todos nós, seria o mínimo que (ir)responsável por esse acto teria que fazer, fomos surprendidos, ou nem tanto, com afirmações desse mesmo autor que vem ainda dizer num jornal local, (supostamente a rir-se de todos nós mas isso não se vê no comunicado) que Seiscentos Mil Euros não são desculpa para fazer menos obra. Não deixa de ser estranho, vindo de quem sem a falta de verbas como esta, conseguiu 'não' fazer muita obra!!!
Não sei em que mundo vive o culpado de toda esta situação, mas no meu mundo, Seiscentos Mil Euros daria para fazer muita obra. Olhe, daria por exemplo para fazer dois sintéticos iguais ao que nessa época foi prometido por três vezes ao Grupo Desportivo Porto d'Ave, e chegou-se mesmo durante uma campanha eleitoral a 'fingir' o seu início, da mesma forma que a falta deles, dá para 'não' fazer muita obra, que espero que não seja esta, pois trata-se duma prioridade, uma vez que é imprescindível para que mais de uma centena de jovens do nosso concelho tenham condições para praticar desporto, e por outro lado possam espreitar oportunidades de progredir no mundo do futebol, como já aconteceu com mais de uma dezena de jogadores que iniciaram a formação no Porto d'Ave e vestem agora camisolas com emblemas de relevo nacional e até internacional. Além disso, deste investimento depende também a continuidade da equipa principal do Grupo Desportivo de Porto d'Ave no escalão mais alto da Associação de Futebol de Braga.
É pena que não seja apenas na Serra do Carvalho que nauseabundam recordações dum período em que a Póvoa não cresceu por culpa da inoperância e mesmo desinteresse de quem a geria. É que além do 'aroma' que nos deixou, o ex-presidente Tinoco de Faria deverá ser também recordado por tudo que devia ter feito e não fez, e também por aquilo que deixou para outros não fazer, por terem que pagar os erros da sua falta de aptidão para o exercício das funções que lhe foram confiadas.

ass. (eu)

sábado, 8 de setembro de 2012


" Se o homem perceber  que é desumano obedecer a leis que são injustas,  a tirania de nenhum homem o escravizará".  
(Mahatma Gandhi)


Encontrei as informações que se seguem, e confesso que nunca imaginei ser possível haver tanta falta de vergonha e de escrúpulos.

Sei que não parece, mas os valores que se seguem, eram recentemente salários mensais!!!! pagos com os nossos impostos. 
Por mim, estou disponível para acabar com todos os ladrões. Que legitimidade tem um governante para fingir indignação perante um assalto a uma gazolineira ou a uma ourivesaria, se eles são maiores ladrões que qualquer outro. Sim, ladrões, não existe outra palavra, o 25 de Abril foi uma Fábrica de Ladrões.

-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros
-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros
-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros
-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros
-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros
-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros
-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros
-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros
-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros
-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, ex-chefe de gabinete de Sócrates,224.000 Euros
-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros
-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros
-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros
-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros
-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros
-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros
-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros
-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros
-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros
-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... Vilanagem É um fartar enfim! E pedem contenção!!
Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 € para passar férias ou fazer compras de Natal''.
E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política .. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.

E agora, vamos continuar quietos e calados!!!???