quinta-feira, 26 de maio de 2011

In Memoriam António de Moura Vieira


António Moura Vieira, ou ‘Toninho’, como era tratado pelos amigos de sempre, era um Homem duma simplicidade pouco vulgar, quando falamos de alguém para quem o planeta era uma aldeia, com registos do seu empreendedorismo notados em vários continentes. Uma viagem à China ou aos Estados Unidos era abordada por ele, como ir a Coimbra ou Lisboa. No entanto, ir escolher o peixe para o almoço, como o acompanhei algumas vezes no mercado de Caminha, ou juntar a família e alguns amigos para engarrafar o vinho da sua quinta, eram tarefas, entre outras, das quais não abdicava. Gostava de ter a família e os amigos junto de si nas mais pequenas coisas (para ele eram grandes) e recebê-los na sua ‘mesa grande’, onde o presunto e o queijo tinham lugar cativo. As cadeiras eram preenchidas por ordem de chegada; junto a si, tanto ficava o trabalhador que tinha acabado de fazer a poda na vinha, como aquele que ocupava o mais alto lugar na sociedade. Nem se agigantava perante uns, nem se encolhia perante outros. Media as pessoas pela essência e sabia com exactidão o significado da palavra “Amigo”, que cultivava como ninguém. Tinha um sentido de humor muito próprio e gostava de pregar algumas partidas, deixando-nos embaraçados durante alguns segundos. Era uma pessoa alegre e bonita. Adorava crianças, tinha mãos e braços enormes para dar e para abraçar. Tinha cabelo da cor de prata, mas o coração era d’ouro. Teimava em não ser notado, mas brilhava... como brilhava!!! Este Homem, era o meu Padrinho.

Um Grande Homem

"Quem faz jus ao título de "grande homem"?
Não sei...
O homem inteligente?
Não basta ter inteligência para ser grande...
O homem poderoso?
Há poderosos mesquinhos...
O homem religioso?
Não basta qualquer forma de religião...Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e muita religiosidade - e nem por isso são grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a verdadeira liberdade de espírito...
Pode ser que as suas boas qualidades não tenham essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes.
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada de um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.
O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe génio...
É poderoso - mas não ostenta poder...
Socorre a todos - sem precipitação...
É puro - mas não vocifera contra os impuros...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido...
Domina - mas sem insolência...
É humilde - mas sem servilismo...
Fala a grandes distâncias - sem gritar...
Ama - sem se oferecer...
Faz bem a todos - antes que se perceba...
"Não quebra a cana fendida, nem apaga a mecha fumegante
- nem se ouve o seu
clamor nas ruas..."
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém...
Abre largos espaços - sem arrombar portas...
Entra no coração humano - sem saber como...
Tudo isso faz o grande homem, porque é como o Sol - esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor.."

(Huberto Rohden)

sábado, 21 de maio de 2011

Resultado Injusto no Adeus à Época 2010/2011

Terminou a época 2010/2011, e na última jornada do campeonato estava reservado para o nosso Parque de Jogos uma partida que opunha Porto d’Ave e Arões, dois velhos rivais que mais uma vez realizaram uma excelente época. Também a aproximação na tabela classificativa, apenas dois pontos de diferença com vantagem para o nosso adversário de hoje, justificava a adesão de muitos adeptos de ambos os emblemas, mas ao contrário do que seria de esperar, a nossa bancada não ficou preenchida como é habitual, e foi com surpresa constatar o desinteresse num desafio que podia terminar com as posições destas duas equipas invertidas, ainda com a possibilidade do Porto d’Ave poder alcançar o quarto lugar, o que significaria a melhor classificação de sempre do nosso clube na mais alta divisão de futebol distrital.

Os nossos jogadores, embora estivessem dependentes de resultados de jogos que estavam a ser disputados à mesma hora noutros recintos, sabiam que podiam fazer história se conseguissem arrecadar os três pontos em disputa, e além disso queriam deixar uma vitória gravada na memória dos adeptos no jogo da despedida da época 2010/2011, e por isso equiparam-se de Vontade de Vencer e remaram de forma incansável durante noventa minutos.

Mas pela frente estava outra grande equipa, que já na época passada disputou a subida de divisão até à última jornada, e agora, embora retirada da possibilidade da promoção, mais uma vez queria repetir a proeza de alcançar o terceiro lugar do pódio. A grande exibição e a consequente vitória do Porto d’Ave no jogo da primeira volta, estava ainda bem presente na memória destes jogadores, que por um lado se mostravam apreensivos com a possibilidade de se repetir a mesma tendência, e por outro queriam apagar a má imagem dessa partida e dar uma resposta vencedora.

Desta forma, aquele que muitos consideravam ser apenas uma partida para cumprir calendário, veio a tornar-se num grande jogo de futebol, como podem testemunhar as poucas dezenas de pessoas que marcaram presença na nossa bancada, e desde o primeiro minuto que assistimos a duas equipas do pelotão da frente da tabela classificativa a correr com o objectivo de ouvir o último apito da época com os três pontos na bagagem, com o Porto d'Ave a assumir esse propósito com maior nitidez. Mas só podia haver um vencedor, e apesar dos nossos jogadores voltarem a realizar uma grande exibição, essa não ficou traduzida no resultado final, e foi com uma enorme injustiça que o Porto d’Ave terminou a época com o amargo sabor da derrota.

Mas se a falta de sorte faz parte do futebol, já a inclinação do campo provocada por um apito e duas bandeirolas é mais difícil de aceitar, e esse factor foi ainda mais determinante que a ineficácia dos nossos jogadores no momento da finalização, contribuindo claramente para o resultado final. Mas a culpa não é apenas deste trio, mas também de quem nomeou para esta partida uma equipa de arbitragem de quem se conhecem afirmações que dizem nitidamente que querem prejudicar o Porto d'Ave (o termo proferido pelo sujeito não foi bem este, mas o blogue tem regras relativamente ao vocabulário). Quem nos coloca gente desta no caminho é conhecedor destas tristes afirmações, e lá saberá com que intenção o faz.

Relativamente à prestação das duas equipas, a primeira oportunidade pertenceu ao Arões, quando estavam dez minutos decorridos, através dum cruzamento rasteiro que levava muito perigo à baliza de Abreu, mas a classe e experiência de Castelar impediu o adversário de interceptar a bola, que acaba por sair pela linha de cabeceira . A partir daqui só deu Porto d’Ave com o maior sinal de perigo a surgir na sequência duma grande jogada entre Leandro e Pimenta que acaba com o primeiro a ser derrubado dentro da área, com o penalty a ser prontamente assinalado, mas o fiscal de linha recua na decisão inicial e transforma o castigo máximo que antes não teve dúvidas num livre em cima da linha. Mesmo assim a ameaça de golo era eminente, mas desta vez a bola passa sobre a barra depois de sair do pé esquerdo de Pimenta.

Logo de seguida o Porto d’Ave beneficia dum canto apontado por Zé Beto, e o guardião Paulo Jorge desvia da zona de perigo com muita dificuldade. Aos vinte minutos foi a vez de Pimenta ameaçar a mesma baliza ao tentar enviar a bola para o fundo das redes através dum canto directo, mas apenas ganha a repetição do lance. Desta vez, a bola é cruzada para a cabeça de Neves, que também já nos habituou a marcar golos assim, mas desta vez envia à barra.

O perigo morava junto à baliza do Arões, e com metade da primeira parte decorrida já eram incontáveis as oportunidades desperdiçadas pelos nossos jogadores, e o golo voltou a estar perto através duma grande jogada de Zé Beto, que depois de ultrapassar o guardião não consegue servir Pimenta que se preparava para fazer mais um golo no campeonato, mas a bola é desviada por um defesa para canto. Deste lance, o sufoco voltava a instalar-se na defesa do Arões, mas mais uma vez a sorte a proteger os forasteiros.

Estava já meia hora jogada quando surge mais uma grande situação, com Pimenta a não aproveitar um cruzamento tirado a régua e esquadro por Leandro, e cabeceia ligeiramente ao lado do poste. As oportunidades para marcar não tinham descanso naquela baliza, mas a bola teima em escolher outro caminho desviando-se sempre do fundo das redes.

E mais uma vez o velho ditado a fazer-se valer, e quem não marca acaba por sofrer, e em cima do intervalo a equipa de Arões coloca-se em vantagem com um golo obtido na sequência duma jogada em que a bandeirola do fiscal de linha fica por levantar, quando o autor do golo estava claramente em posição ilegal no momento em que foi feito o passe. Uma injustiça e não só, a colocar o nosso adversário em vantagem antes do chá.

No regresso dos balneários, o ascendente do Porto d’Ave continuava a fazer-se notar e adivinhava-se a reviravolta no resultado, tal era a superioridade demonstrada pelos nossos jogadores dentro das quatro linhas. Aos dez minutos deste período, o guardião Paulo Jorge tem dificuldade em dois cantos seguidos para afastar a bola da sua baliza. Passados três minutos, Leandro, (que realizou uma grande partida tal como tinha feito na primeira volta no recinto deste adversário), ganha um canto com um remate pelo lado esquerdo e na conversão do lance, a cabeça de Pimenta volta a não conseguir acertar na baliza, quando mais uma vez a bancada se preparava para festejar.

Mas a falta de pontaria do nosso goleador terminou ao minuto dezoito, quando novamente de cabeça consegue enviar a bola para o fundo das redes, mas mais uma vez assistimos a um atropelo das regras de futebol, e de forma incrível, o mesmo fiscal de linha que tinha validado um golo à margem das regras na primeira parte, agora dava mais uma clara demonstração de estar ali para prejudicar o Porto d'Ave e inventa uma posição irregular a Pimenta, anulando-lhe o décimo sexto golo do campeonato.

Apesar das adversidades, a nossa equipa não baixava os braços, e só a meio da segunda parte é que o perigo chegou perto da baliza de Abreu, num lance de contra-ataque resolvido com alguma dificuldade. O Porto d’Ave não desistia de procurar outro resultado, e os argumentos que apresentava dentro das quatro linhas permitiam-nos acreditar que o desfecho ainda fosse o da vitória, mas a partir daqui, os nossos jogadores iam perdendo alguma serenidade jogando mais com o coração, e mesmo assim as oportunidades para marcar continuavam a surgir, mas a bola teimava em não entrar. E tal como na primeira parte também aqui, com o tempo a esgotar-se, foi a equipa de Arões que mais uma vez contra a corrente do jogo e num lance de contra-ataque, conseguiu marcar e ampliar para dois a zero, e pouco mais havia a fazer.

Mas logo de seguida, já em cima do minuto noventa, o Porto d’Ave ainda reduziu através de Carlinhos, que se estreou a marcar com a camisola do Porto d’Ave e reacende a luta pelo menos pela divisão de pontos. Mas perante o cenário da margem mínima, o árbitro da partida manda levantar a placa de descontos assinalando três minutos, isto depois de terem sido efectuadas seis substituições na segunda parte além das entradas de ambos massagistas em campo. Até ao apito final não se verificaram mais alterações no placar, e o Porto d’Ave perde uma partida em que foi claramente superior ao adversário.

A época 2010/2011 chegava ao fim, e, apesar da derrota na última jornada, o nome do Porto d’Ave ocupa um lugar na primeira metade da tabela classificativa pela terceira vez consecutiva, igualando a sétima posição obtida na época anterior. Isso é o reflexo de muito trabalho e dedicação dum vasto grupo de pessoas que partilham as mais distintas tarefas. Cada um cumpriu a sua missão com maior ou menor empenhamento e produtividade, e não temos dúvidas em reconhecer como muito positivo o resultado final. Estão de parabéns todos que trabalharam para que mais uma vez o Grande Nome do Porto d’Ave saísse dignificado. Muito Obrigado a todos.

Mas importa destacar um factor que foi determinante para a forma brilhante que se reconhece em todo este percurso. Refiro-me aos dezanove golos apontados durante a época pelo jogador que vestia a Camisola Axadrezada com o número vinte nas costas, de seu nome, Fábio Pimenta. As vitórias nos recintos do Nine, Torcatense, Pevidém e Louro com um golo solitário deste jogador são apenas um exemplo do contributo que ele teve não só pela sua veia goleadora mas também cirúrgica, atendendo ao momento em que enviava a bola para o fundo das redes.Já das três vezes que conseguiu bisar numa partida para o campeonato, sempre no nosso recinto, apenas por uma vez a vitória foi alcançada, no jogo em que defrontamos o Terras de Bouro, e também aqui pela margem mínima. Nas outras duas obtivemos um empate a três bolas com o Louro e uma derrota contra o Marinhas. A estes números, podemos ainda juntar três golos incompreensivelmente anulados, um de livre no recinto do Santa Eulália e dois de cabeça contra o Arões, um em cada partida. No conjunto das duas competições, Campeonato e Taça da Associação de Futebol de Braga, defrontamos dezasseis adversários e apenas as redes da baliza de Polvoreira, Ronfe e Forjães não foram visitadas por uma bola enviada por este goleador. Também o Arões quererá reclamar um lugar entre estes, mas a verdade é que o Pimenta apontou golos a este adversário e não tem culpa que fossem deturpadas as regras de futebol. Os números não mentem, e há muito tempo que um resultado duma época do Porto d’Ave não dependia tanto da produtividade dum jogador. Parabéns Pimenta, essa "camisola fica-te a matar". Muito obrigado por seres do Porto d’Ave.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave *** Arões S. C.
Sábado, 21 de Maio, pelas 16.00 horas
No nosso Parque de Jogos

Portodavenses, no próximo sábado vai haver muito mais que um jogo de futebol no nosso Parque de Jogos. Trata-se da última jornada do campeonato, e os nossos jogadores merecem que a bancada esteja repleta de adeptos, e também eles tudo irão fazer para nos oferecer uma vitória na despedida da época 2010/2011. O Porto d'Ave somos todos nós, e ninguém está fora da convocatória para esta partida. Força Porto d'Ave.

domingo, 15 de maio de 2011

Grande Espectáculo de Futebol em Ronfe

O Porto d’Ave deslocou-se Ronfe para defrontar a equipa local, numa altura em que já se avista o final do campeonato. O terceiro lugar do pódio estava ainda no nosso horizonte, e para alcançar esse objectivo era importante vencer esta partida e os nossos jogadores não pouparam esforços para o conseguir, e entraram tão concentrados no rectângulo de jogo que nem reconheceram os seus próprios adeptos, dirigindo-se apenas aos adversários para os saudar. Mas não se adivinhava fácil a tarefa de pontuar nesta deslocação, porque pela frente estava outra grande equipa que também tem vindo a fazer um excelente campeonato, e partia para esta partida com uma inferioridade de apenas um ponto relativamente ao Porto d’Ave, podendo por isso inverter as posições da tabela classificativa.

Com dois emblemas que ombreiam de forma equilibrada pela quarta época consecutiva e nas três anteriores tinham dividido os pontos por igual no conjunto dos dois confrontos, adivinhava-se mais uma grande partida de futebol, e por isso não foi com espanto verificar que as bancadas deste magnífico estádio se fizeram pequenas para tanto público, notando-se a presença de muitos adeptos do Porto d’Ave, que não quiseram deixar de acompanhar a equipa na última deslocação da época 2010/2011.

Mas o espectáculo da tarde de hoje não se reduzia a futebol, e antes da partida começar já um grupo de bailarinas brilhavam naquele recinto e aqueciam ainda mais a tarde com coreografias ao som da música no círculo do centro do campo, espectáculo que pudemos desfrutar novamente no intervalo do jogo. E para atenuar o calor que transbordava dentro do campo, o sistema de regra deu uma ajuda e não se limitava a molhar o sintético, oferecendo também umas boas chuveiradas para a bancada refrescando também o público que bem precisava nesta altura.

Relativamente à partida, tal como se esperava foi um grande espectáculo de futebol, com duas as equipas a procurar o golo desde o apito inicial, e desta forma assistimos a inúmeras oportunidades para ambos os lados. A primeira coube à equipa da casa através dum livre que parecia inofensivo, em que Abreu muito atento teve que se aplicar e desvia a bola para canto numa defesa apertada em que fica ligeiramente lesionado mas apto para continuar a partida. Estavam nesta altura dez minutos decorridos e a resposta veio logo de seguida com Pimenta a introduzir a bola na baliza adversária, mas o golo foi anulado por suposto fora de jogo, um lance que deixou muitas dúvidas.

Ao minuto vinte, Mota não consegue finalizar da melhor forma uma excelente jogada colectiva e remata por cima da barra. Pimenta voltou a estar perto de marcar num lance em que mesmo tenta desviar a bola ao guardião, mas sai pela linha de cabeceira. A equipa da casa respondeu logo de seguida com uma jogada de perigo resolvida por Leandro para canto, e o Porto d’Ave volta a enviar o perigo para o outro lado num lance que acaba com Pimenta a ser derrubado numa zona mesmo à medida do seu próprio pé esquerdo, mas em vez do livre que toda a gente viu, levou amarelo e o árbitro mais uma vez assobiado.

Abreu teve duas grandes intervenções à passagem da meia hora, e mais uma vez a resposta do Porto d’Ave a ser imediata e a levar muito perigo à outra baliza, com Freitas a rematar sem daixar cair a bola, mas o golo foi evitado por um defesa que teve o "azar" de estar na rota do golo e fica lesionado, tal era a potência que a bola levava. Minuto seguinte Zé Beto faz uma grande jogada pelo lado esquerdo a cruza para Pimenta, mas o cabeceamento do nosso goleador sai ao lado mesmo junto ao poste, quando os adeptos do Porto d’Ave já gritavam golo. Antes do intervalo o perigo ainda rondou por duas vezes a baliza do Ronfe. Primeiro Mota quase aproveita uma bola numa altura em que o guardião Michael andava à deriva e de seguida Pimenta depois de correr com a bola para o lado esquerdo tenta a sorte ainda de longe, mas o remate não saiu com a direcção desejada.

A segunda parte começou com as badaladas do som de finados vindos duma torre junto ao campo, mas isso não tirou fulgor a nenhuma das equipas que mantiveram o mesmo ritmo, e o guardião Abreu foi chamado a intervir logo no primeiro minuto, desviando uma bola cruzada que levava muito perigo. E ainda não estavam decorridos dez minutos quando o fiscal de linha que acompanhava o ataque do Porto d’Ave arranca a primeira grande gargalhada da tarde ao descortinar um fora de jogo completamente anedótico ao nosso médio (médio em termos posicionais, como jogador é de elevada categoria) Raul.

Estavam vinte e cinco minutos decorridos deste período quando o golo esteve mais perto de entrar na baliza do Ronfe. Zé Beto, junto aos adeptos do Porto d’Ave aponta um livre para a linha da pequena área e Pesca faz o desvio de cabeça e vê a bola a bater no poste. A equipa do Ronfe reagiu neste lance e também a nossa defesa esteve em apuros no minuto seguinte, numa jogada em que a bola acaba por sair pela linha de cabeceira e o nosso adversário ganha um canto.

Ao minuto trinta e três assistimos a mais um grande atropelo das regras de futebol com o mesmo fiscal de linha a ser novamente protagonista duma monumental “palhaçada” (não me ocorre outro termo) e volta a inventar um fora de jogo, desta vez a Bife, que partia isolado para a baliza com a bola dominada. Um lance que deixou estupefactos todos adeptos, e enquanto na bancada do Porto d’Ave os protestos eram em tom de revolta, já os afectos á equipa da casa davam grandes gargalhadas, e não hesitaram em concordar com a nossa posição dada a evidência daquele erro escandaloso.

Faltavam jogar quinze minutos e nem uma nem outra equipa desistia da vitória, mas a partir daqui foi na nossa baliza que o perigo rondou mais vezes com o guardião Abreu a ser protagonista de duas grandes intervenções desviando a bola para canto. Mas um balde de água fria estava guardado, e quando já se jogavam os quatro minutos de descontos, vimos o nosso guardião a voar, mas nada podia fazer para evitar o golo, e a bola acaba no fundo das redes, e eram os jogadores e adeptos da casa que faziam a festa. Desta forma cumpriu-se a tradição de dividir os pontos em disputa com este adversário no conjunto das duas partidas.

Quanto ao trabalho da equipa de arbitragem, não sei se foi pelo espectáculo proporcionado pelas bailarinas, ou se por causa do calor que se fazia sentir tivessem abundado os líquidos ao almoço, mas ficou demonstrado com evidência que não sabiam o que estavam a fazer. Este jogo merecia um trio de arbitragem no mínimo normal, e este esteve muito longe de se aproximar desses valores, e se não fossem estes três "cromos" que foram enviados para esta partida o resultado seria certamente diferente. Mas foi assim que se passou, e os nossos jogadores apesar da grande exibição que realizaram, abandonaram as quatro linhas com uma injusta derrota.

No próximo sábado recebemos outro velho rival, o Arões, no jogo que marca a despedida da época 2010/2011. A tabela classificativa ainda poderá sofrer muitas alterações e o quarto lugar é agora o objectivo a ser alcançado, o que significaria a melhor classificação de sempre nesta divisão. Para isso o Porto d’Ave terá que vencer este adversário pela segunda vez no presente campeonato. Recordo que no jogo da primeira volta, o Porto d’Ave realizou aquela que foi para mim a melhor exibição da época, deixando tanto os jogadores como os adeptos do Arões com os olhos em bico rendidos a um grande banho de futebol, e a vitória só não foi ainda mais folgada porque a equipa da casa não foi o único adversário que os nossos jogadores tiveram pela frente.

Portodavenses, no próximo sábado o apoio dos adeptos não poderá faltar para ajudar a nossa equipa a somar mais três pontos que poderão ser muito importantes na história do nosso clube. Ficar em quarto ou em oitavo é igual em termos práticos, mas é muito diferente no orgulho Portodavense e também para que o estatuto de Clube de Divisão de Honra fique ainda mais cimentado. Uma vitória no jogo que encerra a época é também uma recordação que os nossos jogadores vão querer deixar gravada na nossa memória. Mas é também dever de todos que fazem parte da grande Família Portodavense marcar presença na bancada do nosso Parque de Jogos, para nos despedirmos e agradecer a esta equipa pela forma como estão a elevar o emblema do Porto d’Ave. Por isso faço um apelo: No próximo sábado vamos pintar a nossa bancada preto e branco e gritar bem alto o nome do Porto d’Ave.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
Desportivo de Ronfe *** G. D. Porto d'Ave
Domingo, 15 de Maio pelas 16.00 horas
No Estádio de Ronfe

domingo, 8 de maio de 2011

Bis de Pimenta não chegou

No Parque de Jogos do Grupo Desportivo de Porto d’Ave a nossa equipa teve como adversário na tarde de hoje o Marinhas, um clube que não chegou a ganhar raízes no futebol distrital, e depois de ter sido despromovido na época passada já carimbou o passaporte de regresso ás competições nacionais, estando agora a disputar o título de campeão da Divisão de Honra numa luta renhida com o Vilaverdense.

É reconhecido o valor deste adversário, mas nas anteriores dez jornadas, apenas por uma vez os nossos jogadores ouviram o som do apito final duma partida com o sabor amargo da derrota, o que demonstra também a qualidade da nossa equipa, e importa ainda lembrar que se não fosse um período menos conseguido pelo meio da primeira volta, o nome do Porto d’Ave estaria nesta altura na luta por outros objectivos ombreando com os dois emblemas já promovidos.

Com uma equipa a lutar pelo titulo de campeão e outra por um lugar no pódio da tabela classificativa, adivinhava-se uma grande partida de futebol, e as bancadas vestiram-se não só de adeptos de ambos os emblemas mas também de muitos aficionados pela modalidade e era ainda bem visível a presença de alguns “olheiros” a quem o eco das exibições dos jogadores do Porto d’Ave não tem passado despercebido. Com isto, temos razões para nos sentirmos orgulhosos e ao mesmo tempo cautelosos, e tomar quanto antes as decisões mais importantes e que não tem necessidade de ser adiadas para mais tarde, com o risco de ser para mais “nunca”.

Relativamente à partida, assistimos a uma primeira parte muito conturbada com dois golos para cada lado, dois jogadores do Porto d’Ave violentamente agredidos e ambas equipas ficaram reduzidas a dez unidades, num lance em que Peixoto é expulso juntamente com o adversário autor duma conduta anti-desportiva e inaceitável, tento em conta a violência do golpe do jogador do Marinhas que utilizou uma técnica que até já foi proibida em Hollywood nos filmes para menores de dezoito anos.

Quanto aos golos, a equipa do Marinhas foi a primeira a festejar quando estavam doze minutos jogados, através dum livre enviado para a baliza de Pedro, num remate tirado ao milímetro a sobrevoar o nosso guardião e a cair no fundo das redes.

A igualdade surgiu logo de seguida através dum penalty em que um defesa do Marinhas faz de guardião evitando o golo com as mãos, e contra a regras mais básicas de futebol não é admoestado com a cartolina vermelha como se exigia. O castigo máximo foi apontado por Pimenta que, sem surpresas, não perdoou e iguala a partida.

Ao minuto vinte e dois o Porto d’Ave dispôs de duas grandes oportunidades para se colocar em vantagem. Primeiro foi Cabreira, que perto da linha de cabeceira tenta surpreender o guardião enfiar a bola entre ele e o poste obrigando a uma grande defesa para canto. Logo de seguida Peixoto de cabeça ainda vê a bola bater no ferro da baliza.

Ao minuto vinte e cinco o Marinhas volta a colocar-se em vantagem num lance em que a comunicação entre a defesa e o guardião Pedro não funcionou, mas a desvantagem voltou a ser desfeita de imediato mais uma vez através Pimenta, que de cabeça bisa na partida e volta a igualar o placar, anulando o erro antes cometido no sector defensivo a quem dedicou o golo.

Com meia hora jogada o perigo volta a rondar a baliza de Pedro que vê a bola bater na barra após a conversão dum livre que só o árbitro da partida viu. Também aqui a resposta do Porto d’Ave não se fez esperar, numa jogada em que Zé Beto assusta a defensiva adversária, mas não consegue o remate.

E a partir daqui acabaram as oportunidades de golo e começaram as agressões por parte dos jogadores do Marinhas. A primeira vítima foi o autor dos dois golos do Porto d’Ave, Pimenta, e para espanto de todos nada é assinalado e o autor desta atitude continua dentro das quatro linhas. De seguida o alvo foi Peixoto, na mesma zona (desconheço se existe ali alguma placa a dizer : "Zona das Agressões") e aqui já houve lugar a expulsão, mas mais uma vez as regras foram escandalosamente adulteradas, com agressor e agredido a receberem ambos o mesmo castigo, enfim.

No regresso dos balneários os nossos jogadores entraram determinados a vencer a partida e aos cinco minutos criam a primeira oportunidade através de Cabreira, e num lance idêntico ao da primeira parte consegue ganhar mais uma canto. Na conversão deste canto, Pesca de cabeça obriga a uma defesa apertada e a bola volta a sair pela linha de cabeceira. Aos doze minutos o golo voltou a espreitar a baliza do Marinhas numa jogada em que Pesca faz de Messi e obriga a uma grande defesa depois de correr mais de sessenta metros com a bola nos pés.

O hactrick esteve nos pés de Pimenta ao minuto vinte, mas a bandeirola do fiscal de linha é indevidamente levantada quando o jogador corria isolado com o golo no horizonte, e desta forma o Porto d’Ave foi impedido de se colocar em vantagem por culpa de mais um erro inadmissível dum dos elementos do trio de arbitragem, que acaba por ter clara influência no resultado final, uma vez que naquela posição o nosso goleador nunca perdoa.

O Porto d’Ave não marcava e a partir daqui também a equipa do Marinhas começa a remar na tentativa de se colocar em vantagem, mas por duas vezes o guardião Pedro negou o golo com grandes intervenções, mas quando a placa dos descontos já se preparava para ser levantada, e com o Porto d'Ave reduzido a nove jogadores uma vez que Neves tinha visto pela segunda vez a cartolina amarela (a mão leve na acção disciplinar era apenas para os forasteiros) uma grande injustiça aconteceu e a bola acaba mesmo no fundo da nossa baliza, resultado que não sofreu mais alterações, e no final eram os adeptos do Marinhas que festejavam.

Uma nota também para o sujeito que se apresentava no banco de suplentes do nosso adversário com braçadeira de treinador, que recebeu "tarde" ordem de expulsão mas recusou-se a abandonar a zona destinada exclusivamente a elementos que fazem parte da ficha do jogo (e que não foram expulsos, obviamente). Uma clara atitude de arrogância, usando e abusando das regalias que alguns clubes gozam no organismo que gere o futebol. Nada de novo, os tais dois pesos e duas medidas teimam em não desaparecer.

Desde a segunda jornada da segunda volta do campeonato, no desafio em que recebemos o actual líder, o Vilaverdense, que os nossos jogadores não perdiam uma partida no nosso recinto. Esse sabor voltou-se a sentir hoje, e a ser ainda mais amargo por se tratar duma grande injustiça, mas a derrota não impediu que no final os adeptos aplaudissem de pé e de forma ensurdecedora os nossos jogadores que realizaram mais uma grande exibição e tudo fizeram para que o desfecho fosse outro, mas se a tarefa na conquista dum resultado positivo já não era fácil tornara-se ainda mais complicada com a nossa equipa mais uma vez a terminar uma partida reduzida a nove jogadores.

No próximo Domingo o Porto d’Ave vai realizar a última partida do campeonato fora de portas. O adversário é o Desportivo de Ronfe, um emblema que nos acompanhou na subida de divisão a este escalão na época 2007/2008 e desde aí realizamos duas partidas no seu reduto, e em ambas sofremos uma derrota por duas bolas sem resposta. “Não há duas sem três”, dirá o nosso adversário. A nós, resta-nos acompanhar mais uma vez a nossa equipa, e com o nosso apoio aliado à qualidade e determinação dos nossos jogadores temos razões para acreditar: “À terceira é de vez”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave *** F. C. Marinhas
Domingo, 08 de Maio, pelas 16.00 horas
No nosso Parque de Jogos