domingo, 3 de julho de 2011

Jantar Noite Gerações

Foi sem surpresa constatar que o arranque da Romaria, com uma festa a anunciar o programa ‘Noite Gerações 2011’ foi um êxito. Um jantar bem servido acompanhado de muita animação, são as marcas que ficarão para sempre na memória de quem disse presente nesta noite no Salão Nobre da Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d’Ave.

Apesar da ausência de muitos que, por esta festa coincidir com a data do casamento do Vítor Hugo e Marisa, e também porque há mesma hora decorria um torneio de futebol no Parque de Jogos do Grupo Desportivo de Porto d’Ave, foi com enorme agrado verificar que mesmo assim houve casa cheia e quase que aquele magnifico espaço se tornava pequeno para albergar todos os convivas.

A ementa, que contou com um Rodízio de deixar água na boca preparado por uma equipa de cozinheiros, que voluntariamente deram o melhor que sabiam. Um trio que goza da fama de ser um "Bom Garfo" e também um bom "Copo" , hoje inverteram os papeis e não se amedrontaram perante as chamas, e iam colmatando o calor com muitos líquidos que ingeriam, e mesmo com o Fontanário do Chinês ali tão perto, parece que a opção não era água.

Noutra secção havia um grupo de cozinheiras que não tinham mãos a medir, e os elogios de quem desfrutava daquele maravilhoso manjar faziam eco nas seculares paredes do Salão Nobre da Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d’Ave.

Um Trio Musical, constituído por jovens da nossa terra, Margarida, Cláudio e Ricardo, deixou boquiaberta uma magnífica plateia que aplaudia deliciada com todo aquele espectáculo e também a voz de Rita Maia e Victor Macedo agigantaram a Noite Musical.


Ângela, Fernanda e Elizabete, foram três Filhas de Porto d’Ave que quiseram assinalar o seu aniversário, que coincidiu com a data do jantar. A desafinação no cantar dos parabéns estendeu-se por toda a plateia, e também este momento foi instrumento de animação nesta Grande Noite já com algum aroma a Romaria.

E o Momento Grande da Noite, chegou já juntamente com a sobremesa, e foi da voz de Pedro Pereira, um Filho desta terra, que apesar de estar a viver na Ilha da Madeira teima em ser de Porto d’Ave, e por isso marca a sua presença nestes acontecimentos com um registo que só ele sabe alcançar, e enquanto o Cartaz Noites Gerações era projectado no ecran, o apresentador num estilo "Noite dos Óscares"acrescentava ainda mais algum brilho aquilo que se espera na Grande Noite de Sexta de Romaria.

Num trajecto inverso ao do Pedro, também o Rafael, que tendo as suas raízes na Ilha da Madeira, é já presença habitual nestes acontecimentos, e este ano mais uma vez nos vai brindar com a Poncha da Madeira, uma receita trazida da Pérola do Atlântico para deliciar ainda mais a "Noite Gerações". Além da Poncha da Madeira, esta noite irá também contar com uma Barraquina de Caipirinhas, e claro está, muita cerveja. Também, caso não hajam imprevistos, o Fontanário do Chinês será incansável a brotar água, mas esperam-se poucos aficionados.

Estão de parabéns todos aqueles que organizaram e trabalharam nesta grande festa, que como as fotos documentam, foi uma noite muito bonita.





























sábado, 2 de julho de 2011

Jantar Noite Gerações


Perto da hora do jantar Noite Gerações, os preparativos já estão terminados e está garantido não só um Jantar bem servido como também muito glamour animação.

Neste momento um Trio Musical constituído por Margarida, Cláudio e Ricardo afinam as últimas notas, para que nada falhe no espectáculo musical com que nos vão brindar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Final Época 2010/2011 Escolinhas GDPA

O escalão mais jovem do Grupo Desportivos de Porto d’Ave assinalou a despedida da época 2010/2011, numa festa animada que contou com a presença de jogadores e equipa técnica e também os familiares, que se reuniram no nosso Parque de Jogos num convívio muita animado com as actividades a ser distribuídas entre os grelhadores e o recinto de jogo, onde todos puderam exibir os seus dotes. Convívio e muita alegria não faltou nesta tarde.

Enquanto o aroma que saía dos assadores e abria o apetite, os mais crescidos mostraram-se menos impacientes e lá penicavam uma rodela das iguarias, com os mais novos no ringue a fazer o que mais gostam, dar o litro atrás da bola. Quando a hora do almoço chegou, já as facas de cortar as chouriças tinham sido afiadas muitas vezes, tal era a quantidade de provadores à volta do assador. Posso testemunhar, estava uma delícia.

Depois chegou a sobremesa, não sem antes o treinador Henrique Maia ser surpreendido com uma lembrança, uma Camisola do Porto d’Ave autografada por todos elementos da equipa. O treinador agradeceu o gesto com algumas palavras, que foram interrompidas pela emoção. Foi um daqueles momentos em que o silêncio falou mais que as palavras.

Os parabéns em tom desafinado também se fizeram ouvir, porque o pai do André Vaz, jogador deste escalão, fez questão de engrandecer ainda mais a festa e trouxe o bolo de aniversário e também o champanhe.

Banquete terminado, aguardava-se o momento mais aguardado da tarde. Mães e Pais dos jogadores deste escalão, decidiram medir forças numa partida de futebol que foi disputada no rectângulo principal do no Parque de Jogos. Adivinhava-se uma partida equilibrada, com as mães a apresentarem-se com mais argumentos sobretudo na vertente técnica e táctica, enquanto os pais se faziam valer da vertente física para combater esse factor.

E com o desenrolar da partida, era evidente que o resultado seria humilhante para a equipa sem depilação, se não fosse o trio de arbitragem, que inacreditavelmente era constituído na sua totalidade por elementos do sexo masculino, e mais uma vez a verdade desportiva deixou muito a desejar no nosso Parque de Jogos. Mas a determinação das mães com o seu expoente máximo a ser notado na baliza, onde estava uma guardiã que com duas mãos cheias de grandes intervenções, onde teve que voar e rastejar para manter a baliza inviolável, deixando boquiaberta uma grande plateia enquanto o adversário ficava à beira dum ataque de nervos. Desta forma a partida terminou com um empate de Três bolas a Uma!!!, e o vencedor só foi apurado através das grandes penalidades. E foi aqui que a justiça veio ao de cima, e Contra Ventos e Marés, a superioridade das mães aliada a uma grande vontade de vencer, como ficou demonstrado no Grito de Guerra assustador, arrasou por completo os anseios dos pais, que nem com um apito aliado conseguiram levar a melhor.

Já era de esperar uma partida violenta, pois estava em jogo o esforço duma época inteira. Por isso, não foi estranho constatar gravíssimas lesões. Na equipa dos pais um elemento ficou sem uma madeixa de cabelo no peito e outro apresentava queixas num lance em que levou com um potente remate, e teve que se aninhar e respirar fundo.

Na equipa das mães, os danos são mais relevantes. Foram vistas extensões de cabelo do último grito da moda espalhadas pelo campo, e contabilizaram duas unhas partidas. Estes casos estão já no Conselho de Disciplina para serem esmiuçados.

Após o embate, a festa continuou com muita animação, com jogo da malha e outras actividades, enquanto o saca-rolhas a não poupava esforços para manter desentalados os convivas.

A equipa do Blogue deixa aqui os parabéns a todos que trabalham neste escalão, pela forma como fizeram brilhar ainda mais o Emblema do Porto d’Ave. Obrigado pelo convite que nos endereçaram para estar presentes nesta festa.

























sábado, 18 de junho de 2011

"Cartaz Noite Gerações 2011"

A Grande Romaria de Porto d'Ave está à porta, e o evento "Noite Gerações" vem sendo preparado já há alguns meses. O êxito desta iniciativa em anos anteriores não passou despercebido para ninguém, e a diversão este ano está ainda mais garantida uma vez que o evento terá lugar numa das Noites principais da festa, (Sexta de Romaria).
Para promover o espectáculo, no dia 2 de Julho vai ser realizado um Jantar no Salão Nobre da Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d'Ave, onde, entre outros motivos para estar presente, será apresentado o "Cartaz Noite Gerações 2011". Vamos todos participar nesta Festa que traz já algum aroma a Romaria.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma Voz da Nossa Terra no Parlamento

A Campanha Eleitoral das Legislativas 2011 está quase no fim, e são já ao virar da esquina as eleições mais importantes algumas vez realizadas em Portugal. Para nós, desta vez há um significado especial, porque pela primeira vez a nossa terra poderá estar representada na Assembleia da Republica. Deolinda Ferreira (Lindinha Queirós como é conhecida) tem as suas raízes em Porto d'Ave e é candidata a Deputada nas listas do CDS-PP, podendo ser a Voz de todos nós na Sala onde se tomam as mais importantes decisões.

Votar CDS-PP já fazia todo sentido, porque a Direita Cristã já tem provas dadas nas três vezes em que formou governo em coligação com o PSD, sendo que um contou também com a participação do PPM, assim como a forma responsável como sempre se situou na oposição. Porém, existem agora ainda mais razões para lhe confiar o nosso voto, não apenas ao Partido que garante a continuidade da nossa identidade e também a defesa dum Portugal mais justo e mais próspero, mas o facto podermos eleger uma Filha da Nossa Terra, é um potente motivo para ninguém ficar em casa no próximo Domingo e votar CDS-PP.

O CDS-PP sempre foi um Partido atento às novas e difíceis exigências, muitas delas fruto das transformações de fronteiras e ressurgimento de novas nações no Leste da Europa. Com estas alterações nasceram por um lado novos parceiros comerciais, mas por outro aumentou a concorrência de produtos e serviços, com a desvantagem destes países beneficiarem duma mão de obra mais qualificada e também mais barata. Para este fenómeno, o CDS-PP demonstrou estar atento com sucessivos alertas relativamente ao Tratado de Maastricht já no início da década de noventa, e hoje veio-se a confirmar que estava certo.


O CDS-PP soube-se adaptar às transformações do planeta e aos consequentes desafios daí derivados, preparando-se para novas regras de mercado por um lado, mas nunca perdeu a sua identidade, e não andou a reboque de “modernices” importadas, como o desrespeito pela Cruz de Cristo que outrora atravessou oceanos estampada nas velas das nossas embarcações na Época dos Descobrimentos, e hoje quebramos tantos valores que herdamos, como se verifica no desrespeito pela vida humana.


O CDS-PP não tem medo de chamar criminoso a um criminoso, quando a justiça portuguesa teima em não actuar, mudando tantas vezes o nome daquele que pegou numa arma e assaltou com violência física uma pessoa indefesa. Para a actual “in”justiça deste país, tratou-se duma vítima da sociedade, e a culpa é de todos nós que fazemos este mundo vil, e o lesado não passa dum dano colateral.

O CDS-PP não se coíbe de chamar preguiçoso a um jovem com saúde para trabalhar, que cede aos incentivos para optar pela vadiagem através do, tão mal distribuído, rendimento mínimo em vez dum emprego, com a vantagem de assim até poder dormir de dia e ser a tal “vítima da sociedade” em horário nocturno, estando nós ou os nossos familiares em situação de nos tornarmos o “tal dano colateral”.

O CDS-PP farta-se de dar murros na mesa, por causa de haver reformados que tem que abdicar de mais de metade dos medicamentos porque o dinheiro não chega, e assistimos e esbanjamentos de milhões ou triliões gastos em derrapagens (ainda não percebi bem o que isso é) e em indemnizações chorudas a quem tem que abandonar o “tacho” por incompetência ou mesmo prevaricação.

O CDS-PP é um partido com uma mensagem simples, e é essa mensagem que tem que chegar a cada casa, a cada pessoa. Cabe um de nós espalhar a informação das diferenças entre as diversas candidaturas e a importância do CDS-PP estar solidamente representado no próximo governo.

É importante votar bem, por isso vamos votar na nossa terra, vamos votar Lindinha Queirós, vamos votar CDS-PP.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

In Memoriam António de Moura Vieira


António Moura Vieira, ou ‘Toninho’, como era tratado pelos amigos de sempre, era um Homem duma simplicidade pouco vulgar, quando falamos de alguém para quem o planeta era uma aldeia, com registos do seu empreendedorismo notados em vários continentes. Uma viagem à China ou aos Estados Unidos era abordada por ele, como ir a Coimbra ou Lisboa. No entanto, ir escolher o peixe para o almoço, como o acompanhei algumas vezes no mercado de Caminha, ou juntar a família e alguns amigos para engarrafar o vinho da sua quinta, eram tarefas, entre outras, das quais não abdicava. Gostava de ter a família e os amigos junto de si nas mais pequenas coisas (para ele eram grandes) e recebê-los na sua ‘mesa grande’, onde o presunto e o queijo tinham lugar cativo. As cadeiras eram preenchidas por ordem de chegada; junto a si, tanto ficava o trabalhador que tinha acabado de fazer a poda na vinha, como aquele que ocupava o mais alto lugar na sociedade. Nem se agigantava perante uns, nem se encolhia perante outros. Media as pessoas pela essência e sabia com exactidão o significado da palavra “Amigo”, que cultivava como ninguém. Tinha um sentido de humor muito próprio e gostava de pregar algumas partidas, deixando-nos embaraçados durante alguns segundos. Era uma pessoa alegre e bonita. Adorava crianças, tinha mãos e braços enormes para dar e para abraçar. Tinha cabelo da cor de prata, mas o coração era d’ouro. Teimava em não ser notado, mas brilhava... como brilhava!!! Este Homem, era o meu Padrinho.

Um Grande Homem

"Quem faz jus ao título de "grande homem"?
Não sei...
O homem inteligente?
Não basta ter inteligência para ser grande...
O homem poderoso?
Há poderosos mesquinhos...
O homem religioso?
Não basta qualquer forma de religião...Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e muita religiosidade - e nem por isso são grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a verdadeira liberdade de espírito...
Pode ser que as suas boas qualidades não tenham essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes.
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada de um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.
O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe génio...
É poderoso - mas não ostenta poder...
Socorre a todos - sem precipitação...
É puro - mas não vocifera contra os impuros...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido...
Domina - mas sem insolência...
É humilde - mas sem servilismo...
Fala a grandes distâncias - sem gritar...
Ama - sem se oferecer...
Faz bem a todos - antes que se perceba...
"Não quebra a cana fendida, nem apaga a mecha fumegante
- nem se ouve o seu
clamor nas ruas..."
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém...
Abre largos espaços - sem arrombar portas...
Entra no coração humano - sem saber como...
Tudo isso faz o grande homem, porque é como o Sol - esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor.."

(Huberto Rohden)