sábado, 2 de julho de 2011

Jantar Noite Gerações


Perto da hora do jantar Noite Gerações, os preparativos já estão terminados e está garantido não só um Jantar bem servido como também muito glamour animação.

Neste momento um Trio Musical constituído por Margarida, Cláudio e Ricardo afinam as últimas notas, para que nada falhe no espectáculo musical com que nos vão brindar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Final Época 2010/2011 Escolinhas GDPA

O escalão mais jovem do Grupo Desportivos de Porto d’Ave assinalou a despedida da época 2010/2011, numa festa animada que contou com a presença de jogadores e equipa técnica e também os familiares, que se reuniram no nosso Parque de Jogos num convívio muita animado com as actividades a ser distribuídas entre os grelhadores e o recinto de jogo, onde todos puderam exibir os seus dotes. Convívio e muita alegria não faltou nesta tarde.

Enquanto o aroma que saía dos assadores e abria o apetite, os mais crescidos mostraram-se menos impacientes e lá penicavam uma rodela das iguarias, com os mais novos no ringue a fazer o que mais gostam, dar o litro atrás da bola. Quando a hora do almoço chegou, já as facas de cortar as chouriças tinham sido afiadas muitas vezes, tal era a quantidade de provadores à volta do assador. Posso testemunhar, estava uma delícia.

Depois chegou a sobremesa, não sem antes o treinador Henrique Maia ser surpreendido com uma lembrança, uma Camisola do Porto d’Ave autografada por todos elementos da equipa. O treinador agradeceu o gesto com algumas palavras, que foram interrompidas pela emoção. Foi um daqueles momentos em que o silêncio falou mais que as palavras.

Os parabéns em tom desafinado também se fizeram ouvir, porque o pai do André Vaz, jogador deste escalão, fez questão de engrandecer ainda mais a festa e trouxe o bolo de aniversário e também o champanhe.

Banquete terminado, aguardava-se o momento mais aguardado da tarde. Mães e Pais dos jogadores deste escalão, decidiram medir forças numa partida de futebol que foi disputada no rectângulo principal do no Parque de Jogos. Adivinhava-se uma partida equilibrada, com as mães a apresentarem-se com mais argumentos sobretudo na vertente técnica e táctica, enquanto os pais se faziam valer da vertente física para combater esse factor.

E com o desenrolar da partida, era evidente que o resultado seria humilhante para a equipa sem depilação, se não fosse o trio de arbitragem, que inacreditavelmente era constituído na sua totalidade por elementos do sexo masculino, e mais uma vez a verdade desportiva deixou muito a desejar no nosso Parque de Jogos. Mas a determinação das mães com o seu expoente máximo a ser notado na baliza, onde estava uma guardiã que com duas mãos cheias de grandes intervenções, onde teve que voar e rastejar para manter a baliza inviolável, deixando boquiaberta uma grande plateia enquanto o adversário ficava à beira dum ataque de nervos. Desta forma a partida terminou com um empate de Três bolas a Uma!!!, e o vencedor só foi apurado através das grandes penalidades. E foi aqui que a justiça veio ao de cima, e Contra Ventos e Marés, a superioridade das mães aliada a uma grande vontade de vencer, como ficou demonstrado no Grito de Guerra assustador, arrasou por completo os anseios dos pais, que nem com um apito aliado conseguiram levar a melhor.

Já era de esperar uma partida violenta, pois estava em jogo o esforço duma época inteira. Por isso, não foi estranho constatar gravíssimas lesões. Na equipa dos pais um elemento ficou sem uma madeixa de cabelo no peito e outro apresentava queixas num lance em que levou com um potente remate, e teve que se aninhar e respirar fundo.

Na equipa das mães, os danos são mais relevantes. Foram vistas extensões de cabelo do último grito da moda espalhadas pelo campo, e contabilizaram duas unhas partidas. Estes casos estão já no Conselho de Disciplina para serem esmiuçados.

Após o embate, a festa continuou com muita animação, com jogo da malha e outras actividades, enquanto o saca-rolhas a não poupava esforços para manter desentalados os convivas.

A equipa do Blogue deixa aqui os parabéns a todos que trabalham neste escalão, pela forma como fizeram brilhar ainda mais o Emblema do Porto d’Ave. Obrigado pelo convite que nos endereçaram para estar presentes nesta festa.

























sábado, 18 de junho de 2011

"Cartaz Noite Gerações 2011"

A Grande Romaria de Porto d'Ave está à porta, e o evento "Noite Gerações" vem sendo preparado já há alguns meses. O êxito desta iniciativa em anos anteriores não passou despercebido para ninguém, e a diversão este ano está ainda mais garantida uma vez que o evento terá lugar numa das Noites principais da festa, (Sexta de Romaria).
Para promover o espectáculo, no dia 2 de Julho vai ser realizado um Jantar no Salão Nobre da Real Confraria de Nossa Senhora do Porto d'Ave, onde, entre outros motivos para estar presente, será apresentado o "Cartaz Noite Gerações 2011". Vamos todos participar nesta Festa que traz já algum aroma a Romaria.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma Voz da Nossa Terra no Parlamento

A Campanha Eleitoral das Legislativas 2011 está quase no fim, e são já ao virar da esquina as eleições mais importantes algumas vez realizadas em Portugal. Para nós, desta vez há um significado especial, porque pela primeira vez a nossa terra poderá estar representada na Assembleia da Republica. Deolinda Ferreira (Lindinha Queirós como é conhecida) tem as suas raízes em Porto d'Ave e é candidata a Deputada nas listas do CDS-PP, podendo ser a Voz de todos nós na Sala onde se tomam as mais importantes decisões.

Votar CDS-PP já fazia todo sentido, porque a Direita Cristã já tem provas dadas nas três vezes em que formou governo em coligação com o PSD, sendo que um contou também com a participação do PPM, assim como a forma responsável como sempre se situou na oposição. Porém, existem agora ainda mais razões para lhe confiar o nosso voto, não apenas ao Partido que garante a continuidade da nossa identidade e também a defesa dum Portugal mais justo e mais próspero, mas o facto podermos eleger uma Filha da Nossa Terra, é um potente motivo para ninguém ficar em casa no próximo Domingo e votar CDS-PP.

O CDS-PP sempre foi um Partido atento às novas e difíceis exigências, muitas delas fruto das transformações de fronteiras e ressurgimento de novas nações no Leste da Europa. Com estas alterações nasceram por um lado novos parceiros comerciais, mas por outro aumentou a concorrência de produtos e serviços, com a desvantagem destes países beneficiarem duma mão de obra mais qualificada e também mais barata. Para este fenómeno, o CDS-PP demonstrou estar atento com sucessivos alertas relativamente ao Tratado de Maastricht já no início da década de noventa, e hoje veio-se a confirmar que estava certo.


O CDS-PP soube-se adaptar às transformações do planeta e aos consequentes desafios daí derivados, preparando-se para novas regras de mercado por um lado, mas nunca perdeu a sua identidade, e não andou a reboque de “modernices” importadas, como o desrespeito pela Cruz de Cristo que outrora atravessou oceanos estampada nas velas das nossas embarcações na Época dos Descobrimentos, e hoje quebramos tantos valores que herdamos, como se verifica no desrespeito pela vida humana.


O CDS-PP não tem medo de chamar criminoso a um criminoso, quando a justiça portuguesa teima em não actuar, mudando tantas vezes o nome daquele que pegou numa arma e assaltou com violência física uma pessoa indefesa. Para a actual “in”justiça deste país, tratou-se duma vítima da sociedade, e a culpa é de todos nós que fazemos este mundo vil, e o lesado não passa dum dano colateral.

O CDS-PP não se coíbe de chamar preguiçoso a um jovem com saúde para trabalhar, que cede aos incentivos para optar pela vadiagem através do, tão mal distribuído, rendimento mínimo em vez dum emprego, com a vantagem de assim até poder dormir de dia e ser a tal “vítima da sociedade” em horário nocturno, estando nós ou os nossos familiares em situação de nos tornarmos o “tal dano colateral”.

O CDS-PP farta-se de dar murros na mesa, por causa de haver reformados que tem que abdicar de mais de metade dos medicamentos porque o dinheiro não chega, e assistimos e esbanjamentos de milhões ou triliões gastos em derrapagens (ainda não percebi bem o que isso é) e em indemnizações chorudas a quem tem que abandonar o “tacho” por incompetência ou mesmo prevaricação.

O CDS-PP é um partido com uma mensagem simples, e é essa mensagem que tem que chegar a cada casa, a cada pessoa. Cabe um de nós espalhar a informação das diferenças entre as diversas candidaturas e a importância do CDS-PP estar solidamente representado no próximo governo.

É importante votar bem, por isso vamos votar na nossa terra, vamos votar Lindinha Queirós, vamos votar CDS-PP.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

In Memoriam António de Moura Vieira


António Moura Vieira, ou ‘Toninho’, como era tratado pelos amigos de sempre, era um Homem duma simplicidade pouco vulgar, quando falamos de alguém para quem o planeta era uma aldeia, com registos do seu empreendedorismo notados em vários continentes. Uma viagem à China ou aos Estados Unidos era abordada por ele, como ir a Coimbra ou Lisboa. No entanto, ir escolher o peixe para o almoço, como o acompanhei algumas vezes no mercado de Caminha, ou juntar a família e alguns amigos para engarrafar o vinho da sua quinta, eram tarefas, entre outras, das quais não abdicava. Gostava de ter a família e os amigos junto de si nas mais pequenas coisas (para ele eram grandes) e recebê-los na sua ‘mesa grande’, onde o presunto e o queijo tinham lugar cativo. As cadeiras eram preenchidas por ordem de chegada; junto a si, tanto ficava o trabalhador que tinha acabado de fazer a poda na vinha, como aquele que ocupava o mais alto lugar na sociedade. Nem se agigantava perante uns, nem se encolhia perante outros. Media as pessoas pela essência e sabia com exactidão o significado da palavra “Amigo”, que cultivava como ninguém. Tinha um sentido de humor muito próprio e gostava de pregar algumas partidas, deixando-nos embaraçados durante alguns segundos. Era uma pessoa alegre e bonita. Adorava crianças, tinha mãos e braços enormes para dar e para abraçar. Tinha cabelo da cor de prata, mas o coração era d’ouro. Teimava em não ser notado, mas brilhava... como brilhava!!! Este Homem, era o meu Padrinho.

Um Grande Homem

"Quem faz jus ao título de "grande homem"?
Não sei...
O homem inteligente?
Não basta ter inteligência para ser grande...
O homem poderoso?
Há poderosos mesquinhos...
O homem religioso?
Não basta qualquer forma de religião...Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e muita religiosidade - e nem por isso são grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a verdadeira liberdade de espírito...
Pode ser que as suas boas qualidades não tenham essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes.
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada de um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.
O grande homem é silenciosamente bom...
É genial - mas não exibe génio...
É poderoso - mas não ostenta poder...
Socorre a todos - sem precipitação...
É puro - mas não vocifera contra os impuros...
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo...
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido...
Domina - mas sem insolência...
É humilde - mas sem servilismo...
Fala a grandes distâncias - sem gritar...
Ama - sem se oferecer...
Faz bem a todos - antes que se perceba...
"Não quebra a cana fendida, nem apaga a mecha fumegante
- nem se ouve o seu
clamor nas ruas..."
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém...
Abre largos espaços - sem arrombar portas...
Entra no coração humano - sem saber como...
Tudo isso faz o grande homem, porque é como o Sol - esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor.."

(Huberto Rohden)

sábado, 21 de maio de 2011

Resultado Injusto no Adeus à Época 2010/2011

Terminou a época 2010/2011, e na última jornada do campeonato estava reservado para o nosso Parque de Jogos uma partida que opunha Porto d’Ave e Arões, dois velhos rivais que mais uma vez realizaram uma excelente época. Também a aproximação na tabela classificativa, apenas dois pontos de diferença com vantagem para o nosso adversário de hoje, justificava a adesão de muitos adeptos de ambos os emblemas, mas ao contrário do que seria de esperar, a nossa bancada não ficou preenchida como é habitual, e foi com surpresa constatar o desinteresse num desafio que podia terminar com as posições destas duas equipas invertidas, ainda com a possibilidade do Porto d’Ave poder alcançar o quarto lugar, o que significaria a melhor classificação de sempre do nosso clube na mais alta divisão de futebol distrital.

Os nossos jogadores, embora estivessem dependentes de resultados de jogos que estavam a ser disputados à mesma hora noutros recintos, sabiam que podiam fazer história se conseguissem arrecadar os três pontos em disputa, e além disso queriam deixar uma vitória gravada na memória dos adeptos no jogo da despedida da época 2010/2011, e por isso equiparam-se de Vontade de Vencer e remaram de forma incansável durante noventa minutos.

Mas pela frente estava outra grande equipa, que já na época passada disputou a subida de divisão até à última jornada, e agora, embora retirada da possibilidade da promoção, mais uma vez queria repetir a proeza de alcançar o terceiro lugar do pódio. A grande exibição e a consequente vitória do Porto d’Ave no jogo da primeira volta, estava ainda bem presente na memória destes jogadores, que por um lado se mostravam apreensivos com a possibilidade de se repetir a mesma tendência, e por outro queriam apagar a má imagem dessa partida e dar uma resposta vencedora.

Desta forma, aquele que muitos consideravam ser apenas uma partida para cumprir calendário, veio a tornar-se num grande jogo de futebol, como podem testemunhar as poucas dezenas de pessoas que marcaram presença na nossa bancada, e desde o primeiro minuto que assistimos a duas equipas do pelotão da frente da tabela classificativa a correr com o objectivo de ouvir o último apito da época com os três pontos na bagagem, com o Porto d'Ave a assumir esse propósito com maior nitidez. Mas só podia haver um vencedor, e apesar dos nossos jogadores voltarem a realizar uma grande exibição, essa não ficou traduzida no resultado final, e foi com uma enorme injustiça que o Porto d’Ave terminou a época com o amargo sabor da derrota.

Mas se a falta de sorte faz parte do futebol, já a inclinação do campo provocada por um apito e duas bandeirolas é mais difícil de aceitar, e esse factor foi ainda mais determinante que a ineficácia dos nossos jogadores no momento da finalização, contribuindo claramente para o resultado final. Mas a culpa não é apenas deste trio, mas também de quem nomeou para esta partida uma equipa de arbitragem de quem se conhecem afirmações que dizem nitidamente que querem prejudicar o Porto d'Ave (o termo proferido pelo sujeito não foi bem este, mas o blogue tem regras relativamente ao vocabulário). Quem nos coloca gente desta no caminho é conhecedor destas tristes afirmações, e lá saberá com que intenção o faz.

Relativamente à prestação das duas equipas, a primeira oportunidade pertenceu ao Arões, quando estavam dez minutos decorridos, através dum cruzamento rasteiro que levava muito perigo à baliza de Abreu, mas a classe e experiência de Castelar impediu o adversário de interceptar a bola, que acaba por sair pela linha de cabeceira . A partir daqui só deu Porto d’Ave com o maior sinal de perigo a surgir na sequência duma grande jogada entre Leandro e Pimenta que acaba com o primeiro a ser derrubado dentro da área, com o penalty a ser prontamente assinalado, mas o fiscal de linha recua na decisão inicial e transforma o castigo máximo que antes não teve dúvidas num livre em cima da linha. Mesmo assim a ameaça de golo era eminente, mas desta vez a bola passa sobre a barra depois de sair do pé esquerdo de Pimenta.

Logo de seguida o Porto d’Ave beneficia dum canto apontado por Zé Beto, e o guardião Paulo Jorge desvia da zona de perigo com muita dificuldade. Aos vinte minutos foi a vez de Pimenta ameaçar a mesma baliza ao tentar enviar a bola para o fundo das redes através dum canto directo, mas apenas ganha a repetição do lance. Desta vez, a bola é cruzada para a cabeça de Neves, que também já nos habituou a marcar golos assim, mas desta vez envia à barra.

O perigo morava junto à baliza do Arões, e com metade da primeira parte decorrida já eram incontáveis as oportunidades desperdiçadas pelos nossos jogadores, e o golo voltou a estar perto através duma grande jogada de Zé Beto, que depois de ultrapassar o guardião não consegue servir Pimenta que se preparava para fazer mais um golo no campeonato, mas a bola é desviada por um defesa para canto. Deste lance, o sufoco voltava a instalar-se na defesa do Arões, mas mais uma vez a sorte a proteger os forasteiros.

Estava já meia hora jogada quando surge mais uma grande situação, com Pimenta a não aproveitar um cruzamento tirado a régua e esquadro por Leandro, e cabeceia ligeiramente ao lado do poste. As oportunidades para marcar não tinham descanso naquela baliza, mas a bola teima em escolher outro caminho desviando-se sempre do fundo das redes.

E mais uma vez o velho ditado a fazer-se valer, e quem não marca acaba por sofrer, e em cima do intervalo a equipa de Arões coloca-se em vantagem com um golo obtido na sequência duma jogada em que a bandeirola do fiscal de linha fica por levantar, quando o autor do golo estava claramente em posição ilegal no momento em que foi feito o passe. Uma injustiça e não só, a colocar o nosso adversário em vantagem antes do chá.

No regresso dos balneários, o ascendente do Porto d’Ave continuava a fazer-se notar e adivinhava-se a reviravolta no resultado, tal era a superioridade demonstrada pelos nossos jogadores dentro das quatro linhas. Aos dez minutos deste período, o guardião Paulo Jorge tem dificuldade em dois cantos seguidos para afastar a bola da sua baliza. Passados três minutos, Leandro, (que realizou uma grande partida tal como tinha feito na primeira volta no recinto deste adversário), ganha um canto com um remate pelo lado esquerdo e na conversão do lance, a cabeça de Pimenta volta a não conseguir acertar na baliza, quando mais uma vez a bancada se preparava para festejar.

Mas a falta de pontaria do nosso goleador terminou ao minuto dezoito, quando novamente de cabeça consegue enviar a bola para o fundo das redes, mas mais uma vez assistimos a um atropelo das regras de futebol, e de forma incrível, o mesmo fiscal de linha que tinha validado um golo à margem das regras na primeira parte, agora dava mais uma clara demonstração de estar ali para prejudicar o Porto d'Ave e inventa uma posição irregular a Pimenta, anulando-lhe o décimo sexto golo do campeonato.

Apesar das adversidades, a nossa equipa não baixava os braços, e só a meio da segunda parte é que o perigo chegou perto da baliza de Abreu, num lance de contra-ataque resolvido com alguma dificuldade. O Porto d’Ave não desistia de procurar outro resultado, e os argumentos que apresentava dentro das quatro linhas permitiam-nos acreditar que o desfecho ainda fosse o da vitória, mas a partir daqui, os nossos jogadores iam perdendo alguma serenidade jogando mais com o coração, e mesmo assim as oportunidades para marcar continuavam a surgir, mas a bola teimava em não entrar. E tal como na primeira parte também aqui, com o tempo a esgotar-se, foi a equipa de Arões que mais uma vez contra a corrente do jogo e num lance de contra-ataque, conseguiu marcar e ampliar para dois a zero, e pouco mais havia a fazer.

Mas logo de seguida, já em cima do minuto noventa, o Porto d’Ave ainda reduziu através de Carlinhos, que se estreou a marcar com a camisola do Porto d’Ave e reacende a luta pelo menos pela divisão de pontos. Mas perante o cenário da margem mínima, o árbitro da partida manda levantar a placa de descontos assinalando três minutos, isto depois de terem sido efectuadas seis substituições na segunda parte além das entradas de ambos massagistas em campo. Até ao apito final não se verificaram mais alterações no placar, e o Porto d’Ave perde uma partida em que foi claramente superior ao adversário.

A época 2010/2011 chegava ao fim, e, apesar da derrota na última jornada, o nome do Porto d’Ave ocupa um lugar na primeira metade da tabela classificativa pela terceira vez consecutiva, igualando a sétima posição obtida na época anterior. Isso é o reflexo de muito trabalho e dedicação dum vasto grupo de pessoas que partilham as mais distintas tarefas. Cada um cumpriu a sua missão com maior ou menor empenhamento e produtividade, e não temos dúvidas em reconhecer como muito positivo o resultado final. Estão de parabéns todos que trabalharam para que mais uma vez o Grande Nome do Porto d’Ave saísse dignificado. Muito Obrigado a todos.

Mas importa destacar um factor que foi determinante para a forma brilhante que se reconhece em todo este percurso. Refiro-me aos dezanove golos apontados durante a época pelo jogador que vestia a Camisola Axadrezada com o número vinte nas costas, de seu nome, Fábio Pimenta. As vitórias nos recintos do Nine, Torcatense, Pevidém e Louro com um golo solitário deste jogador são apenas um exemplo do contributo que ele teve não só pela sua veia goleadora mas também cirúrgica, atendendo ao momento em que enviava a bola para o fundo das redes.Já das três vezes que conseguiu bisar numa partida para o campeonato, sempre no nosso recinto, apenas por uma vez a vitória foi alcançada, no jogo em que defrontamos o Terras de Bouro, e também aqui pela margem mínima. Nas outras duas obtivemos um empate a três bolas com o Louro e uma derrota contra o Marinhas. A estes números, podemos ainda juntar três golos incompreensivelmente anulados, um de livre no recinto do Santa Eulália e dois de cabeça contra o Arões, um em cada partida. No conjunto das duas competições, Campeonato e Taça da Associação de Futebol de Braga, defrontamos dezasseis adversários e apenas as redes da baliza de Polvoreira, Ronfe e Forjães não foram visitadas por uma bola enviada por este goleador. Também o Arões quererá reclamar um lugar entre estes, mas a verdade é que o Pimenta apontou golos a este adversário e não tem culpa que fossem deturpadas as regras de futebol. Os números não mentem, e há muito tempo que um resultado duma época do Porto d’Ave não dependia tanto da produtividade dum jogador. Parabéns Pimenta, essa "camisola fica-te a matar". Muito obrigado por seres do Porto d’Ave.