quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave *** Arões S. C.
Sábado, 21 de Maio, pelas 16.00 horas
No nosso Parque de Jogos

Portodavenses, no próximo sábado vai haver muito mais que um jogo de futebol no nosso Parque de Jogos. Trata-se da última jornada do campeonato, e os nossos jogadores merecem que a bancada esteja repleta de adeptos, e também eles tudo irão fazer para nos oferecer uma vitória na despedida da época 2010/2011. O Porto d'Ave somos todos nós, e ninguém está fora da convocatória para esta partida. Força Porto d'Ave.

domingo, 15 de maio de 2011

Grande Espectáculo de Futebol em Ronfe

O Porto d’Ave deslocou-se Ronfe para defrontar a equipa local, numa altura em que já se avista o final do campeonato. O terceiro lugar do pódio estava ainda no nosso horizonte, e para alcançar esse objectivo era importante vencer esta partida e os nossos jogadores não pouparam esforços para o conseguir, e entraram tão concentrados no rectângulo de jogo que nem reconheceram os seus próprios adeptos, dirigindo-se apenas aos adversários para os saudar. Mas não se adivinhava fácil a tarefa de pontuar nesta deslocação, porque pela frente estava outra grande equipa que também tem vindo a fazer um excelente campeonato, e partia para esta partida com uma inferioridade de apenas um ponto relativamente ao Porto d’Ave, podendo por isso inverter as posições da tabela classificativa.

Com dois emblemas que ombreiam de forma equilibrada pela quarta época consecutiva e nas três anteriores tinham dividido os pontos por igual no conjunto dos dois confrontos, adivinhava-se mais uma grande partida de futebol, e por isso não foi com espanto verificar que as bancadas deste magnífico estádio se fizeram pequenas para tanto público, notando-se a presença de muitos adeptos do Porto d’Ave, que não quiseram deixar de acompanhar a equipa na última deslocação da época 2010/2011.

Mas o espectáculo da tarde de hoje não se reduzia a futebol, e antes da partida começar já um grupo de bailarinas brilhavam naquele recinto e aqueciam ainda mais a tarde com coreografias ao som da música no círculo do centro do campo, espectáculo que pudemos desfrutar novamente no intervalo do jogo. E para atenuar o calor que transbordava dentro do campo, o sistema de regra deu uma ajuda e não se limitava a molhar o sintético, oferecendo também umas boas chuveiradas para a bancada refrescando também o público que bem precisava nesta altura.

Relativamente à partida, tal como se esperava foi um grande espectáculo de futebol, com duas as equipas a procurar o golo desde o apito inicial, e desta forma assistimos a inúmeras oportunidades para ambos os lados. A primeira coube à equipa da casa através dum livre que parecia inofensivo, em que Abreu muito atento teve que se aplicar e desvia a bola para canto numa defesa apertada em que fica ligeiramente lesionado mas apto para continuar a partida. Estavam nesta altura dez minutos decorridos e a resposta veio logo de seguida com Pimenta a introduzir a bola na baliza adversária, mas o golo foi anulado por suposto fora de jogo, um lance que deixou muitas dúvidas.

Ao minuto vinte, Mota não consegue finalizar da melhor forma uma excelente jogada colectiva e remata por cima da barra. Pimenta voltou a estar perto de marcar num lance em que mesmo tenta desviar a bola ao guardião, mas sai pela linha de cabeceira. A equipa da casa respondeu logo de seguida com uma jogada de perigo resolvida por Leandro para canto, e o Porto d’Ave volta a enviar o perigo para o outro lado num lance que acaba com Pimenta a ser derrubado numa zona mesmo à medida do seu próprio pé esquerdo, mas em vez do livre que toda a gente viu, levou amarelo e o árbitro mais uma vez assobiado.

Abreu teve duas grandes intervenções à passagem da meia hora, e mais uma vez a resposta do Porto d’Ave a ser imediata e a levar muito perigo à outra baliza, com Freitas a rematar sem daixar cair a bola, mas o golo foi evitado por um defesa que teve o "azar" de estar na rota do golo e fica lesionado, tal era a potência que a bola levava. Minuto seguinte Zé Beto faz uma grande jogada pelo lado esquerdo a cruza para Pimenta, mas o cabeceamento do nosso goleador sai ao lado mesmo junto ao poste, quando os adeptos do Porto d’Ave já gritavam golo. Antes do intervalo o perigo ainda rondou por duas vezes a baliza do Ronfe. Primeiro Mota quase aproveita uma bola numa altura em que o guardião Michael andava à deriva e de seguida Pimenta depois de correr com a bola para o lado esquerdo tenta a sorte ainda de longe, mas o remate não saiu com a direcção desejada.

A segunda parte começou com as badaladas do som de finados vindos duma torre junto ao campo, mas isso não tirou fulgor a nenhuma das equipas que mantiveram o mesmo ritmo, e o guardião Abreu foi chamado a intervir logo no primeiro minuto, desviando uma bola cruzada que levava muito perigo. E ainda não estavam decorridos dez minutos quando o fiscal de linha que acompanhava o ataque do Porto d’Ave arranca a primeira grande gargalhada da tarde ao descortinar um fora de jogo completamente anedótico ao nosso médio (médio em termos posicionais, como jogador é de elevada categoria) Raul.

Estavam vinte e cinco minutos decorridos deste período quando o golo esteve mais perto de entrar na baliza do Ronfe. Zé Beto, junto aos adeptos do Porto d’Ave aponta um livre para a linha da pequena área e Pesca faz o desvio de cabeça e vê a bola a bater no poste. A equipa do Ronfe reagiu neste lance e também a nossa defesa esteve em apuros no minuto seguinte, numa jogada em que a bola acaba por sair pela linha de cabeceira e o nosso adversário ganha um canto.

Ao minuto trinta e três assistimos a mais um grande atropelo das regras de futebol com o mesmo fiscal de linha a ser novamente protagonista duma monumental “palhaçada” (não me ocorre outro termo) e volta a inventar um fora de jogo, desta vez a Bife, que partia isolado para a baliza com a bola dominada. Um lance que deixou estupefactos todos adeptos, e enquanto na bancada do Porto d’Ave os protestos eram em tom de revolta, já os afectos á equipa da casa davam grandes gargalhadas, e não hesitaram em concordar com a nossa posição dada a evidência daquele erro escandaloso.

Faltavam jogar quinze minutos e nem uma nem outra equipa desistia da vitória, mas a partir daqui foi na nossa baliza que o perigo rondou mais vezes com o guardião Abreu a ser protagonista de duas grandes intervenções desviando a bola para canto. Mas um balde de água fria estava guardado, e quando já se jogavam os quatro minutos de descontos, vimos o nosso guardião a voar, mas nada podia fazer para evitar o golo, e a bola acaba no fundo das redes, e eram os jogadores e adeptos da casa que faziam a festa. Desta forma cumpriu-se a tradição de dividir os pontos em disputa com este adversário no conjunto das duas partidas.

Quanto ao trabalho da equipa de arbitragem, não sei se foi pelo espectáculo proporcionado pelas bailarinas, ou se por causa do calor que se fazia sentir tivessem abundado os líquidos ao almoço, mas ficou demonstrado com evidência que não sabiam o que estavam a fazer. Este jogo merecia um trio de arbitragem no mínimo normal, e este esteve muito longe de se aproximar desses valores, e se não fossem estes três "cromos" que foram enviados para esta partida o resultado seria certamente diferente. Mas foi assim que se passou, e os nossos jogadores apesar da grande exibição que realizaram, abandonaram as quatro linhas com uma injusta derrota.

No próximo sábado recebemos outro velho rival, o Arões, no jogo que marca a despedida da época 2010/2011. A tabela classificativa ainda poderá sofrer muitas alterações e o quarto lugar é agora o objectivo a ser alcançado, o que significaria a melhor classificação de sempre nesta divisão. Para isso o Porto d’Ave terá que vencer este adversário pela segunda vez no presente campeonato. Recordo que no jogo da primeira volta, o Porto d’Ave realizou aquela que foi para mim a melhor exibição da época, deixando tanto os jogadores como os adeptos do Arões com os olhos em bico rendidos a um grande banho de futebol, e a vitória só não foi ainda mais folgada porque a equipa da casa não foi o único adversário que os nossos jogadores tiveram pela frente.

Portodavenses, no próximo sábado o apoio dos adeptos não poderá faltar para ajudar a nossa equipa a somar mais três pontos que poderão ser muito importantes na história do nosso clube. Ficar em quarto ou em oitavo é igual em termos práticos, mas é muito diferente no orgulho Portodavense e também para que o estatuto de Clube de Divisão de Honra fique ainda mais cimentado. Uma vitória no jogo que encerra a época é também uma recordação que os nossos jogadores vão querer deixar gravada na nossa memória. Mas é também dever de todos que fazem parte da grande Família Portodavense marcar presença na bancada do nosso Parque de Jogos, para nos despedirmos e agradecer a esta equipa pela forma como estão a elevar o emblema do Porto d’Ave. Por isso faço um apelo: No próximo sábado vamos pintar a nossa bancada preto e branco e gritar bem alto o nome do Porto d’Ave.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
Desportivo de Ronfe *** G. D. Porto d'Ave
Domingo, 15 de Maio pelas 16.00 horas
No Estádio de Ronfe

domingo, 8 de maio de 2011

Bis de Pimenta não chegou

No Parque de Jogos do Grupo Desportivo de Porto d’Ave a nossa equipa teve como adversário na tarde de hoje o Marinhas, um clube que não chegou a ganhar raízes no futebol distrital, e depois de ter sido despromovido na época passada já carimbou o passaporte de regresso ás competições nacionais, estando agora a disputar o título de campeão da Divisão de Honra numa luta renhida com o Vilaverdense.

É reconhecido o valor deste adversário, mas nas anteriores dez jornadas, apenas por uma vez os nossos jogadores ouviram o som do apito final duma partida com o sabor amargo da derrota, o que demonstra também a qualidade da nossa equipa, e importa ainda lembrar que se não fosse um período menos conseguido pelo meio da primeira volta, o nome do Porto d’Ave estaria nesta altura na luta por outros objectivos ombreando com os dois emblemas já promovidos.

Com uma equipa a lutar pelo titulo de campeão e outra por um lugar no pódio da tabela classificativa, adivinhava-se uma grande partida de futebol, e as bancadas vestiram-se não só de adeptos de ambos os emblemas mas também de muitos aficionados pela modalidade e era ainda bem visível a presença de alguns “olheiros” a quem o eco das exibições dos jogadores do Porto d’Ave não tem passado despercebido. Com isto, temos razões para nos sentirmos orgulhosos e ao mesmo tempo cautelosos, e tomar quanto antes as decisões mais importantes e que não tem necessidade de ser adiadas para mais tarde, com o risco de ser para mais “nunca”.

Relativamente à partida, assistimos a uma primeira parte muito conturbada com dois golos para cada lado, dois jogadores do Porto d’Ave violentamente agredidos e ambas equipas ficaram reduzidas a dez unidades, num lance em que Peixoto é expulso juntamente com o adversário autor duma conduta anti-desportiva e inaceitável, tento em conta a violência do golpe do jogador do Marinhas que utilizou uma técnica que até já foi proibida em Hollywood nos filmes para menores de dezoito anos.

Quanto aos golos, a equipa do Marinhas foi a primeira a festejar quando estavam doze minutos jogados, através dum livre enviado para a baliza de Pedro, num remate tirado ao milímetro a sobrevoar o nosso guardião e a cair no fundo das redes.

A igualdade surgiu logo de seguida através dum penalty em que um defesa do Marinhas faz de guardião evitando o golo com as mãos, e contra a regras mais básicas de futebol não é admoestado com a cartolina vermelha como se exigia. O castigo máximo foi apontado por Pimenta que, sem surpresas, não perdoou e iguala a partida.

Ao minuto vinte e dois o Porto d’Ave dispôs de duas grandes oportunidades para se colocar em vantagem. Primeiro foi Cabreira, que perto da linha de cabeceira tenta surpreender o guardião enfiar a bola entre ele e o poste obrigando a uma grande defesa para canto. Logo de seguida Peixoto de cabeça ainda vê a bola bater no ferro da baliza.

Ao minuto vinte e cinco o Marinhas volta a colocar-se em vantagem num lance em que a comunicação entre a defesa e o guardião Pedro não funcionou, mas a desvantagem voltou a ser desfeita de imediato mais uma vez através Pimenta, que de cabeça bisa na partida e volta a igualar o placar, anulando o erro antes cometido no sector defensivo a quem dedicou o golo.

Com meia hora jogada o perigo volta a rondar a baliza de Pedro que vê a bola bater na barra após a conversão dum livre que só o árbitro da partida viu. Também aqui a resposta do Porto d’Ave não se fez esperar, numa jogada em que Zé Beto assusta a defensiva adversária, mas não consegue o remate.

E a partir daqui acabaram as oportunidades de golo e começaram as agressões por parte dos jogadores do Marinhas. A primeira vítima foi o autor dos dois golos do Porto d’Ave, Pimenta, e para espanto de todos nada é assinalado e o autor desta atitude continua dentro das quatro linhas. De seguida o alvo foi Peixoto, na mesma zona (desconheço se existe ali alguma placa a dizer : "Zona das Agressões") e aqui já houve lugar a expulsão, mas mais uma vez as regras foram escandalosamente adulteradas, com agressor e agredido a receberem ambos o mesmo castigo, enfim.

No regresso dos balneários os nossos jogadores entraram determinados a vencer a partida e aos cinco minutos criam a primeira oportunidade através de Cabreira, e num lance idêntico ao da primeira parte consegue ganhar mais uma canto. Na conversão deste canto, Pesca de cabeça obriga a uma defesa apertada e a bola volta a sair pela linha de cabeceira. Aos doze minutos o golo voltou a espreitar a baliza do Marinhas numa jogada em que Pesca faz de Messi e obriga a uma grande defesa depois de correr mais de sessenta metros com a bola nos pés.

O hactrick esteve nos pés de Pimenta ao minuto vinte, mas a bandeirola do fiscal de linha é indevidamente levantada quando o jogador corria isolado com o golo no horizonte, e desta forma o Porto d’Ave foi impedido de se colocar em vantagem por culpa de mais um erro inadmissível dum dos elementos do trio de arbitragem, que acaba por ter clara influência no resultado final, uma vez que naquela posição o nosso goleador nunca perdoa.

O Porto d’Ave não marcava e a partir daqui também a equipa do Marinhas começa a remar na tentativa de se colocar em vantagem, mas por duas vezes o guardião Pedro negou o golo com grandes intervenções, mas quando a placa dos descontos já se preparava para ser levantada, e com o Porto d'Ave reduzido a nove jogadores uma vez que Neves tinha visto pela segunda vez a cartolina amarela (a mão leve na acção disciplinar era apenas para os forasteiros) uma grande injustiça aconteceu e a bola acaba mesmo no fundo da nossa baliza, resultado que não sofreu mais alterações, e no final eram os adeptos do Marinhas que festejavam.

Uma nota também para o sujeito que se apresentava no banco de suplentes do nosso adversário com braçadeira de treinador, que recebeu "tarde" ordem de expulsão mas recusou-se a abandonar a zona destinada exclusivamente a elementos que fazem parte da ficha do jogo (e que não foram expulsos, obviamente). Uma clara atitude de arrogância, usando e abusando das regalias que alguns clubes gozam no organismo que gere o futebol. Nada de novo, os tais dois pesos e duas medidas teimam em não desaparecer.

Desde a segunda jornada da segunda volta do campeonato, no desafio em que recebemos o actual líder, o Vilaverdense, que os nossos jogadores não perdiam uma partida no nosso recinto. Esse sabor voltou-se a sentir hoje, e a ser ainda mais amargo por se tratar duma grande injustiça, mas a derrota não impediu que no final os adeptos aplaudissem de pé e de forma ensurdecedora os nossos jogadores que realizaram mais uma grande exibição e tudo fizeram para que o desfecho fosse outro, mas se a tarefa na conquista dum resultado positivo já não era fácil tornara-se ainda mais complicada com a nossa equipa mais uma vez a terminar uma partida reduzida a nove jogadores.

No próximo Domingo o Porto d’Ave vai realizar a última partida do campeonato fora de portas. O adversário é o Desportivo de Ronfe, um emblema que nos acompanhou na subida de divisão a este escalão na época 2007/2008 e desde aí realizamos duas partidas no seu reduto, e em ambas sofremos uma derrota por duas bolas sem resposta. “Não há duas sem três”, dirá o nosso adversário. A nós, resta-nos acompanhar mais uma vez a nossa equipa, e com o nosso apoio aliado à qualidade e determinação dos nossos jogadores temos razões para acreditar: “À terceira é de vez”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave *** F. C. Marinhas
Domingo, 08 de Maio, pelas 16.00 horas
No nosso Parque de Jogos

domingo, 1 de maio de 2011

Chuva de Golos e mais Três Pontos

O Parque de Jogos do Grupo Desportivo de Porto d’Ave, foi hoje palco dum desafio de futebol que apunha duas equipas na luta por um lugar no pel0tão da frente da tabela classificativa. O adversário chamava-se G. D. Prado, uma equipa que vinha motivada a regressar a casa com o mesmo número de pontos do Porto d’Ave, mas em Dia do Trabalhador e como o campo não oferecia as melhores condições para a prática dum futebol de classe como tantas vezes assistimos esta época, os nossos jogadores tiveram que vestir o fato-macaco e foram incansaveis na luta pela vitória, e quando a apito do árbitro soou pela última vez estavam contabilizadas quatro bolas no fundo das redes adversárias e apenas duas na baliza de Abreu.

Mas hoje era também Dia da Mãe, a foi com um gesto muito bonito que foi assinalado no nosso Parque de Jogos, e todas as Mães que assistirama esta partida foram presenteadas com uma rosa à entrada da bancada. São também estes momentos que engrandecem e enobrecem o Porto d’Ave e o blogue deixa aqui os parabéns por mais esta iniciativa.

Mas se era Dia da Mãe e Dia do Trabalhador, dia do árbitro não era de certeza. Péssimo trabalho deste trio que esteve claramente em dia não, que além de evidenciar muita incompetência não conseguiu esconder que havia alguma coisa ainda mais vergonhosa e era bem visível a intencionalidade de prejudicar o Porto d’Ave.

Quanto à exibição da nossa equipa, a procura do golo começou no primeiro minuto com um remate de Pimenta de longe, com a bola a sobrevoar ligeiramente a barra da baliza. Da mesma zona passados dois minutos foi a vez de Filipe Gonça tentar a sorte mas desta vez vai à figura do guardião. Ao quinto minuto Pimenta é derrubado na área e o árbitro (que esteve pior que o tempo, e lembro que o tempo esteve muito mau) faz vista grossa e nada assinala. Mas a justiça não se fez esperar e logo de seguida o mesmo jogador beneficia dum livre descaído para o lado esquerdo, e mesmo sem ser da sua zona de maior eficácia consegue o golo contando com a ajuda do guardião, como se este quisesse corrigir a injustiça do penalty que antes ficara por marcar. Um a zero com Pimenta mais uma vez a fazer o gosto ao seu pé esquerdo, o melhor pé do futebol regional e não só.

Apesar da vantagem, os nossos jogadores continuaram a dominar a partida mas com meia hora jogada a equipa de Prado iguala o placar, com um golo obtido através dum canto, que surgiu num lance em que fica por assinalar um fora de jogo sem margem para dúvidas que um fiscal de linha de nível reduzidíssimo deixou passar. E a equipa de Prado consegue mesmo a reviravolta aos trinta e quatro minutos, num lance em que o nosso guardião coloca a bola num jogador adversário que não desperdiçou o presente e coloca a sua equipa em vantagem.

Mas os festejos duraram apenas uns segundos, e Neves de cabeça volta a igualar a partida, resultado que se manteve até ao intervalo. Perto do minuto quarenta assistimos à mais uma grande oportunidade para o Porto d’Ave se colocar em vantagem,com Cabreira depois de receber a bola de Zé Beto a cruzar rasteiro, e a bola atravessa a pequena área e sai pela linha de cabeceira, sem que ninguém a conseguisse desviar para dentro da baliza.

Na segunda parte a chuva resolveu também marcar presença e ficou provado que a nossa equipa estava preparada para ela,marcando mais dois golos "molhados" (e que golos) enquanto a equipa de Prado demonstrou que só sabia marcar golos "secos"

Raul aos dez minutos com a grande área muito povoada, consegue tirar as medidas ao caminho para o fundo das redes e volta a colocar o Porto d’Ave em vantagem com uma bola teleguiada a sair do seu pé direito e a fazer um grande golo.

O jogo podia ficar resolvido no minuto seguinte se o árbitro e fiscal de linha (ambos muito fracos, nunca é demais lembrar) não tivessem mais uma vez fingido que não viram um penalty, desta vez sobre Pesca. E desta forma foi necessário esperar pelo minuto vinte e sete para jogadores e adeptos festejarem o golo da tranquilidade. Zé Beto, pelo lado esquerdo, junto à linha lateral, levanta a bancada com um golo d’outro mundo. Um hino ao futebol a sair do pé esquerdo dum miúdo de quase dois metros que nos vai cada vez mais habituando a momentos como este. Zé Beto, a camisola do Porto d'Ave fica-te a matar e é com grande alegria que recebi o notícia que na próxima época vais continuar com a Fonte do Chinês ao peito.

Com dois golos de vantagem e a controlar a partida não restavam dúvidas que os três pontos iam ficar em Porto d’Ave, mas o homem do apito ainda acreditava noutro desfecho, e Abreu e Bife tiveram que abandonar as quatro linhas mais cedo por segundo amarelo e vermelho directo respectivamente. Enfim. E desta forma o Porto d'Ave termina a partida com apenas nove elementos que foram aplaudidos de pé por mais uma grande exibição.

Na próxima jornada recebemos a equipa do Marinhas, um nome que já carimbou o passaporte da subida e irá abandonar o futebol regional na próxima época. Com o apoio dos adeptos a missão dos jogadores fica mais fácil para vencer esta grande equipa, por isso no próximo Domingo vamos mais uma vez marcar presença no nosso Parque de Jogos e apoiar os nossos jogadores.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Vamos Apoiar o Porto d'Ave

Seniores
G. D. Porto d'Ave *** G. D. Prado
Domingo, 01 de Maio, pelas 16.00 horas
No nosso Parque de Jogos

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Dia da Grande Mentira


"...Represento uma política de verdade e de sinceridade, contraposta a uma política de mentira e de segredo. Advoguei sempre que se fizesse a política da verdade, dizendo-se claramente ao povo a situação do País, para o habituar à ideia dos sacri­fícios que haviam um dia de ser feitos, e tanto mais pesados quanto mais tardios.
Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos gran­diosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admira-los, faltando-nos as forças para a sua execução..."

(António de Oliveira Salazar)

Para alguns foi necessário esperar mais de trinta anos para perceber que o 25 de Abril é uma grande mentira, e que antes dessa data é que nos falavam verdade. Alguns ainda recusam aceitar que os fins dessa revolução eram, como se veio a constatar, unicamente defender os interesses duma pequena percentagem de oportunistas que não olharam a meios para dar azo à sua ganância. Hoje, já são poucos os que tem dúvidas da dimensão desse erro, mas não deixa de ser estranho que se continue a comemorar esta data com discursos aflorados de heroísmo, certamente com uma única finalidade: continuar a esconder a verdade.
Tudo isso será pago, não apenas pelas gerações futuras, mas também as de hoje, e mesmo as de 'ontem'!
E digo isto com muita pena, porque Portugal é o meu país.

domingo, 24 de abril de 2011

Poema da Ressureição

É madrugada
há um silêncio no ar
por um instante, o soluço parou
a tristeza dormiu
e o pranto cessou!

Na barra do novo dia
brilha sorridente o sol da alegria.

O ventre da terra contraiu-se
a natureza gemeu em santo parto
reuniram-se todos os átomos
da força energética da vida...

O Pai é o parteiro presente
anjos e mulheres o auxiliam
os guardas, homens armados
cochilam frágeis e inofensivos.

Poderosos: sacerdotes, Herodes, Pilatos...
Com o remorso do crime no estômago, sofrem pesadelos.

O túmulo rompeu-se e a pedra rolou!

Eis que de pé,
vitorioso renasce Jesus!

Do infinito parto da Natureza e do Céu
ressurge livre, vencedor
o Filho Amado.
Ontem matado e enterrado.

Termina, enfim,
a teimosia cansativa entre o homem
e seu criador
alguns lençóis, placentas inúteis,
restos da morte
que agoniza faixas manchadas do pecado vencido.

Voam pelo ar, no chão em festa, feito jardim
por onde passeia sorridente
o jardineiro imortal.

Tudo é surpresa e espanto
tudo é certeza e encanto.

Os convidados e seguidores cantam alvíssaras
Maria, a mulher símbolo
suspira aliviada e segura
uma lágrima feliz terá corrido rápida
fazendo ponto final, no seu papel genial
por ela somos benditos também, quem não diria Amém?

Enquanto os filhos da morte
envergonhados, insistem em combater
de boca em boca, de casa em casa,
de nação em nação
corre veloz a notícia feliz:
"Jesus ressuscitou!!!"

Quem crê, saia depressa, correndo
atrás de Madalena, de Pedro, de João...

A vitória será sempre da VIDA!
E cada esforço, cada luta,
cada gota de sangue derramado
pela justiça não terá sido em vão...

A última palavra será: RESSURREIÇÃO!