domingo, 15 de maio de 2011

Grande Espectáculo de Futebol em Ronfe

O Porto d’Ave deslocou-se Ronfe para defrontar a equipa local, numa altura em que já se avista o final do campeonato. O terceiro lugar do pódio estava ainda no nosso horizonte, e para alcançar esse objectivo era importante vencer esta partida e os nossos jogadores não pouparam esforços para o conseguir, e entraram tão concentrados no rectângulo de jogo que nem reconheceram os seus próprios adeptos, dirigindo-se apenas aos adversários para os saudar. Mas não se adivinhava fácil a tarefa de pontuar nesta deslocação, porque pela frente estava outra grande equipa que também tem vindo a fazer um excelente campeonato, e partia para esta partida com uma inferioridade de apenas um ponto relativamente ao Porto d’Ave, podendo por isso inverter as posições da tabela classificativa.

Com dois emblemas que ombreiam de forma equilibrada pela quarta época consecutiva e nas três anteriores tinham dividido os pontos por igual no conjunto dos dois confrontos, adivinhava-se mais uma grande partida de futebol, e por isso não foi com espanto verificar que as bancadas deste magnífico estádio se fizeram pequenas para tanto público, notando-se a presença de muitos adeptos do Porto d’Ave, que não quiseram deixar de acompanhar a equipa na última deslocação da época 2010/2011.

Mas o espectáculo da tarde de hoje não se reduzia a futebol, e antes da partida começar já um grupo de bailarinas brilhavam naquele recinto e aqueciam ainda mais a tarde com coreografias ao som da música no círculo do centro do campo, espectáculo que pudemos desfrutar novamente no intervalo do jogo. E para atenuar o calor que transbordava dentro do campo, o sistema de regra deu uma ajuda e não se limitava a molhar o sintético, oferecendo também umas boas chuveiradas para a bancada refrescando também o público que bem precisava nesta altura.

Relativamente à partida, tal como se esperava foi um grande espectáculo de futebol, com duas as equipas a procurar o golo desde o apito inicial, e desta forma assistimos a inúmeras oportunidades para ambos os lados. A primeira coube à equipa da casa através dum livre que parecia inofensivo, em que Abreu muito atento teve que se aplicar e desvia a bola para canto numa defesa apertada em que fica ligeiramente lesionado mas apto para continuar a partida. Estavam nesta altura dez minutos decorridos e a resposta veio logo de seguida com Pimenta a introduzir a bola na baliza adversária, mas o golo foi anulado por suposto fora de jogo, um lance que deixou muitas dúvidas.

Ao minuto vinte, Mota não consegue finalizar da melhor forma uma excelente jogada colectiva e remata por cima da barra. Pimenta voltou a estar perto de marcar num lance em que mesmo tenta desviar a bola ao guardião, mas sai pela linha de cabeceira. A equipa da casa respondeu logo de seguida com uma jogada de perigo resolvida por Leandro para canto, e o Porto d’Ave volta a enviar o perigo para o outro lado num lance que acaba com Pimenta a ser derrubado numa zona mesmo à medida do seu próprio pé esquerdo, mas em vez do livre que toda a gente viu, levou amarelo e o árbitro mais uma vez assobiado.

Abreu teve duas grandes intervenções à passagem da meia hora, e mais uma vez a resposta do Porto d’Ave a ser imediata e a levar muito perigo à outra baliza, com Freitas a rematar sem daixar cair a bola, mas o golo foi evitado por um defesa que teve o "azar" de estar na rota do golo e fica lesionado, tal era a potência que a bola levava. Minuto seguinte Zé Beto faz uma grande jogada pelo lado esquerdo a cruza para Pimenta, mas o cabeceamento do nosso goleador sai ao lado mesmo junto ao poste, quando os adeptos do Porto d’Ave já gritavam golo. Antes do intervalo o perigo ainda rondou por duas vezes a baliza do Ronfe. Primeiro Mota quase aproveita uma bola numa altura em que o guardião Michael andava à deriva e de seguida Pimenta depois de correr com a bola para o lado esquerdo tenta a sorte ainda de longe, mas o remate não saiu com a direcção desejada.

A segunda parte começou com as badaladas do som de finados vindos duma torre junto ao campo, mas isso não tirou fulgor a nenhuma das equipas que mantiveram o mesmo ritmo, e o guardião Abreu foi chamado a intervir logo no primeiro minuto, desviando uma bola cruzada que levava muito perigo. E ainda não estavam decorridos dez minutos quando o fiscal de linha que acompanhava o ataque do Porto d’Ave arranca a primeira grande gargalhada da tarde ao descortinar um fora de jogo completamente anedótico ao nosso médio (médio em termos posicionais, como jogador é de elevada categoria) Raul.

Estavam vinte e cinco minutos decorridos deste período quando o golo esteve mais perto de entrar na baliza do Ronfe. Zé Beto, junto aos adeptos do Porto d’Ave aponta um livre para a linha da pequena área e Pesca faz o desvio de cabeça e vê a bola a bater no poste. A equipa do Ronfe reagiu neste lance e também a nossa defesa esteve em apuros no minuto seguinte, numa jogada em que a bola acaba por sair pela linha de cabeceira e o nosso adversário ganha um canto.

Ao minuto trinta e três assistimos a mais um grande atropelo das regras de futebol com o mesmo fiscal de linha a ser novamente protagonista duma monumental “palhaçada” (não me ocorre outro termo) e volta a inventar um fora de jogo, desta vez a Bife, que partia isolado para a baliza com a bola dominada. Um lance que deixou estupefactos todos adeptos, e enquanto na bancada do Porto d’Ave os protestos eram em tom de revolta, já os afectos á equipa da casa davam grandes gargalhadas, e não hesitaram em concordar com a nossa posição dada a evidência daquele erro escandaloso.

Faltavam jogar quinze minutos e nem uma nem outra equipa desistia da vitória, mas a partir daqui foi na nossa baliza que o perigo rondou mais vezes com o guardião Abreu a ser protagonista de duas grandes intervenções desviando a bola para canto. Mas um balde de água fria estava guardado, e quando já se jogavam os quatro minutos de descontos, vimos o nosso guardião a voar, mas nada podia fazer para evitar o golo, e a bola acaba no fundo das redes, e eram os jogadores e adeptos da casa que faziam a festa. Desta forma cumpriu-se a tradição de dividir os pontos em disputa com este adversário no conjunto das duas partidas.

Quanto ao trabalho da equipa de arbitragem, não sei se foi pelo espectáculo proporcionado pelas bailarinas, ou se por causa do calor que se fazia sentir tivessem abundado os líquidos ao almoço, mas ficou demonstrado com evidência que não sabiam o que estavam a fazer. Este jogo merecia um trio de arbitragem no mínimo normal, e este esteve muito longe de se aproximar desses valores, e se não fossem estes três "cromos" que foram enviados para esta partida o resultado seria certamente diferente. Mas foi assim que se passou, e os nossos jogadores apesar da grande exibição que realizaram, abandonaram as quatro linhas com uma injusta derrota.

No próximo sábado recebemos outro velho rival, o Arões, no jogo que marca a despedida da época 2010/2011. A tabela classificativa ainda poderá sofrer muitas alterações e o quarto lugar é agora o objectivo a ser alcançado, o que significaria a melhor classificação de sempre nesta divisão. Para isso o Porto d’Ave terá que vencer este adversário pela segunda vez no presente campeonato. Recordo que no jogo da primeira volta, o Porto d’Ave realizou aquela que foi para mim a melhor exibição da época, deixando tanto os jogadores como os adeptos do Arões com os olhos em bico rendidos a um grande banho de futebol, e a vitória só não foi ainda mais folgada porque a equipa da casa não foi o único adversário que os nossos jogadores tiveram pela frente.

Portodavenses, no próximo sábado o apoio dos adeptos não poderá faltar para ajudar a nossa equipa a somar mais três pontos que poderão ser muito importantes na história do nosso clube. Ficar em quarto ou em oitavo é igual em termos práticos, mas é muito diferente no orgulho Portodavense e também para que o estatuto de Clube de Divisão de Honra fique ainda mais cimentado. Uma vitória no jogo que encerra a época é também uma recordação que os nossos jogadores vão querer deixar gravada na nossa memória. Mas é também dever de todos que fazem parte da grande Família Portodavense marcar presença na bancada do nosso Parque de Jogos, para nos despedirmos e agradecer a esta equipa pela forma como estão a elevar o emblema do Porto d’Ave. Por isso faço um apelo: No próximo sábado vamos pintar a nossa bancada preto e branco e gritar bem alto o nome do Porto d’Ave.

2 comentários:

Anónimo disse...

Sabes porque é que gosto lixar porto d ave?? por causa coisas que escreves aqui... :)

Ass. cromo como me chamas em cima ;)

Tília Maior disse...

Caro anónimo...o seu acto é covarde ao não assinar o comentário. Nada de novo, mas desta vez decidi publicar só para lhe dizer que isto é o mesmo que não dizer nada. E com certeza disso posso-lhe dizer que não reconheço a nenhum daqueles a quem chamo "cromo" competência para aceder a este espaço, ainda por cima no estado de embriagues que evidenciavam...