O Porto d’Ave fez uma longa viagem à procura de obter pela segunda vez no presente campeonato uma sequência de três vitórias consecutivas e na extremidade do concelho de Esposende fomos recebidos num excelente Parque Desportivo que tal como o nosso merece um tapete verde. Dentro das quatro linhas defrontamos uma equipa motivada pelo facto de nos poder igualar na tabela classificativa beneficiando ainda da vantagem no confronto directo fruto da divisão de pontos na primeira partida oficial desta época realizada no nosso recinto e que terminou sem golos. A este factor o nosso adversário acumulava ainda uma significativa dose de confiança por trazer também o rasto de duas vitórias e terem fugido aos lugares de despromoção na última jornada. 
A tarde estava convidativa e o público compareceu para assistir a uma partida que se adivinhava equilibrada, mas não estavam ainda cinco minutos decorridos quando a igualdade foi desfeita. Uma bola cruzada para a área na execução dum canto permite que um jogador do Forjães de cabeça faça o um a zero com toda a nossa equipa a assistir impávida e serena ao golo adversário como se estivesse ainda à espera do apito inicial.
Só passados quinze minutos é que o perigo chegou à baliza da casa através de Neves que obriga o guardião a fazer canto com uma defesa apertada. Ao minuto trinta gritou-se penalty tanto dentro das quatro linhas como na bancada mas o árbitro fez vista grossa a uma mão dum jogador do Forjães e de seguida foi a vez do fiscal de linha deturpar as regras de futebol ao assinalar um fora de jogo completamente disparatado a Leandro que partia isolado para a baliza. A cinco minutos do intervalo a equipa da casa esteve num autentico sufoco com o Porto d’Ave a beneficiar de três cantos seguidos com Peixoto a assustar a baliza por duas vezes mas o placar teimava em não sofrer alterações.
No regresso dos balneários foi na baliza de Abreu que surgiu a primeira grande oportunidade quando estavam decorridos sete minutos, mas a partir daqui os nossos jogadores não pararam de remar à procura do golo com a maior situação para igualar a partida a surgir a cinco minutos dos noventa quando a trave da baliza negou o golo a Zé Beto na marcação dum livre na sequência duma falta sobre Bife perto da grande-area em que no mínimo o segundo amarelo ficou por mostrar ao jogador infractor quando até se aceitava o vermelho directo.
Mas o mesmo critério não funcionou logo de seguida quando uma bola salta para a mão de Neves, e o árbitro assinalou a falta já munido das duas cartolinas que prontamente exibiu ao nosso central expulsando-o por acumulação de amarelos. Dois pesos e duas medidas e não foi apenas em questões disciplinares. Mesmo em inferioridade numérica os nossos jogadores não desistiram de procurar o golo, mas o apito final surgiu com o placar a anunciar uma injusta vitória da equipa da casa fruto dum golo que já não se usa no futebol.
Na próxima jornada recebemos o Vilaverdense que ocupa a segunda posição na tabela classificativa e desde a primeira hora que se assume como candidato à subida de divisão. Na deslocação ao terreno deste adversário para disputar a partida referente à segunda jornada do campeonato regressamos a casa com uma injusta derrota. Dois cartões vermelhos e uma grande penalidade não foram os únicos atropelos das regras de futebol cometidos por um árbitro que goza da fama de ser movido a gorjetas e jantares e dessa forma os três pontos ficaram em Vila Verde devido a factores vergonhosos que teimam em permanecer no futebol. A nossa equipa já provou que tem potencial para levar de vencido qualquer adversário mesmo em circunstâncias estranhas (infelizmente pouco estranhas) e no próximo Domingo poderá recuperar os pontos que nos foram escandalosamente roubados nesse desafio (peço desculpa pelo vocabulário deselegante, mas por mais que procure no meu manual de apoio não encontro outras palavras para relatar tais factos). Mais uma vez faço um apelo a todos os adeptos para comparecer no nosso Parque de Jogos e apoiar o Porto d’Ave.


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