
Faz hoje trinta anos que à hora do jantar a televisão portuguesa interrompia a emissão para nos dar notícia duma tragédia. Na noite de Quatro de Dezembro de Mil Novecentos e Oitenta quando faltavam três dias para as eleições presidenciais, o Primeiro Ministro Francisco Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa agendaram uma ida à cidade do Porto para participar no comício de encerramento da campanha eleitoral do General Soares Carneiro, mas um ataque terrorista ao estilo de Hollywood faz explodir um avião que transportava além dos dois governantes mais cinco pessoas, perdendo todos a vida neste atentado que ainda tentaram fazer passar por um acidente, mas não foi possível apagar todas as provas de mão criminosa. Desta forma foi silenciado algo de comprometedor que podia colocar em causa muito mais que o resultado nas urnas. Passados trinta anos, apesar da confissão de José Esteves, aquele a quem foi encomendado o fabrico do engenho explosivo que vitimou toda a tripulação, as investigações para encontrar os autores morais deste acto terrorista depararam-se com todo tipo de impedimentos para avançar e o caso nunca foi a julgamento. Estávamos já na Terceira República.

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