domingo, 14 de novembro de 2010

Tempestade de Golos dá Empate frente ao Louro


Longe de ser o Verão de São Martinho, o dia de hoje nascia com alguns raios de sol que recebemos com agrado depois dum Inverno intenso que se tinha instalado durante toda a semana. Mas como diz o ditado, foi sol de pouca dura, e ao início da tarde a chuva voltava a ameaçar, mas nada que fizesse prever a tempestade de golos que estava reservada para os noventa minutos do jogo que opunha frente a frente as equipas de Porto d’Ave e Louro. Não tinha sido feita qualquer alusão no Boletim Meteorológico a este extremo fenómeno climatérico, mas quem se deslocou na tarde de hoje ao nosso Parque de Jogos pode testemunhar que eles passaram por lá. Antes do intervalo o Furacão Axadrezado quase arrasou a equipa forasteira mas na segunda parte o Furacão Louro voltava a colocar tudo como estava antes do apito inicial.

Após três derrotas consecutivas no campeonato, o calendário colocou-nos no desafio de hoje um adversário que deveria servir para os nossos jogadores darem um grito de revolta e retomar o caminho das vitórias, e isso até deu sinais de estar a acontecer durante a primeira parte. Aos dez minutos de jogo Zé Beto apontava o primeiro da partida com um remate em arco saído do seu pé esquerdo e Pimenta com dois livres que pareciam a fotocópia um do outro bisa na partida aos minutos trinta e quarenta colocando o Porto d’Ave a vencer por três a zero, resultado que se manteve até ao intervalo.

Os nossos jogadores entravam para a segunda parte com uma vantagem confortável e nada fazia prever que os três pontos escapassem, mas ao terceiro minuto a equipa de Louro reduz para três a um e relança o jogo. Aos dez minutos o Porto d'Ave volta a beneficiar dum livre num lance em que o adversário fica em inferioridade numérica, mas desta vez foi Pivas quem tentou a sorte e apenas ganhou um canto. Passados dez minutos também Cabreira viu a cartolina vermelha ao cometer uma falta na zona de castigo máximo que foi prontamente assinalada pelo árbitro da partida e serviu para o adversário reduzir para a margem mínima. Nesta altura só dava Louro e o golo do empate esteve à vista num lance em que Abreu faz uma defesa apertada e ainda vê a bola bater no poste. Logo de seguida também o poste da baliza do Louro tremeu após excelente cabeceamento de Pimenta pouco tempo antes de ser substituído. Faltavam jogar mais de vinte minutos e o nosso adversário tinha razões de sobra para acreditar que podia pontuar no nosso terreno e nunca desistiram de procurar o golo do empate que acabou por chegar em cima do minuto noventa.

Este jogo fica marcado por duas partes distintas. Uma grande exibição do Porto d’Ave e enorme capacidade de concretização antes do intervalo e uma passividade e subserviência a tornar fácil a tarefa no nosso adversário na segunda parte. Com seis golos todos na mesma baliza, onde na tarde de hoje estiveram aqueles que eu considero serem os melhores guardiões do campeonato, o jogo termina com um justo empate.

"o que eu temo não é a estratégia do inimigo, mas os nossos erros"

Péricles


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