O Porto d’Ave foi afastado da Taça da Associação de Futebol de Braga ao perder 
O Porto d’Ave foi a primeira equipa a criar perigo, aos doze minutos
Na segunda parte volta a ser o Victor a tentar surpreender o guardião, com um remate de longe que foi interceptado por um defesa que desvia a bola pela linha de cabeceira. Na sequência desta jogada o Porto d’Ave volta a beneficiar de três cantos seguidos e o perigo era uma constante na baliza da casa. Ao minuto doze Meira pára a bola de peito, remata à meia volta e vê a bola a passar rente ao poste. Passados cinco minutos Jaqques entra na área pelo lado esquerdo e remata às malhas laterais. A maior oportunidade para abrir ao placar aconteceu ao minuto vinte e cinco, com Neves a acertar mal na bola quando estava na cara do golo. A dez minutos dos noventa, Victor remata mais uma vez de longe mas a bola volta a passar por cima da barra. Ao minuto quarenta Paulinho faz a última tentativa para marcar de canto directo, e a defesa do Vilaverdense com enormes dificuldades volta a levar a melhor.
Com a equipa da casa não arriscar e o Porto d’Ave a não concretizar o jogo foi para prolongamento.
Neste período foi a vez do Vilaverdense também assustar Clemente que teve duas grandes intervenções ainda nos primeiros quinze minutos. Primeiro desvia para canto após um cabeceamento já na pequena área, naquela que foi a defesa da tarde e de seguida nega novamente o golo com mais uma grande defesa, num livre (inexistente) e ainda vê a bola a bater no poste. Desta forma o nosso guardião não evitou apenas o golo mas também o canto. Na segunda parte do tempo suplementar ambas as equipas arriscaram menos e a eliminatória foi decidida pela marcação das grandes penalidades.
E foi aqui que o Porto d’Ave se despediu desta competição, com o Vilaverdense a não desperdiçar e da parte dos nossos jogadores apenas o central Ricardo permitiu a defesa do guardião da casa. Ouviram-se vozes na bancada que diziam “no melhor pano cai a nódoa”. É bem verdade, este jogador foi enorme durante toda a partida e não só. Nos últimos seis dias o Porto d’Ave realizou três partidas contra emblemas que outrora tiveram nomes mais sonantes que o nosso. As últimas duas tiveram prolongamento e o nosso central foi utilizado em cada minuto a jogar sempre a um nível elevado. Ninguém com a camisola do Porto d'Ave merecia abandonar aquele relvado sem a vitória, e este jogador foi sem dúvida quem mais remou para a conquistar.
Saímos de cabeça levantada e temos ainda uma caminhada a percorrer até ao final da época. Obrigado equipa pela forma como estão a dignificar a camisola do Porto d'Ave.
Também a equipa de arbitragem realizou um trabalho muito positivo. Apenas um erro já no prolongamento não mancha o trabalho de duas horas. Estiveram à altura das exigências do desafio dignificando a arbitragem e o futebol em geral, por isso estão de parabéns.
Uma nota especial para o jovem Daniel Pereira, um jogador da formação que integrou a comitiva para este desafio. Com três avançados que por lesão ou castigo não podiam dar o contributo à equipa, o Mister João Fernando recorreu a
os juniores e convocou um jovem já com longos anos com a camisola do Porto d’Ave vestida e quase uma centena de golos marcados ao serviço do seu clube de sempre. Entretanto Zé Beto recuperou da lesão que foi alvo na última quarta-feira e o júnior Daniel Pereira acabou por não fazer parte dos dezoito escolhidos. É com talento mas também com trabalho e humildade que se fazem jogadores à Porto d’Ave e o Daniel é um exemplo da boa formação que se faz no nosso clube, pois tem sabido ultrapassar várias barreiras e juntamente com outros da sua geração vai dado passos certos rumo à equipa principal. Parabéns Daniel, isto é um prémio merecido e é também motivo de orgulho para todos os elementos da tua equipa que se identificam com a tua forma de estar no Porto d’Ave.
“consulte não os seus medos mas as suas esperanças e sonhos. Pense não sobre as suas frustrações, mas sobre o seu potencial não usado. Preocupe-se não com aquilo que você tentou e falhou, mas com aquilo que você ainda é capaz de fazer”
Papa João XXIII


1 comentário:
Mas afinal quem é aquele indíviduo que está ao lado do Chiquinho (aquele grande número 10, com tiques de 2 e que rouba golos aos outros), na última foto?!
Luís Ramos
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