
G. D. Porto d'Ave - 1
O Porto d’Ave deslocou-se a Esposende para defrontar o (ex) líder da tabela classificativa. A tarefa de conseguir o triunfo neste recinto não se adivinhava fácil mas os nossos jogadores começaram cedo a demonstrar que poderiam regressar a casa com os três pontos. Mas neste campeonato acontecem episódios estranhos e a equipa da casa não foi o único adversário que os nossos jogadores tiveram que defrontar. Aliado ao (ex) líder do campeonato estava um trio de amarelo que se revelou o principal obstáculo aos anseios da nossa equipa. 
Os nossos jogadores criaram perigo por duas vezes na baliza da casa nos minutos iniciais. Primeiro foi Manaus de cabeça a enviar a bola ao lado e de seguida o mesmo jogador cruza pelo lado direito e Vitinha ao primeiro poste também de cabeça não leva a melhor sobre o guardião adversário. Quando estava decorrido um quarto de hora também a baliza de Clemente passou por um momento complicado com Pedrinho a salvar em cima da linha após uma tentativa de canto directo. Ao minuto vinte e cinco Vitinha tenta o golo com um remate de longe e de seguida também Victor após uma excelente jogada colectiva envia a bola com perigo para a baliza adversária. À passagem da meia hora, o guardião da casa agarra a bola fora da área nas barbas do fiscal de linha que finge não ver. Nesta altura do jogo já era nítida a inclinação do campo pela forma como Paulinho e Daniel tinham visto o cartão amarelo. Ao minuto trinta e cinco, Jaqques não aproveita de forma inexplicável a melhor oportunidade da primeira parte acertando mal na bola mesmo à boca da baliza. O intervalo chegava com o placar em branco mas o Porto d’Ave era claramente a melhor equipa em campo e já justificava a vantagem.
A segunda parte começou praticamente com golo inaugural com Vitinha a tirar alguns adversários do caminho e rematar para o fundo da baliza contando ainda com um desvio dum defesa da casa que traiu o guardião. O vantagem durou pouco tempo e passados três minutos o Esposende restabelece a igualdade. A partir daqui aconteceram situações que nada dignificam o futebol. Dois penaltys por marcar e um golo anulado por fora de jogo de Victor assim como a expulsão deste jogador não foram os únicos atropelos às regras de futebol a que assistimos.
A equipa de arbitragem de reduzidíssima qualidade que se apresentou para este jogo prestou um péssimo serviço ao futebol, porque foram indiscutivelmente os principais protagonistas da tarde e o resultado final da partida que hoje se desenrolou no Estádio Padre Sá Pereira é inteiramente da responsabilidade deste trio deplorável que realizou uma exibição tendenciosa, indecorosa, vergonhosa, lastimosa, desastrosa e mais num-sei-quantos adjectivos terminados em “…osa”. Por isso é inteiramente justo dar-lhes o destaque desta partida, pela negativa obviamente, pois fabricaram um resultado (e não era essa a sua missão, ou pelo menos não devia ser) impossível de obter se este jogo tivesse sido arbitrado por gente competente e séria.
Estiveram um pouco apagados durante o aquecimento, mas a partir do apito inicial foram incansáveis na procura da vitória para a equipa da casa, demonstrando com total nitidez que estavam ali para prejudicar o Porto d’Ave. Entre um golo mal anulado e permissão dos jogadores da casa em jogar com a mão na grande área assistimos a inúmeros atropelos às regras de futebol durante noventa minutos e não os posso citar todos aqui porque isso ultrapassaria o limite máximo de um milhão de carateres permitido pela administração do blog para esta crónica.
Existem equipas de arbitragem fracas por inaptidão para o exercício dessas funções e outras ainda piores porque fabricam resultados propositadamente em troca não sei de quê. Em relação ao trio em questão, podemos dizer que se trata de um “2 em
Mas este trio repugnante que se apresenta na foto não se limitou a “roubar” o Porto d’Ave hoje como também deu continuidade a um trabalho que já vem sendo habitual e “cozinhou” algumas dificuldades para o próximo jogo ao expulsar Victor num lance completamente disparatado. Desta forma, o Porto d’Ave vê-se privado desse importante jogador na próxima jornada em que vamos defrontar o Vilaverdense.
.
Em mais de trinta jogos oficiais já disputados conhecemos o amargo sabor da derrota por seis vezes. Quando esse resultado aconteceu, também assistimos a algumas situações pouco claras mas no geral apenas nos podemos queixar de nós próprios e da falta de sorte que também faz parte do futebol. Mas quanto aos jogos em que dividimos os pontos com o adversário, em grande parte deles podemos dizer que outros ventos sopraram para impedir a vitória do Porto d’Ave. Os empates na primeira volta com Silvares, Águias da Graça, Taipas, Esposende, Vilaverdense e Louro, e na segunda volta com Taipas e hoje em Esposende foram nitidamente fabricados por agentes desportivos que deviam apenas gerir a partida com as regras do futebol e não adultera-las, e desta forma contribuíram para que a tabela classificativa seja uma grande mentira. Portanto, podemos dizer em voz alta por ser verdade que nos roubaram neste campeonato pelo menos catorze pontos além da forma como a nossa equipa está constantemente a ver-se impedida de utilizar jogadores por uma acção disciplinar que não consegue esconder que são nítidas encomendas para dificultar a nossa tarefa. Este campeonato está claramente viciado, pois se somarmos os pontos que nos roubaram e subtraíssem os pontos que foram atribuídos a alguns dos nossos adversários de forma anti-desportiva, seria o nome do Porto d’Ave a ocupar a primeira linha da tabela classificativa. Mas infelizmente anda gente no futebol que não gosta de futebol e por isso vemos equipas a lutar pela subida de divisão sem qualquer legitimidade para tal, a não ser que o facto de se assumirem como candidatos a esse lugar lhes dê essa legitimidade, enquanto isso, o trabalho, o esforço e o mérito dos todos elementos que constituem a nossa equipa é de tal forma desrespeitado por gente que anda a mais no futebol mas muitas vezes protegidos por aqueles de quem eles dependem para a sua promoção no final da época, daí as trocas de favores que tanta tinta fazem correr mas que acaba sempre da mesma forma. Toda gente vê, toda gente fala, toda gente sabe, mas não há provas. Se aquilo a que assistimos hoje em Esposende não é uma prova, então é mesmo difícil provar. Haja vergonha.
“A ausência da ética deixa um vácuo onde se propaga a onda da corrupção”
António Gomes Lacerda



1 comentário:
nao vi o jogo, mas pelo que me contaram:
é justo.
Enviar um comentário